sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Papa aos jovens de Moçambique: continuem sendo testemunho de paz e reconciliação ao país

Numa festa inter-religiosa e culturalmente rica da juventude, o Papa Francisco pronunciou o segundo discurso do dia em Maputo, em Moçambique, nesta quinta-feira (5). Os jovens foram a expressão da paz e da reconciliação do país, através de cantos, apresentações artísticas e tradições religiosas, sempre encorajados pelo Pontífice que incentivou a não se resignar diante das provações e ter cautela com a ansiedade que pode criar barreiras para realizar os sonhos.

O Papa Francisco, no seu segundo discurso oficial em Maputo nesta quinta-feira (5), encontrou os jovens no Pavilhão do Clube de Desportos do Maxaquene, conhecido como Maxaca - uma sociedade com tradição no futebol, tanto que já ganhou cinco títulos nacionais. Do esporte, porém, hoje o espaço acolheu mais de 4 mil jovens cristãos, muçulmanos e hinduístas para um grande encontro inter-religioso com o Pontífice.
Durante cerca de uma hora intensa com a juventude de Moçambique, o Papa conseguiu conhecer um pouco da realidade local das diferentes confissões religiosas que se apresentaram, através da arte do canto e de coreografias especiais, demonstrando diferentes temas e motivos de preocupação dos jovens do país. Um hino comum às denominações religiosas também foi interpretado na ocasião que precedeu o discurso do Pontífice.

Jovens: vocês são importantes e precisam saber disso!
“O que há de mais importante para um pastor do que encontrar-se com os seus jovens? Vocês são importantes! Precisam saber disso, precisam acreditar nisso: vocês são importantes! Mas com humildade porque não são apenas o futuro de Moçambique ou da Igreja e da humanidade; vocês são o presente de Moçambique! Com tudo o que são e fazem, já estão contribuindo para ele com o melhor que hoje podem dar. ”
O Papa iniciou o discurso enaltecendo a expressão tão autêntica da alegria que caracteriza o povo de Moçambique. É uma “alegria que reconcilia e se torna o melhor antídoto capaz de desmentir todos aqueles que querem dividir, fragmentar ou contrapor. Como faz falta, em algumas regiões do mundo, a alegria de viver de vocês!”, sublinhou Francisco.
A presença das diferentes confissões religiosas no local também foi elogiada pelo Pontífice, demonstrando a união familiar através do “desafio da paz”, da esperança e da reconciliação. Com essa experiência, disse ele, é possível perceber que “todos somos necessários: com as nossas diferenças, mas necessários”.
“Vocês, jovens, caminham com dois pés como os adultos, mas, ao contrário dos adultos que os mantêm paralelos, vocês colocam um atrás do outro, pronto a arrancar, a partir. Vocês têm tanta força, são capazes de olhar com tanta esperança! São uma promessa de vida, que traz em si um certo grau de tenacidade (cf. Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 139), que não devem perder nem deixar que lhe roubem. ”

As inimigas da esperança: resignação e ansiedade
O Papa, então, procurou responder a duas perguntas feitas pelos jovens, em questões interligadas, sobre como realizar os sonhos da juventude e como contribuir para solucionar os problemas que afligem o país. A indicação do Pontífice veio do próprio caminho de riqueza cultural apresentado pelos jovens, através da arte, uma expressão “de parte dos sonhos e realidades”, sempre regada de esperança, mas também de ilusões. Além disso, o Papa voltou a insistir com os jovens para não deixar que “roubem a sua alegria”, para não deixar de cantar e se expressar conforme as tradições de casa. 

Francisco também alertou para ter cautela com “duas atitudes que matam os sonhos e a esperança: a resignação e a ansiedade”.
“São grandes inimigas da vida, porque normalmente nos impelem por um caminho fácil, mas de derrota; e a porta que pedem para passar é muito cara… O pedágio que pedem para passar é muito caro! É muito caro. Paga-se com a própria felicidade e até com a própria vida. Resignação e ansiedade: duas atitudes que roubam a esperança. Quantas promessas de felicidade vazias que acabam por mutilar vidas! Certamente conhecem amigos, conhecidos – ou pode mesmo ter acontecido com vocês – que, em momentos difíceis, dolorosos, quando parece que tudo cai em cima de vocês, ficam prostrados na resignação. É preciso estar muito atento, porque essa atitude «faz com que encaminhe pela estrada errada. Quando tudo parece estar parado e estagnante, quando os problemas pessoais nos preocupam, as dificuldades sociais não encontram as devidas respostas, não é bom dar-se por vencido» (Ibid., 141).”

