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quarta-feira, 4 de março de 2015

“Eu vim para servir”

Brasília, 1º de Março de 2015.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45)

Tempo precioso de quaresma! Que bom podermos celebrar como família este momento que nos resgata em nossa dignidade de filhos do Pai e irmãos dos outros. A Campanha da Fraternidade deste ano nos brinda com esta maravilhosa certeza: todos viemos para servir!

“Eu vim para servir!” diz Jesus aos seus apóstolos!
“Eu vim para servir!” diz a nossa Igreja ao mundo nestes dois mil anos de história!
“Eu vim para servir!” dizemos aos jovens que se encontram ao nosso redor!
“Eu vim para servir!” deve dizer ao mundo cada jovem que Deus nos confia!
Uma das melhores maneiras de servir aos jovens é capacitá-los, no amor de Jesus que os chama, para servir os outros. Torná-los multiplicadores do amor-serviço que vem do Mestre. Portanto, a evangelização da juventude se compromete a ajudar o jovem a se reconhecer amado – “servido!” – por Deus e a se predispor a amar – “servir!” – seus irmãos. Para isto, assumimos oferecer-lhe um processo formativo que conjugue espiritualidade, estudos, convivência, atividades, participação e tudo aquilo que possa amadurecer o protagonismo juvenil.
Entendemos por protagonismo juvenil o compromisso efetivo do jovem com a própria vida, com sua Comunidade de fé e com a Sociedade na qual vive. Isto depende, fundamentalmente, dele, mas, também, de cada um de nós. “Sem o protagonismo, o jovem não é motivado para assumir responsabilidade, para tomar iniciativa e para desenvolver habilidades de liderança. A juventude deve ser vista, em primeiro lugar, como lugar teológico a ser encorajada a assumir um papel de liderança e ousadia, para testemunhar a nova evangelização e fazer chegar a todos a Civilização do Amor.” (CF 2013, 217).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Os jovens e a Vida Consagrada

Brasília, 1º de Fevereiro de 2015.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Ele será um sinal de contradição” (Lc 2, 34)

No Templo, no dia em que Jesus é apresentado, Simeão profetisa que aquele Menino que veio como “Luz para iluminar as nações” se tornará, por isto, “sinal de contradição”. Também o jovem, pelo seu jeito dinâmico de ser nesta fase da vida, carrega em si esta marca que, quando bem entendida e valorizada, traz benefícios para todos. É importante reconhecer isto e garantir-lhe condições de seu desenvolvimento sadio.
“Nunca percam a esperança e a utopia, vocês são os profetas da esperança, são o presente da sociedade e da nossa amada Igreja e por sobre todo são os que podem construir uma nova Civilização do Amor. Joguem a vida por grandes ideais. Apostem em grandes ideais, em coisas grandes; não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, mas para coisas grandes!” Com estas palavras o Papa Francisco se dirigiu à Pastoral da Juventude em seu 11º. Encontro Nacional, que aconteceu em Manaus, no final do mês passado, com a presença de jovens de todas as partes do país. Mensagem animadora a todos os jovens e, ao mesmo tempo, questionadora aos adultos responsáveis pela sua vida, educação e evangelização. Se, por um lado, a decisão por uma vida significativa depende do próprio jovem, por outro, exige dos adultos e das estruturas eclesiais condições favoráveis para uma alegre e consistente resposta.
Por isso, nos perguntamos:
“Nossas comunidades paroquiais e os projetos juvenis estão se empenhando para ajudarem os jovens a não perderem ‘a esperança e a utopia’ e a se tornarem verdadeiros ‘profetas do presente’? Ou temos perdido ricas ocasiões de formação de líderes para a Igreja e para a sociedade? O que se faz urgente renovar em nossa oferta às novas gerações para que as mesmas se sintam mais atraídas, corresponsáveis e capacitadas na construção da Civilização do Amor?”
“Além disso, o que estamos fazendo de concreto para que os jovens sejam incentivados a pensar e a apostar ‘em grandes ideais, em coisas grandes’, como expressou o Papa?” Não dá para ignorar que neste pedido do Papa Francisco há um forte convite vocacional aos jovens: “fomos escolhidos pelo Senhor para coisas grandes”! A pastoral juvenil é, intrinsicamente, pastoral vocacional, ou não é “pastoral”! Em seu bojo, todo serviço aos jovens deve se tornar um apelo cativante, possível e concreto de seguimento a Jesus Cristo, nas mais variadas vocações. “A dinâmica pastoral paroquial tem se debruçado neste assunto, buscando com criatividade novas formas de vivência da cultura vocacional no meio da juventude?”

