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terça-feira, 2 de abril de 2019

Exortação "Christus vivit": síntese ampla e texto integral


Publicamos uma ampla síntese com o link ao texto integral da Exortação Apostólica do Papa Francisco, fruto do Sínodo dos jovens realizado em outubro de 2018.

«Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!».
Assim começa a Exortação Apostólica pós-sinodal "Christus vivit" (Texto integral) de Francisco, assinada segunda-feira, 25 de março, na Santa Casa de Loreto, e dirigida «aos jovens e a todo o povo de Deus». No documento, composto por nove capítulos divididos em 299 parágrafos, o Papa explica que se deixou  «inspirar pela riqueza das reflexões e diálogos do Sínodo dos jovens», celebrado no Vaticano em outubro de 2018.

Primeiro capítulo: «Que diz a Palavra de Deus sobre os jovens?»
Francisco recorda que « numa época em que os jovens contavam pouco, alguns textos mostram que Deus vê com olhos diferentes» (6) e apresenta brevemente figuras de jovens do Antigo Testamento: José, Gedeão (7), Samuel (8), o rei David (9), Salomão e Jeremias (10), a jovem serva hebreia de Naaman e a jovem Rute (11). Depois passa para o Novo Testamento. O Papa recorda que «Jesus, o eternamente jovem, quer dar-nos um coração sempre jovem» (13) e acrescenta: «Notemos que Jesus não gostava que os adultos olhassem com desprezo para os mais jovens ou os mantivessem, despoticamente, ao seu serviço. Pelo contrário, pedia: “O que for maior entre vós seja como o menor” (Lc 22, 26). Para Ele, a idade não estabelecia privilégios; e o facto de alguém ter menos anos não significava que valesse menos ou tivesse menor dignidade». Francisco afirma: «Nunca nos arrependeremos de gastar a própria juventude a fazer o bem, abrindo o coração ao Senhor e vivendo contracorrente» (17).