A inspiração do esporte: Eusébio da Silva e Maria Mutola
E para dar um exemplo de inspiração em pleno tempo do futebol, o Papa recordou o jogador Eusébio da Silva, o “pantera negra”, que começou a carreira no clube de Maputo. O atleta não se resignou diante de graves dificuldades econômicas da família e da morte prematura do pai. O futebol o ajudou a perseverar, disse Francisco, “chegando a marcar 77 gols para o Maxaquene!”
O Pontífice então fez a analogia do jogo em equipe para falar da importância de se empenhar pelo país com a tática da união e independentemente daquilo que diferencia as pessoas.
“Como é importante não esquecer que «a inimizade social destrói. E uma família se destrói pela inimizade. Um país se destrói pela inimizade. O mundo se destrói pela inimizade. E a inimizade maior é a guerra porque são incapazes de sentar e falar, de sentar e falar. Sejam capazes de criar a amizade social!"
O Papa lembrou, então, o provérbio africano conhecido e citado mundialmente para “sonhar junto”, que diz: «Se quiser chegar depressa, caminha sozinho; se quiser chegar longe, vai acompanhado». Mas sem que a ansiedade seja inimiga dos sonhos da juventude por um país melhor, alertou o Papa, porque eles são conquistados com “esperança, paciência e determinação, renunciando às pressas”.
O outro exemplo do esporte citado pelo Papa veio do testemunho de Maria Mutola, que aprendeu a perseverar, apesar de perder a medalha de ouro nos três primeiros Jogos Olímpicos que disputou. O tão sonhado título dourado veio na quarta tentativa, quando a atleta dos 800 metros alcançou venceu nas Olimpíadas de Sidney. “A ansiedade não a deixou absorta em si mesma”, ao conseguir nove títulos mundiais”, comentou Francisco.

A importância dos idosos e da Casa Comum
O Papa ainda aconselhou a não esquecer do apoio dos idosos, que podem ajudar a realizar sonhos sem que “o primeiro vento da dificuldade” venha a impedir. Escutar as pessoas mais experientes, valorizando as tradições e fazendo a própria síntese, como aconteceu com a música, o ritmo tradicional de Moçambique: da marrabenta nasceu o pandza, com toque moderno.
O comprometimento com o cuidado da Casa Comum também foi lembrado pelo Papa, num país que tamanha beleza natural, mas que também já sofreu com o embate de dois ciclones. O desafio de proteger o meio ambiente é um forma de permanecer unidos para ser “artesãos da mudança tão necessária”.

O poder da mão estendida e da amizade ao país
Dessa forma explicativa, Francisco procurou encorajar os jovens a encontrar novos caminhos de paz, liberdade, entusiasmo e criatividade, e “com o gosto da solidariedade”, para responder às provações e problemas vividos no país. “Grande é o poder da mão estendida e da amizade”, acrescentou o Papa, para que “a solidariedade cresça entre vocês e se torne na melhor arma para transformar a história. A solidariedade é a melhor arma para transformar a história”. E Francisco finalizou o discurso lembrando os jovens que não esqueçam o quanto Jesus os ama:
“[É o amor do Senhor que se entende mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado» (Ibid., 116). Eu sei que vocês acreditam nesse amor que torna possível a reconciliação.] ”


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Papa: jovens sejam educados à transcendência

“A educação com horizontes abertos à transcendência ajuda os jovens a sonhar e a construir um mundo mais bonito. #IYD2019”.
Com um tuíte, o Papa Francisco recorda neste dia 12 de agosto o Dia Internacional da Juventude.
A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1999, 20 anos atrás, com a finalidade de promover o papel dos jovens como parceiros essenciais nos processos de transformação e gerar um espaço para a conscientização sobre os desafios e problemas que a juventude enfrenta.
O tema deste ano é “transformando a educação”, inspirado no Objetivo número 4 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: “garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem no decorrer da vida para todos”.
Atualmente, existem no mundo um bilhão e 800 mil jovens entre 10 e 24 anos. Trata-se da maior população juvenil da história. Todavia, mais da metade das crianças entre 6 e 14 anos não sabe ler nem tem conhecimento básico de matemática, embora a maioria frequente a escola.

Crise de aprendizagem
Em mensagem para a ocasião, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que “estamos diante de uma crise de aprendizagem. Com demasiada frequência, as escolas não estão preparando os jovens para fazer frente à revolução tecnológica. Os estudantes não somente necessitam aprender, mas também aprender a aprender”.
Para o português, a educação deve conjugar o conhecimento, a preparação para a vida e o pensamento crítico.
Já o tuíte do Pontífice ressalta a abertura à transcendência como elemento fundamental na educação.
Em seus inúmeros pronunciamentos sobre o tema, o Papa Francisco destaca também a importância do “acolhimento da diversidade” e que as diferenças devem ser consideradas como “desafios, mas desafios positivos, não problemas”. O desafio educativo, segundo Bergoglio, está ligado “ao desafio antropológico”.
Outro tema presente nos pilares educativos do Papa é “a inquietação entendida como motor de educação”. Por isso “o apelo aos educadores para que sejam audaciosos e criativos” e para que nunca se tornem “funcionários fundamentalistas ligados à rigidez de planificações”. Enfim, para Francisco “a educação não é uma técnica, mas uma fecundidade generativa”, “a educação é um fato familiar que implica a relação entre as gerações e a narração de uma experiência”.


terça-feira, 23 de julho de 2019

Curso gratuito na Plataforma de Capacitação da Pastoral Juvenil do Brasil

Estão abertas as inscrições para turmas do segundo semestre dos cursos gratuitos de Educação à Distância (Ead) oferecidos pela Plataforma de Capacitação da Pastoral Juvenil do Brasil.
São eles: “Liderança e Coordenação de Jovens”, “Assessores de Jovens” e “Políticas Públicas” – este último tem por objetivo capacitar jovens e adultos para participar com consciência dos espaços políticos nos seus municípios e estados, bem como em todo o país.
As matrículas podem ser realizadas entre 15 de julho e 30 de agosto de 2019. O início das aulas será em 01 de setembro.