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Jovens protagonistas da Paz"

Brasília, 1º de Janeiro de 2015.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

”Bem-aventurados os que promovem a paz porque serão chamados filhos de Deus”
(Mt 5, 9)

“Dia Mundial da Paz”!
Sempre iniciamos o ano com esta comemoração, ou melhor, com esta aspiração e esperança! E não é para menos: a paz é expressão profunda do ser humano, pois está intrinsecamente relacionada com o sentido de harmonia, de alegria, de plenitude da vida. Consciente ou não, a pessoa humana deseja a paz, irmã da felicidade. E passa a vida a sua procura. Queremos estar em paz; queremos a paz! Não há, em primeiro lugar, um ensinamento para isto, mas uma aspiração na raiz da vida. Quando não atingimos esta paz, nos tornamos doentes, depressivos, irracionais. Quando não a defendemos, não a facilitamos ou, pior ainda, a ela nos opomos, renunciamos a nossa filiação divina, tornando-nos violentos, divisores… diabólicos!
Bem-aventurados – felizes! – se tivermos como princípio motivador da vida, da vocação e da ação pastoral missionária, a paz! Bem-aventurados – felizes! – se, além disso, promovermos a paz, defendendo-a, ensinando-a, facilitando-a! A “paz”, segundo o hino das Bem-aventuranças, é a característica principal que identifica a criatura com o Criador, tornando-a radicalmente filha de Deus: “sereis chamados filhos de Deus”.
Como responsáveis pela evangelização da juventude, somos convocados a promover a paz em nosso meio. E “promover a paz” significa: anunciar a paz, provocar a paz, celebrar a paz, divulgar a paz. Sendo assim…
O tema da paz tem sido bem anunciado, trabalhado na catequese e nas reflexões dos grupos e organizações juvenis? Utilizamos pedagogias apropriadas capazes de descobrir e enfrentar os focos de sofrimento, revolta, insatisfação existenciais dos jovens e oferecer-lhes alternativas de sua superação, principalmente pelo encontro marcante com o Único que traz a paz verdadeira, profunda e permanente, Jesus Cristo? Sem o equilíbrio interno de uma paz existencial o jovem, além de não se encontrar como pessoa, buscará perigosos subterfúgios para minimizar suas carências profundas.
A paz tem sido provocada nos encontros grupais e comunitários? O diálogo, o respeito pelo diferente, o perdão, a paciência fazem parte das relações interpessoais? Os líderes adultos têm dado testemunho disso? E nós, sabemos escutar os jovens e provocamos o diálogo entre as gerações?
A paz tem sido celebrada junto aos jovens? Eles estão acolhendo os sacramentos como encontro qualificado em vista da paz que o coração humano pede tanto? Nós os temos cativado para a alegre busca da Eucaristia que enche a alma de paz por termos o próprio Deus conosco? Eles percebem que estamos realmente dispostos a atendê-los e acompanhá-los, para auxiliá-los no encontro da paz, fruto da misericórdia divina, proveniente do sacramento da Reconciliação?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

‘Eu vos anuncio uma grande alegria: nasceu o Cristo Senhor’

Brasília, 1º de Dezembro de 2014.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Eu vos anuncio uma grande alegria: nasceu o Cristo Senhor.” (Lc 2, 10-11)