Segundo capítulo: «Jesus Cristo sempre jovem»
O Papa aborda o tema dos primeiros anos de Jesus e recorda a narração evangélica que descreve o Nazareno «em plena adolescência, quando regressou para Nazaré com seus pais, depois que estes O perderam e reencontraram no Templo» (26). Não devemos pensar, escreve Francisco, que «Jesus fosse um adolescente solitário ou um jovem fechado em si mesmo. A sua relação com as pessoas era a dum jovem que compartilhava a vida inteira duma família bem integrada na aldeia», «ninguém O considerava um jovem estranho ou separado dos outros» (28). O Papa faz notar que Jesus adolescente, «graças à confiança que n’Ele depositam seus pais…move-Se livremente e aprende a caminhar com todos os outros» (29). Estes aspectos da vida de Jesus não deveriam ser ignorados na pastoral juvenil, «para não criar projetos que isolem os jovens da família e do mundo, ou que os transformem numa minoria selecta e preservada de todo o contágio». Precisamos, sim, «de projetos que os fortaleçam, acompanhem e lancem para o encontro com os outros, o serviço generoso, a missão» (30).
Jesus «vos ilumina, a vós jovens, mas a partir da própria juventude que partilha convosco » e n’Ele se podem reconhecer muitos traços típicos dos corações jovens (31). Junto «d’Ele, podemos beber da verdadeira fonte que mantém vivos os nossos sonhos, projetos e grandes ideais, lançando-nos no anúncio da vida que vale a pena viver» (32); «O Senhor chama-nos a acender estrelas na noite doutros jovens» (33).
Francisco fala então da juventude da Igreja e escreve: « Peçamos ao Senhor que liberte a Igreja daqueles que querem envelhecê-la, ancorá-la ao passado, travá-la, torná-la imóvel. Peçamos também que a livre doutra tentação: acreditar que é jovem porque cede a tudo o que o mundo lhe oferece, acreditar que se renova porque esconde a sua mensagem e mimetiza-se com os outros. Não! É jovem quando é ela mesma, quando recebe a força sempre nova da Palavra de Deus, da Eucaristia, da presença de Cristo e da força do seu Espírito em cada dia» (35).
É verdade que «nós, membros da Igreja, não precisamos de aparecer como sujeitos estranhos. Todos nos devem sentir irmãos e vizinhos, como os Apóstolos que «tinham a simpatia de todo o povo» (At 2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13). Ao mesmo tempo, porém, devemos ter a coragem de ser diferentes, mostrar outros sonhos que este mundo não oferece, testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e o bem comum, do amor aos pobres, da amizade social» (36). A Igreja pode sempre cair na tentação de perder o entusiasmo e procurar «falsas seguranças mundanas. São precisamente os jovens que a podem ajudar a permanecer jovem» (37).
O Papa volta então a um dos ensinamentos que ele gosta muito e explica que é necessário apresentar a figura de Jesus «de modo atraente e eficaz» e diz: «Por isso é necessário que a Igreja não esteja demasiado debruçada sobre si mesma, mas procure sobretudo refletir Jesus Cristo. Isto implica reconhecer humildemente que algumas coisas concretas devem mudar» (39).
Na exortação se reconhece que há jovens que sentem a presença da Igreja «como importuna e até mesmo irritante». Um comportamento que mergulha as raízes «mesmo em razões sérias e respeitáveis: os escândalos sexuais e económicos; a falta de preparação dos ministros ordenados, que não sabem reconhecer de maneira adequada a sensibilidade dos jovens; pouco cuidado na preparação da homilia e na apresentação da Palavra de Deus; o papel passivo atribuído aos jovens no seio da comunidade cristã; a dificuldade da Igreja dar razão das suas posições doutrinais e éticas perante a sociedade atual» (40).
Há jovens que «reclamam uma Igreja que escute mais, que não passe o tempo a condenar o mundo. Não querem ver uma Igreja calada e tímida, mas tão-pouco desejam que esteja sempre em guerra por dois ou três assuntos que a obcecam. Para ser credível aos olhos dos jovens, precisa às vezes de recuperar a humildade e simplesmente ouvir, reconhecer, no que os outros dizem, alguma luz que a pode ajudar a descobrir melhor o Evangelho» (41). Por exemplo, uma Igreja demasiado temerosa e estruturada pode ser constantemente crítica «de todos os discursos sobre a defesa dos direitos das mulheres, e apontar constantemente os riscos e os possíveis erros dessas reclamações», enquanto uma Igreja «viva pode reagir prestando atenção às legítimas reivindicações das mulheres», embora «não concorde com tudo o que propõem alguns grupos feministas» (42).
Francisco apresenta então «Maria, a jovem de Nazaré», e o seu sim como aquele «de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: Sentes-te portador duma promessa?» (44). Para Maria «as dificuldades não eram motivo para dizer “não”» e assim colocando-se em jogo tornou-se a «influenciadora de Deus».  O coração da Igreja também está cheio de jovens santos. O Papa recorda São Sebastião, São Francisco de Assis, Santa Joana d’Arc, o Beato mártir Andrew Phû Yên, Santa Catarina Tekakwitha, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, Beato Zeferino Namuncurá, Beato Isidoro Bakanja, Beato Pier Jorge Frassati, Beato Marcelo Callo, a jovem Beata Clara Badano.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Documento final do Sínodo dos jovens já está disponível em português

Já está disponível a versão em português do Documento final do Sínodo sobre a Juventude, realizado em outubro deste ano. Dividido em três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos e 60 páginas, o documento tem como fio condutor a passagem do Evangelho de Lucas sobre os discípulos de Emaús. “Pôs-se com eles a caminho”, “’Os seus olhos abriram-se’ – Um novo Pentecostes ” e “’Voltaram imediatamente’ – Uma Igreja jovem” são os títulos de cada uma das três partes do texto.
Para o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, que foi o relator geral do Sínodo, o texto é “o resultado de um verdadeiro trabalho de equipe” dos padres sinodais, juntamente com os outros participantes no Sínodo e “em modo particular os jovens”.
A primeira parte do documento recebeu a tradução “Pôs-se a com eles a caminho. Nela, é apresentado o contexto no qual os jovens estão inseridos. Ressalta-se a Igreja em escuta, apontam-se “três pontos cruciais” e são abordadas questões como identidade e relacionamento, além do ser jovem hoje.
A segunda parte, “os olhos abriram-se”, reforça o papel renovador da juventude na Igreja, portadora de uma “sã inquietação”. Acolhimento, respeito e acompanhamento ao dinamismo dos jovens são indicações deste trecho, que aborda o dom da juventude, o mistério da vocação, a missão do acompanhamento e a arte de discernir.
Por fim, em seu último título, que foi traduzido como “Voltaram imediatamente”, são pontuadas a sinodalidade missionária da Igreja, a caminhada conjunta com os jovens no cotidiano, o renovado ímpeto missionário e a formação integral. É desta parte do texto que sai o convite às Conferências Episcopais e às Igrejas particulares para prosseguir no processo de discernimento com o objetivo de elaborar soluções pastorais específicas à realidade juvenil.