COMO SE INSCREVER?
Para realizar a inscrição no curso é necessário acessar a plataforma http://ead.jovensconectados.org.br/ e fazer o cadastro, depois, através do e-mail que será enviado, confirmar o cadastro e acessar a plataforma para inscrição no curso desejado. Importante: Apenas se cadastrar na plataforma não efetiva a inscrição no curso. Clique aqui e confira o vídeo explicativo!
A metodologia inclui o estudo de materiais via EaD com vídeo-aulas, materiais complementares e envio de exercícios, e para o curso de Liderança, oficinas presenciais, e para o de Assessores, um seminário presencial.

CERTIFICAÇÃO
No final dos cursos de Assessores e Políticas Públicas, o aluno poderá emitir o certificado digital do EaD gratuitamente e, se desejar, poderá pedir o certificado com validade de extensão universitária emitido pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UniSal) – há uma taxa com o valor de R$ 30,00.
Para o curso de líderes e assessores o aluno poderá emitir seu certificado digital emitido pela Pastoral Juvenil da CNBB.

Ainda ficou na dúvida? Escreva para <ead@jovensconectados.org.br>, te esperamos na turma!


quinta-feira, 27 de junho de 2019

JMJ 2022: Papa anuncia tema para Jornada de Lisboa

O Papa Francisco anunciou hoje os temas escolhidos para o itinerário de três anos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que culmina com a celebração internacional do evento, a decorrer em Lisboa no verão de 2022.
“A próxima edição internacional da JMJ será em Lisboa, em 2022. Para esta etapa de peregrinação intercontinental dos jovens escolhi como tema ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39)”, disse o pontífice, no Vaticano.
Francisco falava esta manhã aos jovens participantes no XI Fórum Internacional da Juventude dedicado ao Sínodo e à Exortação Apostólica ‘Cristo Vive’, uma iniciativa promovida pela Santa Sé.
No seu discurso, o Papa manifestou a intenção de que estes temas promovam uma “harmonia” entre o itinerário para a JMJ 2022 e o caminho da Igreja Católica após o Sínodo dedicado às novas gerações (outubro de 2018).
Desejo que haja uma grande sintonia entre o itinerário para a JMJ de Lisboa e o caminho pós-sinodal. Não ignorem a voz de Deus, que impele a levantar e seguir os caminhos que Ele preparou para vocês. Como Maria, e junto com ela, sejam portadores da sua alegria e do seu amor, todos os dias”, referiu.
A edição portuguesa (37ª JMJ) tem como tema uma passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 1, 39) relativa à visita da Virgem Maria à sua prima, Santa Isabel, mãe de São João Batista.
Em 2020, a celebração da JMJ acontece a nível diocesano, nas várias comunidades católicas, no Domingo de Roamos (5 de abril) e o tema escolhido pelo Papa Francisco é ‘Jovem, eu te digo, levanta-te!’ (Lc 7, 14), uma afirmação de Jesus Cristo que surge no contexto de um relato de ressurreição do filho único de uma mulher viúva – uma situação de particular fragilidade no contexto do mundo judaico de então.
Para 2021, com celebração igualmente a nível diocesano (28 de março), a proposta é a passagem do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos relativa à conversão de São Paulo: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (At 26, 16).
O Papa disse aos jovens que se reuniram no Vaticano, incluindo dois representantes portugueses, que são o “hoje de Deus, o hoje da Igreja”.
“A Igreja tem necessidade de vocês para ser plenamente ela própria. Como Igreja, são o Corpo do Senhor Ressuscitado, presente no mundo. Peço que se lembrem sempre que são membros de um único corpo, estão ligados uns aos outros e não sobrevivem sozinhos”, assinalou.
A 27 de janeiro deste ano, o Vaticano anunciou que Portugal vai acolher a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na cidade de Lisboa, em 2022.
As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.
Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.
As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Dom Nelson Francelino envia mensagem aos jovens do Brasil

Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito presidente da Comissão da CNBB para a Juventude para os próximos quatro anos. Como Pastor Referencial para a Juventude, o bispo enviou uma mensagem aos jovens de todo o Brasil.