Que mês bonito, o de dezembro!
Ao lado da correria dos diversos “encerramentos” de nossos compromissos anuais, nos deliciamos com a graciosidade e espiritualidade natalinas! Festas, reencontros, família, amigos, viagens, presentes, solidariedade, celebrações, orações… Como seria bom se todas as nossas crianças, adolescentes e jovens pudessem entender, se envolver e desfrutar destes momentos que marcam a vida da pessoa humana, renovando-lhe a fé, a esperança e o amor! Nossas comunidades ganham novo dinamismo ao valorizarem a presença e o protagonismo dos nossos jovens nas várias atividades em torno do Natal.

“Ao observarem a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2, 10).

Quando os jovens encontram a “estrela” verdadeira e nela se fixam, se tornam mais confiantes e experimentam uma alegria que preenche a alma, pois percebem que o caminho está certo e o encontro com a felicidade será uma realidade. Obrigado por terem ajudado os jovens a lerem os sinais dos tempos e a perceberem a presença de Deus no cotidiano: “estrela” que conduz à Luz do Mundo!

“Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe” (Mt 2, 11a).

O encontro com o menino necessariamente provoca o encontro com sua mãe. Ele, que nos acolhe quando vamos na sua direção, nos acomoda, também, no colo desta mãe. Obrigado por terem conduzido as novas gerações ao encontro com Jesus, Príncipe da Paz, e ao aconchego de Maria!

“Ajoelharam-se diante dele e o adoraram” (Mt 2, 11b). 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A avaliação faz parte da dinâmica evangelizadora

Brasília, 1º de Novembro de 2014. 

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil. 

“Os setenta e dois voltaram alegres…”
(Lc 10,17)

Depois da exaustiva missão, os discípulos “voltam alegres” junto ao Mestre e partilham com ele os frutos de seus trabalhos: o que fizeram, viram e ouviram! Falam e ouvem; notam os avanços e constatam as falhas. “Aprendem fazendo”, indo e voltando, com os acertos e erros, na atenção à vontade daquele que os escolheu, os capacitou e os enviou!
A avaliação faz parte da dinâmica evangelizadora, pois, sem ela, corremos o risco de não percebermos nem os progressos nem as limitações. Às vezes, inclusive, nos iludimos com as coisas secundárias e não conseguimos enxergar o que é essencial: “Eu vos dei o poder [...]. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus” (Lc 10, 19-20).
Estamos chegando ao final de mais um ano em nossa vida de discípulos missionários de Jesus Cristo. Quantas coisas bonitas aconteceram! E, também, quantas lacunas, erros, limitações! O projeto pessoal de vida de quem se coloca a serviço da construção da Civilização do Amor impõe uma séria reflexão sobre a missão assumida no meio do povo. Como evangelizadores de jovens, somos convidados a nos debruçar numa significativa avaliação pastoral.
Os jovens são tesouros em nossas Comunidades! Sua presença em nossos ambientes, além de nos alegrar e nos encher de esperança, nos questiona e nos compromete. Eles têm o direito de receber adequados e atraentes espaços, instrumentos, oportunidades que os auxiliem em sua formação integral e na educação à fé.
Convido-os/as, portanto, a realizarem, neste mês de novembro, na Comunidade local, um momento especial de avaliação sobre o serviço pastoral prestado à juventude. Não precisa ser algo longo nem complexo e, sim, prático e no espírito participativo. Com a presença de representantes das várias forças evangelizadoras da juventude (Movimentos, Pastorais da Juventude, Novas Comunidades, Congregações Religiosas, Catequese de Crisma, Pastoral da Educação, Juventude Missionária, Pastoral Vocacional, Pastoral Familiar, etc.) procurem refletir sobre estas e outras questões:

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ampliar a Evangelização nas Universidades e Escolas

Brasília, 1º de Agosto de 2014. 
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados
com sua inteligência e suas respostas.” (Lc 2,47)