Fonte: http://www.cnbb.org.br/esta-disponivel-em-portugues-o-documento-final-do-sinodo-dos-jovens-realizado-em-outubro-deste-ano/

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Papa abre o Sínodo dos jovens: que o Espírito nos dê a capacidade de sonhar

Na Praça S. Pedro, o Papa Francisco presidiu à missa de abertura da XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos e pediu aos 266 Padres sinodais que reavivem a própria paixão por Jesus.

O Santo Padre presidiu esta manhã (03/10), na Praça São Pedro, à solene celebração da Santa Missa por ocasião da inauguração do Sínodo dos Bispos, que se realiza no Vaticano de 3 a 28 do corrente, sobre o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O Papa iniciou sua homilia com o trecho do Evangelho de São João, que diz: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará tudo e recordará tudo o que Eu lhes disse”.
Desta maneira tão simples, - disse o Papa - Jesus oferece aos seus discípulos a garantia de que o Espírito Santo os acompanhará em toda a sua obra missionária. O Espírito do Senhor é o primeiro a guardar e manter sempre viva e atual a memória do Mestre no coração dos discípulos e faz com que a riqueza e beleza do Evangelho sejam fonte de constante alegria e novidade. E Francisco exortou os presentes:
“No início deste momento de graça para toda a Igreja, em sintonia com a Palavra de Deus, peçamos insistentemente ao Paráclito que nos ajude a trazer à memória e reavivar as palavras do Senhor, que faziam arder o nosso coração. Memória para que possa despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar. Os jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou idosos, formos capazes de sonhar, contagiar e partilhar os nossos sonhos e esperanças”.

Sonhos e esperanças
O Santo Padre expressou seu desejo de que “o Espírito do Senhor nos dê a graça de sermos Padres sinodais, ungidos com o dom dos “sonhos e da esperança”, para podermos ungir os jovens com o dom da profecia e da visão; possa dar-nos a graça de sermos memória atuante, viva e eficaz, que não se deixa sufocar e esmagar pelos falsos profetas, mas levar a inflamar o coração e discernir os caminhos do Espírito. E acrescentou:
“É com esta disposição de dócil escuta da voz do Espírito que viemos aqui, de todas as partes do mundo. Hoje, pela primeira vez, estão conosco também dois irmãos Bispos da China continental, a quem damos as nossas calorosas boas vindas. Com a sua presença, a comunhão de todo o Episcopado, com o Sucessor de Pedro, torna-se ainda mais visível”.

Dilatar os corações
Ungidos com a esperança, - disse Francisco - começamos um novo encontro eclesial, capaz de ampliar os horizontes, dilatar os corações e transformar as estruturas, que hoje nos paralisam, dividem e afastam dos jovens, deixando-os expostos às intempéries e órfãos de uma comunidade de fé que os apoie, de um horizonte de sentido e de vida. A esperança interpela-nos, destronca o conformismo e nos convida a trabalhar contra a precariedade, exclusão e violência, às quais está exposta a nossa juventude. E falando dos jovens, o Papa disse:
“Os jovens, fruto de muitas das decisões tomadas no passado, exortam-nos a cuidar do presente, com maior esforço e com eles, a lutar contra tudo aquilo que impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua visão”.