Leia a mensagem na íntegra:

"Que Igreja seria a nossa sem a juventude? Sem a jovialidade das pessoas e das coisas? Seria uma Igreja calada, surda e quieta! São os jovens que são protagonistas de mudança; são eles que dão o exemplo ao presente através dos seus ideais de ousadia e de futuro. É pelos jovens que qualquer nada vira razão, que todo pouco cresce até ao infinito da existência. A juventude não é a fase das grandes conquistas, é sim a fase das longas caminhadas, de se perder pelo caminho para se reencontrar numa curva qualquer com a certeza do lugar onde se quer chegar. A fé em Deus a faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível.
Caríssimos Jovens, quero expressar minha gratidão aos irmãos bispos que me confiaram essa nova função junto à Pastoral juvenil do Brasil, que é marcada pela rica e intensa pluralidade de expressões, que se arrisca por esses longos e vários caminhos de sombras e luzes, visando recriar a esperança, sobretudo, nos locais onde ela existe como uma chama fadada a se apagar. São muitos os desafios do nosso tempo, mas os enfrentaremos com a força rejuvenescedora Pascal da comunhão e do diálogo misericordioso, pensando menos em nós e mais nos jovens machucados.
Assumo a missão nessa Comissão Pastoral Episcopal para a Juventude com a fé em Deus e apostando no protagonismo juvenil para dar prosseguimento a esse caminho que teve a inspiração e origem no início do pontificado do Papa Francisco, sob a presidência de dom Eduardo Pinheiro da Silva; uma boa ampliação na presidência de dom Vilson Basso e, agora, apostando na força do diálogo e da comunhão, pretendo me inspirar no protagonismo das várias expressões juvenis para colocar em prática o Projeto IDE e as indicações pós-sinodais do Papa Francisco para construir pontes e chegar junto aos vários tipos de periferias que marcam esse cenário juvenil.
Eu creio que a juventude é o maior tesouro da Igreja. Ela é classicamente chamada de “a flor da idade” porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, atualmente, muitos jovens estão sofrendo porque perderam o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
Termino essas minhas primeiras palavras como presidente da comissão parafraseando um texto da música “Alma missionária”, de Ziza Fernandes, quando diz: “Leva-me aonde os jovens necessitem tua palavra; necessitem de força de viver. Onde falte a esperança, onde tudo seja triste simplesmente por não saber de ti”.

Dom Nelson Francelino
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a juventude


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Notre Dame: A minha vigília diante do incêndio

Andrej é um jovem bielorrusso de Minsk que mora em Paris. Ele aparece no vídeo viralizado que mostra a oração pelo incêndio da Catedral. Voltando para casa, de madrugada, escreveu este relato em sua página do Facebook.