Em diversas partes, as Sagradas Escrituras nos mostram a força da presença de Jesus que“ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os escribas e fariseus” (Mt 7,28)! Ensinar “com autoridade” é falar com convicção e coerência. Estes dois elementos são essenciais e complementares. As verdades ensinadas e defendidas só são escutadas com respeito, quando aquele que fala empenha-se em viver aquilo que prega. Por outro lado, este testemunho de vida necessita de fundamentação sólida para ser mais incisivo e duradouro na vida das pessoas.
Entramos no mês de agosto, mês vocacional. É um momento bem propício para revisarmos a vivência de nossa vocação. Ao escutar a voz de Deus que nos chama para um determinado estado de vida e para um serviço qualificado à humanidade, nos sentimos convocados a fortalecer nossas convicções e a ser mais coerentes.
Somos tentados e pressionados por todos os lados e o desafio de viver com coerência a vocação cristã nos impõe aprofundamento da nossa fé. Dentro e fora de nós existem forças que nos obrigam às decisões. Ao lado de nossa tendência de comodismo e fuga, encontra-se uma cultura que avança em diversos aspectos questionando-nos constantemente sobre os fundamentos de nossa fé.
Articular fé e razão se torna, portanto, um imperativo em nossa vocação de discípulos missionários de Cristo. Estamos convencidos de que o processo de amadurecimento da fé exige raízes que lhe garantam consistência, caso contrário estará fadada a se esvaziar diante das crises e dos questionamentos que os dias atuais se nos impõem. Assim, também, a Igreja não admite uma intelectualidade desconectada das outras dimensões da vida humana, inclusive da dimensão religiosa. O ser humano é belo quando considerado em sua totalidade!
Mais do que nunca, a Igreja está sendo chamada a entrar no mundo acadêmico e universitário e exercer sua vocação na história de iluminar a vida, defender os princípios que a dignificam e defendê-la de ideologias relativistas, discriminatórias, manipuladoras, tendenciosas, reducionistas. “À medida que avança o processo de escolaridade, em especial na fase universitária, os jovens se fascinam pela racionalidade das ciências e tecnologias, pela eficiência e organização da sociedade produtiva e do mercado, pelo compromisso com a transformação social, de tal forma que sua fé pode entrar, em alguns casos, em conflito com a razão; mas pode, também, amadurecer com a contribuição dessa razão. A ação pastoral deve favorecer a base intelectual da sua fé para que saibam se mover de maneira crítica dentro do mundo intelectual, acompanhados de vida cristã autêntica para que possam atuar responsavelmente no mundo do qual fazem parte.” (Doc. 85 CNBB, 219)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Resgatar no coração de todos a paixão pela juventude

O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro da Silva, em sua carta mensal sobre a evangelização da juventude, convida a Igreja a comemorar um ano da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. O bispo também destaca a necessidade do acompanhamento aos jovens, feito por adultos,  chamado de ministério da assessoria. Ele lembra que esta é uma das urgências apontadas no Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, que aconteceu em dezembro de 2013. Dom Eduardo dá sugestões para suprir a carência na "quantidade e na qualidade" de acompanhantes e de assessores. "O clamor dos jovens por assessoria não pode ser mais ignorado ou minimizado. Que o nosso amor afetivo a eles potencialize nosso amor efetivo, encontrando soluções criativas para atender a esta urgência!", alerta. Confira o texto na íntegra:


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil 
“Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.”
(Lc 24,15)
Somos, hoje, estes “discípulos de Emaús” do Evangelho de Lucas, alcançados diariamente pelo Senhor que nos orienta e nos fortalece no caminho... e no caminhar! É o Mestre que vem ao encontro da realidade dos seus discípulos, como fiel Acompanhante e exímio Assessor! Revigora nossas forças e nos enche de alegria, como fez ao nos proporcionar a JMJ Rio 2013, cuja festa de um ano celebramos neste mês de julho.
Elevamos aos céus uma grande Ação de Graças pelos frutos que a Jornada nos tem, ainda hoje, nos proporcionado: são inúmeros, como “as areias das praias do mar” (Gn 22,17)! Parabéns a todos aqueles, adultos e jovens, que não só acreditaram e se envolveram com este presente de Deus, mas aproveitaram para renovar seu amor à Igreja e seu compromisso pela causa juvenil.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sobre a formação de novas lideranças jovens