Sob a proteção de Maria
O dom da escuta sincera deve ser livre de preconceitos para entrarmos em comunhão com as diferentes situações do Povo de Deus, sem cairmos na tentação de certos moralismos, elitismos e de ideologias abstratas. E o Papa convidou os Padres Sinodais, dizendo:
“Irmãos, coloquemos este tempo sob a proteção materna da Virgem Maria, mulher da escuta e da memória, para que nos guie no reconhecimento dos vestígios do Espírito, a fim de que, entre sonhos e esperanças, possamos acompanhar e encorajar nossos jovens para que não cessem de profetizar”.
Neste sentido, Francisco recordou que, ao término do Concílio Vaticano II, os Padres Conciliares dedicaram a sua última mensagem aos jovens: «A Igreja, durante quatro anos, trabalhou para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu fundador, Cristo, o eterno jovem... É especialmente para os jovens que a Igreja acende, neste Concílio Ecumênico, uma luz, que iluminará o futuro da juventude. A Igreja espera que a sociedade respeite a dignidade, a liberdade, o direito sobretudo dos jovens».
Francisco concluiu sua homilia exortando os Padres Sinodais e representantes da Igreja no mundo, a alargar seus corações, a escutar o apelo do Povo de Deus e a colocar suas energias a serviço da juventude:

“Lutem contra todo o egoísmo. Rejeitem dar livre arbítrio aos instintos da violência e do ódio, que geram guerras e suas consequentes misérias. Sejam generosos, puros, respeitadores, sinceros. Construam, com entusiasmo, um mundo melhor, que o dos seus antepassados. Padres sinodais, a Igreja olha para vocês com confiança e amor.”


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-10/sinodo-jovens-2018-santa-missa.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sínodo 2018: Comissão oferece orientações e roteiro de celebração para a juventude

Nas próximas semanas, tem início a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Roma. Aqui no Brasil, os jovens poderão acompanhar as atividades e rezar na intenção desta reunião que deverá dar indicações para a evangelização da juventude em toda a Igreja. A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ofereceu uma série de orientações para os jovens estarem em sintonia e uma proposta de momento oracional para que os grupos juvenis rezem pelo Sínodo.
O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, ofereceu 12 dicas em formato de orientações para que os jovens possam acompanhar o Sínodo deste ano.
Dom Vilsom recorda que a comissão ofereceu atividades e promoveu ações para estimular a participação dos jovens do Brasil na preparação para o sínodo dos Bispos, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Através do questionário, da visita da comissão aos regionais e em vários encontros nacionais das diferentes expressões foi possível partilhar deste caminho preparatório.
Para este momento, a Comissão irá oferecer, no próprio site Jovens Conectados, um espaço para que as juventudes “continuem a participar, se preparando para o Sínodo, rezando pelo Sínodo e com uma série de sugestões práticas de participação, além de uma celebração a ser feita nas comunidades, nos grupos, nas expressões juvenis”, explica dom Vilsom.
No endereço, serão publicados artigos, notícias, boletim diário com os brasileiros no Sínodo, resumos semanais e indicações de materiais para aprofundamento.
A partir de novembro, segundo o bispo, será a expectativa pela chegada do documento do papa com as orientações para toda a Igreja. “Queremos através de todas essas ações, ter uma ação pré-sínodo, durante o sínodo e no pós-sínodo, preparando as juventudes, criando a expectativa para tudo que vai ser anunciado pelo papa como fruto do sínodo ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.
Confira as dicas de dom Vilsom:

ORIENTAÇÕES PARA ACOMPANHAR O SÍNODO DOS JOVENS E O PÓS-SÍNODO

1.    Acompanhar a missa de abertura do Sínodo no dia 3 de outubro. Ver horários de transmissão nas TVs católicas do Brasil (que ainda serão divulgados). Vai ser bem cedo.
2.    Está preparada uma celebração a ser feita nos grupos e comunidades, orando pelo sínodo e levando as pessoas a se unir a nós em prece pelo sínodo no mês de outubro: baixe aqui.
3.    Estaremos postando vários artigos e materiais que ajudam a reflexão e debate e expectativas sobre o sínodo dos jovens: estarão sendo publicados no site Jovens Conectados
4.    No site Jovens Conectados tem um artigo de dom Vilsom publicado na Revista Vida Pastoral: É TEMPO DE VER, OUVIR E SAIR. Nos ajuda a refletir e ver as possibilidades do sínodo.
5.    Teremos boletim diário com os participantes brasileiros no Sínodo, através do site Jovens Conectados.
6.    Faremos o resumo de cada Semana no Sínodo: Dom Visom (presidente da CEPJ) dará uma entrevista no final de cada semana para o site Jovens Conectados;
7.    Indicações de materiais para aprofundamento: Padre Toninho e Lucas enviarão artigos para aprofundamento do Sínodo ao longo do mês de outubro para o site Jovens Conectados.
8.    Convidamos os bispos referenciais regionais, padres referenciais regionais, assessores e jovens a enviar textos, artigos que tenham sido escritos sobre o sínodo. Ou com as esperanças que este sínodo traz para as juventudes e toda a Igreja.
9.    Queremos estimular os jovens de todo Brasil a debater e refletir o pós-sínodo. Ver postagens de expectativas pelo documento que o Papa Francisco venha a publicar no ano de 2019. Vamos criar este espaço de acolhida e expectativa pelas orientações do Papa para toda a Igreja Católica.
10.  Estaremos estimulando os jovens de todo o Brasil a postar novas inciativas e frutos que surgiram nas paróquias, comunidades, grupos e dioceses com a preparação e com a realização do Sínodo.
11.  O que mais podemos fazer para viver e ajudar as juventudes a experimentar este kairós, este tempo de graça que vivemos em nossa Igreja com o Sínodo dos Jovens?
12.  Você agora pode ter em seu celular todas as informações sobre o sínodo e todo trabalho de evangelização das juventudes em nosso país. É SÓ BAIXAR O APLICATIVO: JOVENS CONECTADOS, no Google Play. Com a Equipe de Comunicação, lançamos este aplicativo no dia 8 de setembro.



Fonte: http://www.cnbb.org.br/sinodo-2018-comissao-oferece-orientacoes-e-roteiro-de-celebracao-para-a-juventude/

terça-feira, 27 de março de 2018

Pré-Sínodo 2018: Jovens compartilham impactantes testemunhos durante Via Sacra

A Basílica Pontifícia de São João de Latrão, em Roma, recebeu na sexta-feira, 23 de março, a Via Sacra por ocasião da Reunião Pré-sinodal dos jovens, quando compartilharam histórias impressionantes durante as 14 estações.
Segundo informou a Santa Sé, o objetivo da Via Sacra foi “meditar sobre a paixão e morte do Senhor, levando em consideração as luzes e as sombras, as cruzes e as esperanças dos jovens no mundo de hoje”.
Nesse sentido, nas 14 estações foram compartilhados, como parte das meditações, testemunhos de cristãos perseguidos, fiéis que foram vendidos como escravos ou que caíram em flagelos como drogas.
Por exemplo, a história de Salem Matti Kourk, um cristão iraquiano de 43 anos que vivia em Bartala, pequena cidade na Planície de Nínive. Seu caso foi narrado na primeira estação, na qual se recorda a condenação de Jesus à morte.
“Em 8 de agosto de 2014, quando a cidade foi conquistada pelos milicianos do ISIS, a maioria dos cristãos tinha deixado a cidade. Salem não se uniu aos milhares de fugitivos porque tinha problemas cardíacos e, não podendo fugir, decidiu permanecer no local. Foi preso pelos jihadistas. Salem foi torturado até a morte e seu corpo foi abandonado na rua”.
Também contaram a história de Joseph, que aos sete anos – em 1987 – foi vendido como escravo no Sudão do Sul. “A sua história de escravidão durou 10 anos. O seu dono frequentemente o agredia, torturava e abusava dele. Um dia, ele deixou escapar alguns camelos que cuidada e o seu dono ficou furioso e jurou violentamente que mataria Joseph”.
Depois de espancá-lo brutalmente, foi pregado em uma tábua com “pregos de nove polegadas de comprimento nas mãos, nos joelhos e nos pés. Depois, derramaram ácido nas suas pernas e, finalmente, libertaram-no. Milagrosamente, Joseph não morreu, embora tivesse permanecido nessa tábua durante sete dias”.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Papa convida jovens do mundo inteiro a se unirem ao Sínodo

Quem não puder vir a Roma poderá participar ‘on line’, pelo site ou facebook do Sínodo2018, em seis grupos linguísticos: português, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão.

