A Arquidiocese do Rio terá missas em todos os vicariatos por ocasião da Jornada Mundial do Doente, no dia 11 de fevereiro. A data foi instituída por São João Paulo II em 1993, em Lourdes, na França, uma vez que Nossa Senhora de Lourdes é a padroeira dos enfermos. O tema deste ano será “Admiração pelo que Deus faz: ‘o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas’” (Lc 1, 49).
A celebração da data tem como objetivo voltar o olhar da sociedade para questões relativas ao trato humanizado dos doentes, estejam eles nos hospitais, postos de saúde ou em casa. É nesse dia também que as pastorais, a partir das orientações da Igreja, elegem temas que nortearão as discussões e trabalhos dos núcleos paroquiais da Pastoral da Saúde.
“Por ocasião da Jornada Mundial do Doente, podemos encontrar novo impulso a fim de contribuir para a difusão de uma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente. Encontrar um renovado impulso a fim de lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante uma abordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidado em relação ao meio ambiente”, ressaltou o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial do Doente deste ano.
Segundo o coordenador arquidiocesano da Pastoral da Saúde, padre Paulo Celso Dias Nascimento, o objetivo da pastoral ao organizar essas celebrações nos vicariatos é, além de interceder pelos enfermos e reforçar a fé, incentivar os demais fiéis a conhecerem um pouco mais do trabalho realizado.
“Convidamos todos a participarem das celebrações, a nos visitarem, a, quem sabe, ajudarem no trabalho realizado pela Pastoral da Saúde. É um trabalho solidário em vários hospitais e paróquias, através do qual as pessoas recebem o conforto espiritual da nossa presença samaritana. Precisamos agradecer a Deus por tantos voluntários que fazem esse trabalho tão bonito, com esforço e sacrifício, ao sair de suas casas para ir ao encontro dos irmãos que sofrem”, afirmou o sacerdote.
Pastoral da Saúde
Dentre outras atividades, a Pastoral da Saúde realiza visitas aos doentes, seja em suas casas ou nos hospitais; faz a assistência social (em conjunto com as demais pastorais paroquiais) das famílias e dos próprios enfermos; campanhas de saúde; vive a espiritualidade camiliana – aquela inspirada na vida e ensinamentos de São Camilo de Lellis, que servia a Cristo na pessoa do doente –; promove confraternizações pascais e natalinos com os doentes; e faz a distribuição de fraldas geriátricas e materiais de higiene aos doentes.
Segundo o coordenador, o trabalho da pastoral é muito bonito e estruturado. Além disso, os agentes são muito empenhados em desenvolvê-lo da melhor maneira possível. Sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente, padre Paulo Celso disse que é, como sempre, muito atual.
“Assim como o Papa Francisco, Dom Orani também sempre prioriza muito a visita aos hospitais. E o incentivo dele, conforme pudemos ver inclusive recentemente na Trezena de São Sebastião, é muito importante para nós”, destacou o sacerdote.
Para ele, a atuação na Pastoral da Saúde requer maturidade na fé. E os profissionais da saúde precisam estar motivados, principalmente em momentos de crise financeira, que abalam o funcionalismo público, como o que o Rio vive atualmente.
“A maturidade na fé nos ajuda a sermos solidários para com esses profissionais e valorizarmos o trabalho que realizam”, explicou padre Paulo Celso.
Ângela Maria Pires Lages, do Santuário São Judas Tadeu, no Cosme Velho, contou que a pastoral do Vicariato Sul realiza com frequência uma Feira da Saúde. A próxima será no dia 5 de agosto na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado.
“Na feira terá atendimento clínico, oftalmológico, fisioterapia, pediatria e otorrinolaringologia, além de cortes de cabelo. Também temos no vicariato curso de formação para os agentes. É muito gratificante esse trabalho, muito mais para nós do que para o próprio doente: estar junto deles falando de Deus é muito emocionante”, afirmou.
Djair Borges, da Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista, no Maracanã, concorda: “Quando vamos visitar os doentes, levar a Palavra de Deus, sentimos um conforto espiritual muito, muito grande. Vamos com o objetivo de dar, mas acabamos recebendo muito mais. É muito gratificante”, afirmou.
Na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Campo Grande, a pastoral atua no âmbito político-institucional, opinando nos conselhos de hospitais e no Conselho Nacional de Saúde.
O paroquiano Guilherme Lopes, analista de sistemas que atua na pastoral do local há alguns anos, contou que se “identificou com a missão, principalmente por poder exercer a solidariedade e a caridade”.
Fonte: ArqRio