Brasília, 1º de Junho de 2014.
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“… sobre esta pedra construirei a minha Igreja.” (Mt 16, 18)
            Este é um mês rico em celebrações que fundamentam e alimentam nossa Igreja!
            No dia 29, festejamos São Pedro e São Paulo. Sobre os apóstolos, a partir deles e com eles, Jesus Cristo construiu sua Igreja, “semente do Reino”, continuadora da sua obra. O desafio é grande, mas eles sabem que não estão sós! A Santíssima Trindade está na base de tudo (dia 15), o Espírito Santo conta com eles e lhes garante a força da unidade (dia 8), o Corpo Eucarístico de Cristo é alimento dos céus a estes operários da messe (dia 19), o Coração de Jesus (dia 27) é a fonte do amor missionário de serviço ao próximo.
            Sustentada pela graça divina, a Igreja se estrutura para favorecer a comunhão, a capacitação e a missão dos discípulos do Senhor. As limitações individuais e as dificuldades de relacionamento dos primeiros seguidores do Mestre não o impediram de apostar no processo de amadurecimento de todos para a missão confiada. Aquela pequena estrutura criada garantiu a alegria da convivência, o desenvolvimento dos dons de cada um, o diálogo entre si, a corresponsabilidade das ações, a valorização do protagonismo daqueles homens, tornando-os verdadeiros apóstolos, profetas, mártires, líderes.
            Acreditamos, ainda hoje, que as estruturas eclesiais com suas respectivas organizações são espaços privilegiados de formação, ambientes propícios de fortalecimento dos sujeitos da evangelização. São, também, para os jovens: casas e escolas de liderança, celeiros de vocações, formadoras de cidadãos comprometidos com a transformação da realidade.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Tempo quaresmal, momento de intensa espiritualidade (2)

Por Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil
“Jesus foi ao encontro delas, e disse: alegrai-vos”
(Mt 28, 9)

Que época bonita essa da Quaresma-Semana Santa-Páscoa! Quanta “santa” agitação! Quanta animação e profundidade! Mais do que a experiência significativa de traçarmos um caminho rumo a Jesus nos alegramos ao perceber que a iniciativa primeira do encontro parte dele mesmo, como vitorioso, para nos anunciar o Evangelho da Alegria!
Inúmeras comunidades sabem aproveitar desse importante momento como ocasião muito favorável para envolver nossos adolescentes e jovens nas diversas atividades. Parabéns se a sua comunidade é uma destas! Você não imagina o impacto positivo que isto gera na vida deles!
Este momento intenso de espiritualidade cristã tem uma força incrível de atração e envolvimento dos jovens: liturgias, encenações da Via-Sacra, retiros, arrumação de ambientes, gestos concretos de solidariedade, iniciativas ligadas à Campanha da Fraternidade, celebração da Jornada Diocesana da Juventude no Domingo de Ramos, etc.
Saber cativar e envolver nossos jovens na dinâmica da vida pessoal, desde as pequenas coisas, é sinal de sabedoria de quem tem a responsabilidade de conduzir o povo de Deus. Nossa Igreja é rica de ocasiões propícias que, uma vez adaptadas à cultura juvenil, proporcionam tanto o crescimento da paixão do jovem por Jesus Cristo e pela Igreja, quanto o rejuvenescimento da Comunidade que é chamada à constante conversão.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Tempo quaresmal, momento de intensa espiritualidade

Por Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

Brasília, 01 de Março de 2014.
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”
(2Cor 6,2)