Neste domingo (18/02), o Papa Francisco pediu aos jovens que participem ativamente, pela Internet, na preparação do Sínodo dos Bispos previsto para outubro que tratará da Juventude.

Assembleia pré-sinodal de março
Cerca de 300 jovens dos 5 continentes, de várias religiões e também ateus, participarão de uma reunião pré-sinodal convocada de 19 a 24 de março em Roma. Neste encontro, eles serão ouvidos e suas colaborações utilizadas para preparar o Sínodo, cujo tema será “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O Papa Francisco, logo após rezar o Ângelus na Praça São Pedro, estendeu o convite aos jovens de todo o mundo, animando-os a serem protagonistas desta preparação.

Participação no site e em redes sociais
Quem não puder vir a Roma “poderá participar ‘online’ em seus grupos linguísticos (português, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão), que serão moderados por outros jovens”.
Francisco afirmou que as propostas destes ‘grupos da rede’ se unirão às da reunião de março e que todas as informações estão na página web da Secretaria do Sínodo do bispos.
O Sínodo se ocupará dos problemas dos jovens e buscará adequar sua linguagem ao uso das novas tecnologias para aproximar-se a eles, segundo o documento preparatório divulgado em 2017.

Fonte: http://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-02/papa-angelus-sinodo-jovens-internet.html

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Diálogo, uma das riquezas na preparação ao Sínodo, diz jovem brasileiro

Durante cinco dias especialistas e jovens dos cinco continentes estiveram reunidos no Auditório da Cúria Geral dos Jesuítas em Roma para debater a situação juvenil ao redor do mundo, em preparação à XV Assembleia Geral do Sínodo 2018 dedicada aos jovens.
Debates e trabalhos em grupo seguiram-se às diversas palestras proferidas por especialistas de diversas  procedências. Cada sessão era dedicada a um tema, enriquecido com duas palestras: Os jovens e a identidade; os jovens e o trabalho e as migrações; os jovens e a alteridade; os jovens e a tecnologia e os jovens e a transcendência.
Entre os jovens brasileiros presentes no encontro estava Lucas Galhardo, representando a Pastoral Juvenil e o Departamento Juvenil do CELAM. Ele nos falou sobre a riqueza das atividades desenvolvidas ao longo da semana e destacou a promoção do diálogo como uma das riquezas nesta preparação ao Sínodo:
“Foi uma atividade riquíssima, riquíssima! Pudemos ver que no mundo partilhamos de realidades iguais, mas também tem diferenças devido aos diferentes países, diferentes regiões, diferentes culturas. Ficou evidente que o jovem realmente tem uma força tremenda, que o jovem tem uma capacidade de mudança impressionante e que a juventude de todo o mundo carrega este anseio de um mundo melhor, de possibilitar uma Igreja cada vez mais próxima a todos que chega, que consiga tocar o máximo de pessoas possível, porque sabemos e temos a certeza que a Igreja tem uma mensagem muito bonita, muito rica, muito necessária para o mundo de hoje.
A mim fica um grande exemplo este seminário, pois foi muito bonito ver estudiosos, professores, alguns mais velhos do que nós, outros nem tanto, mas são mais experientes em alguns assuntos, mais experientes sobre a juventude, foi muito bonito partilhar do conhecimento e da experiência destas pessoas, com nós jovens. Foi muito bonito de se ver esta comunhão, às vezes as ideias se confrontavam, às vezes as ideias se agregavam uma à outra, e tudo no final é bonito de ver esta comunhão e ver a riqueza e o valor que este tipo de atividade traz.
Então por isto que eu acho que este processo do Sínodo que vem se construindo com esta abertura de diálogo ao jovem e o contato com a Igreja, com os mais velhos, com os mais experientes, com os estudiosos, etc, com todo o mundo, esta promoção do diálogo universal que é a grande riqueza e o grande exemplo que este Sínodo, este processo do Sínodo tem a deixar a todos nós.
Me lembrei muito nestes dias do que o Papa Francisco disse aos voluntários no fim da Jornada em Cracóvia em 2016: conversem com seus avós, conversem com os mais experientes. Acho que essa é a grande riqueza, o grande exemplo que este Sínodo está dando e que deve servir de exemplo para todos os nossos lugares, as nossas dioceses, os nossos trabalhos em nossos movimentos, comunidades, congregações. Então eu acho que está é a grande riqueza que este Sínodo está deixando”.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/6158/dialogo-uma-das-riquezas-na-preparacao-ao-sinodo-diz-jovem-brasileiro