Vou contar como foi. Estava em casa, ao telefone com meus pais na Bielorrússia. Mal comecei a falar de uma coisa importante, e de repente da janela se ouvia o som das sirenes. Fechei a janela, e pensei: «Espero que não seja nada grave». Terminamos de conversar exatamente às oito. Fechei o Messenger e abri o Facebook: a primeira coisa que vi foram as fotos da Notre Dame em chamas.
Estive lá pela última vez no dia 5 de abril, quando expuseram a Coroa de Espinhos para adoração. Era o dia seguinte a quando em Minsk, a minha cidade, houve vigílias espontâneas por causa da destruição de dezessete cruzes em Kuropat, um lugar onde se recorda a repressão soviética com grandes cruzes. As pessoas reagiram indo rezar.
Saí de casa. Moro perto da Catedral. Da minha rua conseguia ver uma enorme coluna de fumaça. Depois de vinte minutos, cheguei à igreja melquita de Saint-Julien-le-Pauvre, bem na frente da Notre Dame, do outro lado do Sena. De lá dava para ver todo o incêndio. Primeiro me moveu uma curiosidade primordial, que moveria qualquer um. Mas também havia algo mais, sentia que tinha de ir lá. Não tinha a mínima ideia do que estava para acontecer.
As pessoas estavam em pé e cantavam a Ave Maria, em francês – Je vous salue Marie. Fiquei lá com eles. Não paravam de chegar pessoas novas, até que a certa altura a rua inteira ficou bloqueada por centenas de pessoas cantando. Alguns rezavam de joelhos, outros empunhando ícones e terços.
Um pouco de sociologia: quase todos tinham entre vinte e trinta anos. Homens e mulheres na mesma proporção. Havia rostos europeus, indianos, africanos, marroquinos, chineses. Eu vi até algumas crianças. Também apareceu meu coinquilino, que ficou lá por algum tempo. Mais tarde chegaram outros três amigos. A oração foi constante, sem pausas. Vi homens grandes e altos em lágrimas. E não só eles. Às vezes alguém saía e pedia a todos que fizessem um minuto de silêncio. Mas nas laterais continuavam cantando.
A certa altura, leram João 2,13-25, onde se fala dos vendilhões expulsos e da profecia de Jesus sobre a destruição do Templo. No Evangelho de João, esta foi a primeira Páscoa de Jesus em Jerusalém, ao passo que nos outros Evangelhos esse fato se deu logo após a entrada em Jerusalém, ou seja, antes da última Páscoa. Há quem considere que esse fato tenha acontecido na própria Quinta-feira Santa.
Depois foi a vez do Pai Nosso, rezado com todos. Depois a oração a Santa Genoveva, padroeira de Paris. E depois ainda a oração a Nossa Senhora de São João Paulo II, rezada por ele diante da Notre Dame. A oração de São Francisco e depois um trecho de Charles Péguy sobre Nossa Senhora. Rezamos também pelos bombeiros.
Foram trazidos água e biscoitos, passados para todos. Não havia sacerdotes, não havia ninguém que de algum modo conduzisse, tudo foi organizado espontaneamente. Apareceram um menininho e uma menininha com violinos e juntaram sua música ao canto. Fica escuro, acendem-se os postes. Das duas colunas da Catedral dava para ver as luzes das lanternas dos bombeiros. Acima do incêndio, luzes vermelhas e também estrelas vermelhas que se confundiam com elas – eram os drones para tirar fotos. Os sinos tocavam em todo o entorno.
Às 23h10, uma pessoa comunicou a todos que tinham conseguido salvar a estrutura da catedral.
Alguém começou a cantar o hino Nous Te saluons, couronnée d'étoiles, e todos se uniram ao coro. E depois mais alguns cantos a Maria.
Disseram que a Coroa de Espinhos e a túnica de São Luís foram salvas do fogo. Começam a cantar o Salve Regina em latim. Depois de novo Je vous salue Marie, várias vezes.
O fogo ainda estava ardendo, mas foi ficando mais fraco. Aos poucos as pessoas começaram a ir embora. Depois da meia-noite, eu e meus amigos também nos levantamos e fomos até o metrô. Aproximou-se de mim uma jornalista, mostrando o celular onde tinha anotado a letra de Je vous salue Marie, e perguntando-me que oração era. Eu expliquei.
Fomos ver a situação em outra rua, e lá havia a mesma multidão de pessoas que também cantavam. Parece que também foi assim em outras ruas, nas pontes e nas praças. Milhares de pessoas cantando por horas nas ruas. É mais ou menos como uma revolução.
Agora penso: as pessoas com quem rezei não estavam rezando pela simples tristeza pela destruição de uma parte da herança cultural, não estavam chorando porque estava pegando fogo um símbolo da nação francesa. As pessoas estavam lá e rezavam a Notre Dame, a Nossa Senhora. Ninguém convocou esses jovens, nem padres nem bispos. Foi um movimento espontâneo, embora ordenado e respeitoso. Eu vi os tijolos da verdadeira Igreja, uma Igreja jovem e viva que se mostrava a si mesma. Eu também, com aquela jornalista, dei um pequeno testemunho. Sim, porque foi um momento de testemunho. Ninguém esperava o incêndio. Mas ninguém tampouco esperava esse tido de reação. Foi um acontecimento, diferente de qualquer coisa que se pudesse imaginar. Algo que irrompe uma continuidade.
Agora vamos ver o que Deus vai nos pedir nos próximos dias que nos separam da Páscoa.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Papa Francisco aos jovens: vivam a "Christus vivit" e rezem pela paz

"Nesse texto, cada um de vocês pode encontrar inspirações fecundas para a sua vida e seu caminho de crescimento na fé e no serviço aos irmãos", disse Francisco. O Papa ofereceu aos fiéis, na Praça São Pedro, um Terço de madeira de oliveira feito na Terra Santa para a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro passado, e para este Domingo de Ramos.

O Santo Padre rezou a oração mariana do Angelus deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (14/04), no final da missa celebrada na Praça São Pedro.
Francisco saudou todas as pessoas que participaram da celebração eucarística e também aquelas que acompanharam a missa através dos meios de comunicação.
“Esta saudação se estende a todos os jovens que hoje, em torno de seus bispos, celebram a Jornada da Juventude em todas as dioceses do mundo. Queridos jovens, convido todos vocês a tornarem suas e a viverem cotidianamente as indicações da recente Exortação Apostólica Christus vivit, fruto do Sínodo que também envolveu muitos de seus coetâneos. Nesse texto, cada um de vocês pode encontrar inspirações fecundas para a sua vida e seu caminho de crescimento na fé e no serviço aos  irmãos.”
A seguir, o Papa disse:
“No contexto deste domingo, quis oferecer a todos vocês reunidos na Praça de São Pedro, um Terço especial. As contas desse Terço de madeira de oliveira foram feitas na Terra Santa expressamente para o Encontro Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro passado, e para o Dia de Hoje. Por isso, renovo o meu apelo aos jovens e a todos para rezarem o Terço pela paz, especialmente pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio.”
Por fim, o Papa pediu à Virgem Maria para que nos ajude a viver bem a Semana Santa.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Papa: a Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja

Papa Francisco realizou sua 19ª visita paroquial na Diocese de Roma. Na tarde de domingo, se reuniu com os fiéis da paróquia de São Júlio, não muito distante do Vaticano.