Entramos de coração aberto neste precioso tempo quaresmal. É o momento de intensa espiritualidade que nos convida ao fortalecimento de nossos ideais e à retomada do único caminho que nos garante vida plena. Ser discípulo e missionário de Jesus Cristo exige compreensão e vivência de uma profunda espiritualidade que, fundamentada na Palavra de Deus, garante a beleza, a saúde e o sentido da vida. “A espiritualidade cristã se parece com a umidade e a água que mantêm a relva molhada, para que esta esteja sempre verde e em crescimento. Não se pode ver a água e a umidade do gramado, mas sem elas a relva fica seca. O que se vê é o gramado, com seu verdor e sua beleza. E é o gramado que queremos cultivar. Mas sabemos que, para tanto, devemos regá-lo e mantê-lo úmido” (GALILEA, Segundo. “O Caminho da Espiritualidade”, pp. 14 e 15).
Nada mais propício, portanto, que refletir neste mês sobre a 2ª. Linha de Ação do Documento 85 da CNBB (cf. nn. 116-141) que aborda, justamente, a questão da ESPIRITUALIDADE. Como este aspecto é essencial e urgente na vida de nossos adolescentes e jovens, merece um cuidado todo especial de nossa parte na ação evangelizadora que Deus nos confia a exercer no meio deles. Os jovens desejam, procuram e têm direito de receber de nossas organizações, formação adequada que os conduza na compreensão e na vivência de uma espiritualidade que anime sua vida pessoal, suas relações com os outros, seus compromissos como cidadãos, sua amizade com Deus.
Na conclusão do Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro passado, as duas PISTAS DE AÇÃO referentes a esta Linha foram assim definidas para todas as expressões juvenis e Regionais da CNBB:

1ª. Assumir uma mística centrada na missão de Jesus Cristo.
2ª. Familiarizar o jovem com a Palavra de Deus a partir da Leitura Orante da Bíblia.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma juventude bem motivada, não para.

Por D. Eduardo Pinheiro da Silva
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB


Brasília, 01 de Fevereiro de 2014

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria.
E a graça de Deus estava com ele”.
(Lc 2, 40)

Uma juventude bem motivada, não para! Nessas férias muitas expressões juvenis reservaram um pouco de seu tempo para retiros, encontros, evangelização nas praias, experiências missionárias, formação; as Pastorais da Juventude realizaram seus Congressos, Assembleia, Ampliada. É a vida que continua; é a força da missão que as empolga e as convida para uma formação permanente em vista de uma atuação cada vez mais adequada aos novos tempos. Como adultos responsáveis pela juventude, não podemos deixar de parabenizar estes jovens, reconhecendo-lhes sua beleza, significatividade e singularidade na missão da Igreja na história!
Como já foi mencionado na Carta anterior, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro, retomou as 8 Linhas de Ação do Documento 85. A partir delas, foram destacadas, então, aquelas principais Pistas de Ação que necessitam ser potencializadas pelas expressões juvenis (Congregações Religiosas, Novas Comunidades, Movimentos, Pastorais da Juventude) e pelas instâncias eclesiais (comunidades, paróquias, dioceses, regionais).
Seis expressões juvenis e Regionais da CNBB presentes no Encontro assumiram a 1ª. Linha de Ação, que aborda a questão da FORMAÇÃO INTEGRAL, como uma de suas duas prioridades para os próximos anos. As duas PISTAS DE AÇÃO referentes a esta Linha, ficaram assim redigidas:

1º. INVESTIR na Formação Integral permanente,
articulando a Rede de Institutos de Juventude e demais experiências.
2º. Aproximar e ligar a Pastoral Juvenil à CATEQUESE,
em vista da Formação Integral. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um novo ano se descortina a nossa frente!