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Igreja quer ouvir os jovens: saiba como colaborar com o Sínodo dos Bispos de 2018

Em 2018, será realizada a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. No processo de preparação, ocorre a fase de consulta, quando o povo de Deus pode enviar contribuições e respostas ao questionário disponibilizado pela Santa Sé. O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Vilsom Basso, explica como os jovens brasileiros podem participar.
A fase de consulta foi aberta após a publicação do documento preparatório, em janeiro deste ano. Este processo levará à redação do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. Às conferências episcopais, coube a responsabilidade de receber as contribuições e respostas, compilar o material e enviar à Secretária do Sínodo. Aqui no Brasil, a CNBB disponibilizou desde janeiro o texto preparatório com o questionário.
Para dom Vilsom Basso, “é um tempo de graça, um kairós para toda a juventude, para toda a Igreja, um Sínodo dos Bispos sobre juventude”. Ele explica que estão à disposição dos jovens três maneiras de participar. Primeiro, respondendo ao questionário que já foi encaminhado a todas as dioceses do Brasil e enviando até o final de julho para a CNBB, para que seja feita uma síntese e enviada à Secretaria do Sínodo, no Vaticano – este material poderá ajudar na formulação de ações pastorais no âmbito brasileiro. Até 31 de julho, serão recebidas as respostas dos jovens pelo e-mailsynodos@cnbb.org.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Próximo Sínodo dos Bispos, em 2018, quer sublinhar centralidade do discernimento

Foto: Lusa

O Papa defendeu, em entrevista, que a Igreja Católica tem de ouvir a juventude, tarefa essencial na preparação para o Sínodo de 2018, sobre o tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.


“Isto é importante, não só formar os jovens para escuta mas, sobretudo, escutá-los, aos próprios jovens. Isto é uma primeira missão, importantíssima, da Igreja: a escuta dos jovens”, assinalou durante uma conversa com mais de 140 responsáveis mundiais de Institutos Religiosos católicos.
O encontro decorreu em novembro de 2016, à porta fechada, e o conteúdo da intervenção do Papa, que respondeu a várias perguntas dos presentes, é divulgado hoje pela revista italiana dos jesuítas, ‘La Civiltà Cattolica’, numa edição especial enviada à Agência ECCLESIA.
Francisco sustenta que o “ponto-chave” do próximo Sínodo dos Bispos quer ser o “discernimento”, que deve ser dinâmico, como a vida.
“As coisas estáticas não dão, sobretudo com os jovens. Quando era jovem, a moda era fazer reuniões, hoje as coisas estáticas como as reuniões não funcionam bem”, assinala.
O Papa convida a trabalhar com os jovens no terreno, através de “missões populares, trabalho social, ir toda as semanas distribuir alimentos aos sem-abrigo”.
A conversa com os superiores gerais das ordens e congregações masculinas foi completamente improvisada, com Francisco a dizer que não temia críticas nem questões difíceis.
“As perguntas mais difíceis, no entanto, não as fazem os religiosos, mas os jovens. Os jovens colocam-te em dificuldade, eles sim. Os almoços com os jovens nas Jornadas Mundiais da Juventude ou noutras ocasiões, estas situações colocam-me dificuldades, porque eles são sinceros e perguntam as coisas mais difíceis”, confessou.
O Papa falou das dificuldades na formação de novos sacerdotes e na chamada pastoral vocacional, que “não responde às expectativas dos jovens”.
Francisco alertou que neste campo não se deve funcionar com a “lógica do sucesso humano” ou do “triunfalismo”, pelo que pediu cautela perante o “florescimento repentino e massivo” de alguns novos institutos.
A conversa abordou ainda o papel da Virgem Maria na vida católica, sublinhando que “a verdadeira Nossa Senhora é aquela que gera Jesus” no coração de cada crente, que é mãe, e não uma “superstar, uma protagonista que se põe a si mesma no centro”.
Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-igreja-tem-de-escutar-os-jovens-papa-francisco/