A tarde de domingo (07/04) foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.
O Pontífice foi acolhido pelo seu vigário para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis, pelo bispo auxiliar do setor Oeste, dom Paolo Selvadagi, pelo pároco pe. Dario Frattini, e pelo pe. Rinaldo Guarisco, superior geral dos Cônegos Regulares da Imaculada Conceição, aos quais é confiada a paróquia.

A Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja
Antes de celebrar a missa, o Papa se reuniu com os vários grupos que formam a comunidade paroquial debaixo de uma tenda. Devido ao desmoronamento de parte da paróquia, os fiéis passaram os últimos três anos realizando as atividades e celebrando a missa numa estrutura coberta de lona.
Francisco respondeu a algumas perguntas, sendo uma delas sobre as dúvidas acerca da fé.
“Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.
“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma se diz que a Crisma é o sacramento do adeus, isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”
Intimidade com Jesus
O Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades, de acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.
O Santo Padre relatou que recebeu uma carta dias atrás de um jovem de 30 anos, que se dizia “despedaçado” depois de uma experiência amorosa falida. “Nestes casos, aconselhou o Papa, é preciso olhar para Jesus, lamentar-se com Ele. Todos caímos. O único momento em que é lícito olhar uma pessoa de cima para baixo é na hora de ajudar alguém a se levantar.”
O Pontífice saudou em seguida as crianças e suas famílias e confessou três jovens e uma mãe. Com a finalização das obras, a missa presidida por Francisco previa o Rito de Dedicação do Altar. O Papa não pronunciou a homilia.


terça-feira, 2 de abril de 2019

Exortação "Christus vivit": síntese ampla e texto integral


Publicamos uma ampla síntese com o link ao texto integral da Exortação Apostólica do Papa Francisco, fruto do Sínodo dos jovens realizado em outubro de 2018.

«Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!».
Assim começa a Exortação Apostólica pós-sinodal "Christus vivit" (Texto integral) de Francisco, assinada segunda-feira, 25 de março, na Santa Casa de Loreto, e dirigida «aos jovens e a todo o povo de Deus». No documento, composto por nove capítulos divididos em 299 parágrafos, o Papa explica que se deixou  «inspirar pela riqueza das reflexões e diálogos do Sínodo dos jovens», celebrado no Vaticano em outubro de 2018.

Primeiro capítulo: «Que diz a Palavra de Deus sobre os jovens?»
Francisco recorda que « numa época em que os jovens contavam pouco, alguns textos mostram que Deus vê com olhos diferentes» (6) e apresenta brevemente figuras de jovens do Antigo Testamento: José, Gedeão (7), Samuel (8), o rei David (9), Salomão e Jeremias (10), a jovem serva hebreia de Naaman e a jovem Rute (11). Depois passa para o Novo Testamento. O Papa recorda que «Jesus, o eternamente jovem, quer dar-nos um coração sempre jovem» (13) e acrescenta: «Notemos que Jesus não gostava que os adultos olhassem com desprezo para os mais jovens ou os mantivessem, despoticamente, ao seu serviço. Pelo contrário, pedia: “O que for maior entre vós seja como o menor” (Lc 22, 26). Para Ele, a idade não estabelecia privilégios; e o facto de alguém ter menos anos não significava que valesse menos ou tivesse menor dignidade». Francisco afirma: «Nunca nos arrependeremos de gastar a própria juventude a fazer o bem, abrindo o coração ao Senhor e vivendo contracorrente» (17).