Brasília, 01 de Janeiro de 2014.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Quem tiver ouvidos, ouça!”
(Mt 13, 8-9)

Um novo ano se descortina a nossa frente! Agradeçamos a Deus por mais este presente!
Depois de um ano intenso de atentos olhares, bons sentimentos, fortes esperanças com relação aos jovens agora entramos em 2014 confiantes de que nossa Igreja do Brasil, além do muito que já realizou a favor deles, sente-se mais animada para abraçar com criatividade novas formas de incrementar a evangelização da juventude. Ainda sentindo ressoar em nossos ouvidos as palavras do nosso Papa Francisco, queremos fazer valer, para o mundo juvenil, a “cultura do encontro, da acolhida, da ternura, da solidariedade”. Os jovens se sentem tocados por esta provocação profética e estão abertos a operacionalizá-la! Nós, adultos acompanhantes da juventude, nos sentimos responsabilizados a proporcionar espaços e ocasiões para que este ideal se torne realidade; e que esta realidade, construída e vivida sob o exercício do protagonismo juvenil, perpasse nossas comunidades, tornando-as, cada vez mais, fonte de vida para todos.
No final de 2013, de 11 a 15 de dezembro, como encerramento do Ano da Juventude e abertura de um novo tempo, realizamos um significativo e histórico encontro nacional em vista da Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil. Foram quatro dias intensos, com palestras, reuniões de grupo, convivência e celebrações. Éramos mais de 350 pessoas representando 160 dioceses e diversas expressões juvenis ligadas às Pastorais da Juventude (67 pessoas), aos Movimentos Eclesiais (50 pessoas), às Novas Comunidades (40 pessoas), às Congregações Religiosas (38 pessoas). Lideranças adultas e jovens se debruçaram para celebrar os acontecimentos juvenis de 2013 e escutar a voz de Deus para os novos rumos aos quais Ele convida a nos voltarmos. O espírito de unidade e o desejo de acertar foram abençoados por Deus que nos concedeu sérias reflexões e crescimento no ardor pastoral.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Feliz natal e ano novo!

Por D. Eduardo Pinheiro da Silva
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria.”
(Francisco, Evangelii Gaudium)

FELIZ NATAL E ANO NOVO!
Estamos imersos na espiritualidade do Advento, entre a festa do Rei do Universo (24/11) e a comemoração pela vinda do Messias (25/12). Neste contexto, no final do “Ano da Fé”, Papa Francisco nos brinda com a bonita Exortação Evangelli Gaudium. Na vida e na missão do cristão não pode faltar o ingrediente principal da alegria. É uma questão de fé e, não, simplesmente um elemento psicológico da existência humana! Ao viver inundado da certeza da encarnação de Deus em nosso meio e do seu amor poderoso que nos acompanha, nos sentimos impulsionados a enfrentar as barreiras, viver intensamente o cotidiano, renovar os laços fraternos, assumir os desafios que contribuem com a vida plena de todos, principalmente dos mais necessitados.
O nosso testemunho de alegres amigos e servidores do Senhor nos garante impacto social e admiração dos jovens. A alegria é uma realidade capaz de nos sustentar em todos os períodos da vida, mas é na fase da adolescência e da juventude que ela aparece com mais força e pureza. Os jovens precisam perceber em nós a revolução existencial e transformadora que a adesão a Cristo nos provoca.
Para realizar o pedido que a Exortação Evangelli Gaudium nos faz de um “anúncio renovado” que proporcione, hoje, “uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora” (n. 11) é necessário, mais do que nunca, contar com os jovens, acreditar na sua presença e ação. A experiência nos mostra que o “novo” trazido por Jesus Cristo é acolhido com mais rapidez, intensidade e compromisso pelos jovens, quando o anúncio lhes é feito de maneira criativa e empolgante, em clima de confiança.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A importância de um Plano Pastoral

Brasília, 1º novembro de 2013.
CJ – C – Nº 081/13

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil

“Os jovens são um motor potente para a Igreja e para a sociedade.”
(Francisco, julho 2013)

A vida nos ensina que uma meta não se atinge se não vier acompanhada de uma adequada organização que congregue esforços em sua direção. Como Igreja, que assume a responsabilidade de ser semente do Reino, acreditamos na necessidade e força de um bom Plano Pastoral.
            Neste tempo favorável à juventude, à luz do convite do Papa Francisco para construirmos a cultura do encontro e da acolhida, é imprescindível a existência de um processo que nos ajude na evangelização da juventude. Toda Paróquia, para seu crescimento e dinamismo pastoral, merece algo elaborado e escrito que sustente suas grandes e importantes opções. Caso contrário, conseguiremos muito pouco, perderemos preciosas oportunidades, alimentaremos apatias e omissões.
Provavelmente, há Paróquias que já possuem um Plano que as oriente, mas outras não têm este hábito tão salutar, capaz de garantir serenidade e clareza no caminhar. Sugiro a estas que, como gesto significativo deste “Ano da Juventude”, se empenhem na elaboração de um pequeno “Plano Paroquial da Evangelização da Juventude”. Não precisa ser complexo nem muito técnico ou milimetricamente organizado, mas uma redação que, sendo fruto de um planejamento participativo, contemple a realidade, sustente os sonhos, aponte caminhos concretos.
Há vários modelos de Plano; é importante escolher um que seja factível, tenha poder de envolvimento das novas gerações e incremente o protagonismo juvenil. Apresento-lhes, a seguir, alguns esclarecimentos e, depois, sugestões para a sua realização.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nenhum cristão pode abrir mão de ser missionário

Brasília, 01 de Outubro de 2013.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

 Educá-los na missão, a sair, a pôr-se em marcha, a estar sempre nas ruas pela fé. Assim fez Jesus com seus discípulos: não os manteve apegados a Ele como a galinha aos pintinhos; os enviou. [...] Empurremos os jovens para que saiam.” (Francisco, 27/07/2013)

Chegou, mais uma vez, o “Mês Missionário”. Já é tradição dedicarmos este mês à reflexão sobre esta dimensão que faz parte de nossa vida cristã. Nenhum cristão pode abrir mão de ser missionário, uma vez que esta realidade é intrínseca ao Batismo. Podemos atuar missionariamente de maneiras diferentes, mas todos acolhem o mesmo mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
Há tempo estou percebendo – e me alegrando! – que os conceitos “missão” e “missionário” vêm sendo acolhidos normalmente pelas novas gerações. “Ser missionário” ou “fazer missão” ou algo deste gênero, já não remete mais à ideia exclusiva dos louváveis missionários e missionárias, quase sempre sacerdotes e consagrados, que se deslocavam de terras estrangeiras para conviver e servir à evangelização em nosso país, principalmente nos lugares mais desafiadores. Hoje, com muita naturalidade, os jovens estão se apropriando destes termos e buscando formas novas de fazerem valer esta sua vocação batismal. Isto é maravilhoso! Saibamos valorizar esta realidade para que eles possam, ali onde vivem, testemunhar mais fortemente ao mundo a gratuidade do serviço em prol dos mais desfavorecidos, sofredores e esquecidos de nossa realidade.
Na JMJ Rio 2013 nossos jovens foram, de maneira intensa e celebrativa, provocados a entenderem e vivenciarem este chamado. Certamente voltaram para suas casas, comunidades, grupos, paróquias, escolas, animados em fazer valer o que o Papa Francisco soube tão bem motivar. E agora nos vem uma dúvida: o que eles estão encontrando em nossos ambientes? Não basta Jesus Cristo enviar estes seus jovens discípulos, nem o Papa motivá-los à missão se eles não forem colocados em situação de desenvolvimento deste mandato. Há muita energia de amor e serviço concentrada no coração e nos sonhos dos jovens, aguardando ocasiões propícias para sua propagação. A fala do Papa na Catedral do Rio foi muito direta aos adultos, evangelizadores e educadores da juventude: cabe a nós a responsabilidade de educar os jovens para a missão,empurrando-os às ruas para que sejam protagonistas de uma nova história, a partir da fé em Jesus Cristo e de sua vivência eclesial.