Segundo capítulo: «Jesus Cristo sempre jovem»
O Papa aborda o tema dos primeiros anos de Jesus e recorda a narração evangélica que descreve o Nazareno «em plena adolescência, quando regressou para Nazaré com seus pais, depois que estes O perderam e reencontraram no Templo» (26). Não devemos pensar, escreve Francisco, que «Jesus fosse um adolescente solitário ou um jovem fechado em si mesmo. A sua relação com as pessoas era a dum jovem que compartilhava a vida inteira duma família bem integrada na aldeia», «ninguém O considerava um jovem estranho ou separado dos outros» (28). O Papa faz notar que Jesus adolescente, «graças à confiança que n’Ele depositam seus pais…move-Se livremente e aprende a caminhar com todos os outros» (29). Estes aspectos da vida de Jesus não deveriam ser ignorados na pastoral juvenil, «para não criar projetos que isolem os jovens da família e do mundo, ou que os transformem numa minoria selecta e preservada de todo o contágio». Precisamos, sim, «de projetos que os fortaleçam, acompanhem e lancem para o encontro com os outros, o serviço generoso, a missão» (30).
Jesus «vos ilumina, a vós jovens, mas a partir da própria juventude que partilha convosco » e n’Ele se podem reconhecer muitos traços típicos dos corações jovens (31). Junto «d’Ele, podemos beber da verdadeira fonte que mantém vivos os nossos sonhos, projetos e grandes ideais, lançando-nos no anúncio da vida que vale a pena viver» (32); «O Senhor chama-nos a acender estrelas na noite doutros jovens» (33).
Francisco fala então da juventude da Igreja e escreve: « Peçamos ao Senhor que liberte a Igreja daqueles que querem envelhecê-la, ancorá-la ao passado, travá-la, torná-la imóvel. Peçamos também que a livre doutra tentação: acreditar que é jovem porque cede a tudo o que o mundo lhe oferece, acreditar que se renova porque esconde a sua mensagem e mimetiza-se com os outros. Não! É jovem quando é ela mesma, quando recebe a força sempre nova da Palavra de Deus, da Eucaristia, da presença de Cristo e da força do seu Espírito em cada dia» (35).
É verdade que «nós, membros da Igreja, não precisamos de aparecer como sujeitos estranhos. Todos nos devem sentir irmãos e vizinhos, como os Apóstolos que «tinham a simpatia de todo o povo» (At 2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13). Ao mesmo tempo, porém, devemos ter a coragem de ser diferentes, mostrar outros sonhos que este mundo não oferece, testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e o bem comum, do amor aos pobres, da amizade social» (36). A Igreja pode sempre cair na tentação de perder o entusiasmo e procurar «falsas seguranças mundanas. São precisamente os jovens que a podem ajudar a permanecer jovem» (37).
O Papa volta então a um dos ensinamentos que ele gosta muito e explica que é necessário apresentar a figura de Jesus «de modo atraente e eficaz» e diz: «Por isso é necessário que a Igreja não esteja demasiado debruçada sobre si mesma, mas procure sobretudo refletir Jesus Cristo. Isto implica reconhecer humildemente que algumas coisas concretas devem mudar» (39).
Na exortação se reconhece que há jovens que sentem a presença da Igreja «como importuna e até mesmo irritante». Um comportamento que mergulha as raízes «mesmo em razões sérias e respeitáveis: os escândalos sexuais e económicos; a falta de preparação dos ministros ordenados, que não sabem reconhecer de maneira adequada a sensibilidade dos jovens; pouco cuidado na preparação da homilia e na apresentação da Palavra de Deus; o papel passivo atribuído aos jovens no seio da comunidade cristã; a dificuldade da Igreja dar razão das suas posições doutrinais e éticas perante a sociedade atual» (40).
Há jovens que «reclamam uma Igreja que escute mais, que não passe o tempo a condenar o mundo. Não querem ver uma Igreja calada e tímida, mas tão-pouco desejam que esteja sempre em guerra por dois ou três assuntos que a obcecam. Para ser credível aos olhos dos jovens, precisa às vezes de recuperar a humildade e simplesmente ouvir, reconhecer, no que os outros dizem, alguma luz que a pode ajudar a descobrir melhor o Evangelho» (41). Por exemplo, uma Igreja demasiado temerosa e estruturada pode ser constantemente crítica «de todos os discursos sobre a defesa dos direitos das mulheres, e apontar constantemente os riscos e os possíveis erros dessas reclamações», enquanto uma Igreja «viva pode reagir prestando atenção às legítimas reivindicações das mulheres», embora «não concorde com tudo o que propõem alguns grupos feministas» (42).
Francisco apresenta então «Maria, a jovem de Nazaré», e o seu sim como aquele «de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: Sentes-te portador duma promessa?» (44). Para Maria «as dificuldades não eram motivo para dizer “não”» e assim colocando-se em jogo tornou-se a «influenciadora de Deus».  O coração da Igreja também está cheio de jovens santos. O Papa recorda São Sebastião, São Francisco de Assis, Santa Joana d’Arc, o Beato mártir Andrew Phû Yên, Santa Catarina Tekakwitha, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, Beato Zeferino Namuncurá, Beato Isidoro Bakanja, Beato Pier Jorge Frassati, Beato Marcelo Callo, a jovem Beata Clara Badano.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Papa Francisco incentiva jovens a não deixar a paróquia após a Crisma

No encontro que teve com as crianças e jovens da paróquia de São Crispim de Viterbo, em Roma, o Papa Francisco os incentivou a não deixarem de frequentar a igreja depois de receberem o sacramento da Crisma, ou Confirmação.
No domingo, 3 de março, o Papa manteve um diálogo com as crianças e jovens que se preparam para a Primeira Comunhão e a Crisma e lhes disse que depois de receber estes sacramentos é necessário perseverar na vida de fé, "porque muitos fazem a Crisma e se despedem do pároco e não voltam até o momento do casamento. É bonito voltar para o casamento. É bonito ou não?”. "Sim", responderam os presentes.
Então, Francisco continuou: "É bonito ir embora depois da Crisma e não voltar mais até o momento do casamento? Não, isso não é bonito. A Crisma é o sacramento que lhes dá força, a força para lutar, para seguir adiante, para vencer na vida. Não é o sacramento do adeus paróquia!".
O Pontífice explicou que a Crisma é o sacramento que dá "a força para viver como cristão, para lutar, porque vem a Ti o Espírito Santo que te ajuda. E a Crisma ajudará vocês a irem adiante na vida, a lutarem, sobretudo, lhes dará uma coisa belíssima: o Espírito Santo, e o Espírito Santo traz um presente muito grande: a alegria".
Em seguida, o Papa questionou: "Uma criança ou um jovem que não é alegre, está bem?". E respondeu: "Não, não está bem. Fica apagado e triste, e isso não está bem". "E se você se sentir triste e não conseguir ficar alegre, vá até a sua mãe, seu pai, seu pároco, seu catequista e pergunte: 'Por que eu não consigo estar alegre?' Defender a alegria. E me diga, o diabo te dá alegria?", ao que os participantes responderam: "Não". "Não, te dá tristeza e raiva. Te deixa com raiva, e depois? Tristeza. As pessoas pensam que quando o diabo diz ‘faça isso’, te dá alegria. É uma alegria aparente", afirmou o Papa.
Francisco, então, comparou a falsa alegria que o diabo dá com comer doces, porque quando você come muitos, disse, "seu estômago fica doendo".
"O diabo te dá a alegria momentânea e depois vem a 'dor de estômago' na alma. Adoece a sua alma. Em vez disso, o Espírito Santo te dá a glória que não te deixa doente. Entendido? Sejam corajosos! Obrigado. E sejam firmes. Obrigado!", concluiu o Papa.
O numeral 1285 do Catecismo da Igreja Católica afirma que, "juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos ‘sacramentos da iniciação cristã’ cuja unidade deve ser salvaguardada".
Também aponta que “pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo”.
"E assim, mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras".
"A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida", diz o numeral 1317.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-incentiva-jovens-a-nao-deixar-a-paroquia-apos-a-crisma-99269

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Formação Lectionautas

Formação da Leitura Orante da Bíblia, na Paróquia São Rafael Arcanjo (Vista Alegre), ocorrida no dia 16 de fevereiro.












sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Semana de formação da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do Vicariato Norte

Aconteceu na Paróquia Sangue de Cristo, nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro.

1º dia – Tema: Campanha da Fraternidade 2019



2º dia – Tema: Fato ou Fake?




3º dia – Tema: E a sua família como vai?








Padre Aldo, vigário episcopal, marcou presença.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Portugal é anunciada como sede da próxima JMJ em 2022

Diante de milhares presentes no Campo São João Paulo II, localizado no Metro Park, no Panamá, durante celebração eucarística iniciada às 08h (horário local) é anunciado ao mundo a cidade de Lisboa para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude em 2022. Além do Papa Francisco, bispos, sacerdotes, peregrinos, voluntários e diversas famílias que disponibilizaram suas casas para acolhida estiveram presentes na celebração que encerrou oficialmente esta edição do evento no dia 27 de janeiro.
“Julgo que a JMJ em Lisboa será uma oportunidade única para dar a conhecer a realidade católica portuguesa ao mundo, mas também a cultura do nosso país. Por outro lado nós, os portugueses, vamos poder testemunhar um dos eventos católicos mais ricos do mundo, em termos espirituais e culturais, porque são sempre inúmeros os jovens que chegam, de culturas tão diferentes, mas todos com a mesma fé em Deus, confiança e ligação ao Papa", declarou emocionada Leopoldina Simões, jornalista portuguesa que atuou como voluntária do Centro Internacional de Mídia da JMJ 2019.
Antes do anúncio de Portugal como próxima anfitriã, o Sumo Pontífice exortou a juventude: “será anunciado o local da próxima edição da Jornada; peço-vos para não deixar esfriar o que vivestes nestes dias; regressai às vossas paróquias e comunidades, às vossas famílias e aos vossos amigos, e transmiti esta experiência, para que outros possam vibrar com a força e o sonho que tendes em vós; com Maria, continuai a dizer `sim` ao sonho que Deus semeou em vós”. Concluiu então com um último pedido: “E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim!”

PORTUGAL
De acordo com o Departamento Nacional da Juventude de Portugal, participaram da JMJ 2019 cerca de 300 peregrinos portugueses de 12 Dioceses, 6 Bispos, 6 Congregações ou Movimentos e 30 Voluntários. 
Lisboa possui o título de Patriarcado e foi ereto como Diocese no século IV, sendo assim uma das mais antigas do mundo. Somente no dia 07 de novembro de 1716 tornou-se Sé Patriarcal, uma das maiores demonstrações de dignidade honorífica atribuída a uma circunscrição eclesiástica. O título de Patriarca é atribuído ao bispo da localidade desde 1716. O atual Patriarca é Manuel José Macário do Nascimento Clemente que desde 2005 foi nomeado Cardeal.
A primeira Jornada Mundial da Juventude começou em Roma em 1985, tendo suas próximas edições em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; Cracóvia (Polónia), em 2016; e Cidade do Panamá, em 2019. Lisboa sediará a próxima Jornada em 2022.

Fonte: https://noticias.panama2019.pa/pt/em-missa-de-encerramento-da-jmj-papa-francisco-anuncia-portugal-como-sede-da-proxima-edicao/