sexta-feira, 28 de junho de 2013

Jovem baleado se recupera e está pronto para ir à JMJ

Assim como muitos jovens Brasil afora, Felipe Ramon, de 23 anos, organizou-se com os amigos para arrecadar dinheiro e ir para a Jornada Mundial da Juventude. Depois de muito trabalho e muita economia, as dificuldades foram superadas e os recursos, obtidos. Mas ainda havia outro obstáculo a superar: um tiro. No dia 13 de janeiro deste ano, bandidos invadiram sua casa e, na tentativa de assalto, ele acabou baleado no pescoço. Entrou em coma, esteve entre a vida e a morte. Mas com a força de Deus, com fé e o apoio dos amigos, está se recuperando e superando tudo – e agora faz os últimos preparativos para, sim, participar da JMJ Rio2013.
Felipe tem 23 anos. Termina neste ano, estudando agora em casa, o curso de Tecnologia em Automação Industrial na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). No final de 2012 deixou o trabalho para se preparar para um concurso e para participar da Missão 10 anos Jesus no Litoral, que trabalha na evangelização nas praias do Brasil. Ele é integrante do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica e atua na Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, na Diocese de Ponta Grossa, Paraná.
A luta de Felipe comoveu muitas pessoas, que se mobilizam para rezar por sua recuperação e para apoiá-lo. Quando a Cruz dos Jovens e o Ícone de Nossa Senhora, Símbolos da Jornada Mundial da Juventude, peregrinaram por sua diocese, ele não pôde ir até eles – então, eles foram levados até sua casa.
Confira a seguir a entrevista exclusiva com Felipe Ramon, em que ele conta como tudo aconteceu, como ele reagiu, e como está sendo sua preparação e suas expectativas em relação à Jornada Mundial da Juventude.

Apresentações artísticas nos atos centrais vão mostrar a Igreja jovem

Os jovens e suas formas de expressão vão ser representados durante as apresentações artísticas nos Atos Centrais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. Ao todo, cerca de 300 artistas passarão pelos palcos dos Atos Centrais na JMJ Rio2013.
“Queremos traduzir os desejos dos jovens como um todo, da Igreja”, destacou o diretor executivo do Setor Atos Centrais da JMJ, Padre Renato Martins, durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 27. Para ele, cultura e arte são capazes de atrair todos os jovens.
            Os shows e apresentações artísticas dos atos centrais são inspirados no Rio de Janeiro, mas na tentativa de representar todos os jovens do mundo, segundo o diretor geral da Via-Sacra, Ulysses Cruz. “Vamos mostra a visão jovem da Igreja. Os jovens serão retratados como ideia”, explicou.
Nomes de peso da música católica como Ziza Fernandes, Adriana Arydes, Allyson Castro, Irmã Kelly Patrícia, Martin Duarte, Diego Fernandes, Suely Façanha, Davidson Silva, Cristiano Pinheiro, Ana Gabriela, Celina Borges, Dunga, Eliana Ribeiro, Olívia Ferreira, Márcio Pacheco fazem parte do grupo de artistas da Jornada.
O grupo dos cantores católicos inclui ainda Banda Dom, Ministério Adoração e Vida, Ministério Missionário Shalom, Banda Rosa de Saron e Banda Dominus. Entre os internacionais, entre os destaques estão Martín Valverde (Costa Rica / México), Kiki Troia (Argentina), Judy Bailey (Alemanha), Matt Maher (Estados Unidos), Son By Four (Porto Rico), Cardiac Move (Alemanha), Martin Duarte (Argentina), Rex Band (Índia), Migueli (Espanha), Matt Maher (EUA), Francisco Avello (Chile), Tony Melendez (EUA/ Nicarágua), Olivia, Jon Carlo (República Dominicana), Athenas (Argentina).
Há ainda entre os padres presentes Fábio de Melo, Reginaldo Manzotti, Marcelo Rossi, Gleuson Gomes, Jorjão Antônio Maria, Joãozinho, Juarez de Castro, Omar Raposo.
O “Show do Futuro” terá a presença de vários depoimentos de jovens no palco do Campus Fidei, em Guaratiba. Já foram gravados mais de 400 depoimentos, segundo Edson Erdmann, diretor artístico dos eventos de Guaratiba, Os testemunhos serão apresentados em totens.
Na Via-Sacra serão 14 estações, 13 das quais ao longo da Avenida Atlântica. Há ainda artistas seculares que professam a fé católica, como Cássia Kiss, que interpretará Maria Santíssima, além de Ana Maria Braga, Murilo Rosa, Eriberto Leão e Lívia Aragão. Na vigília, em Guaratiba, jovens vão se apresentar para o Papa. O ato artístico contará também com as participações do ator Tony Ramos e do cantor Luan Santana, que cantará uma música católica.

Segurança do público
A garantia da segurança do público é prioridade para a Jornada, segundo afirmou Padre Renato. De acordo com ele, haverá um controle de todas as áreas onde vão acontecer os atos centrais com o apoio integrado das diversas forças policiais. A Polícia Militar e a Guarda Municipal têm um papel mais próximo dos peregrinos.
Sobre os protestos que estão acontecendo no Rio de Janeiro e em outras cidades do País, Padre Renato afirmou que é importante para a juventude manifestar suas opiniões. 

Confira a lista de artistas participantes:

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Formações, debates e orações estão no roteiro do preparação para JMJ

     

     Com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegando, alguns itens são essenciais para levar na mala, como um par de chinelos, tênis, produtos de higiene pessoal. Mas ainda mais importante é ir para a JMJ com uma bagagem de preparação, com partilha, meditação, debate e reflexão sobre o que é esse encontro de fé e como ele pode servir para nossa união maior com Deus e os irmãos em favor de todos. Os jovens se prepararam de diferentes maneiras para poder participar melhor da JMJ, que espera receber cerca de 2 milhões de jovens na missa de encerramento em Guaratiba com o papa Francisco. Um bom instrumento para reflexão é a mensagem enviada pelo bispo emérito Bento XVI em preparação para a JMJ. O texto-base da Campanha da Fraternidade 2013, dedicada à juventude, também auxilia muito na preparação dos pequenos grupos para o encontro com milhares de jovens e, em especial, para pensar como viver a evangelização juvenil com os frutos que a jornada pode gerar.
    A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preparou dois subsídios (para jovens e para adultos) de preparação, com sugestões de encontros para pensar e rezar à luz do convite da Jornada de ir e fazer discípulos a todos os povos. Muitos outros documentos foram feitos, outros vários traduzidos. Vale a pena buscar conhecer, ainda dá tendo de se aprofundar e melhorar sua participação na JMJ. Isabella Pimenta, 23 anos, mora em Curitiba (PR) e vai participar da jornada pela primeira vez. Com a JMJ de Madri ela começou a pesquisar mais sobre o evento e se deu conta da “intensidade” do encontro. Depois de conhecer mais a jornada, ela convidou amigos e agora o grupo da paróquia já tem 31 pessoas.
       — Todos hoje estão a mil, estamos aflitos de felicidade esperando o dia de entrar no ônibus.
   O grupo dela se reúne uma vez por mês para se formar com o subsídio da JMJ e uma cartilha feita pela arquidiocese de Curitiba e também todo mês faz adoração, junto com a comunidade paroquial.
  — Espero me renovar espiritualmente, voltar para a minha paróquia e mostrar esse Deus e fazer cada pessoa sentir um pouco que seja do que foi vivido no Rio, disse.

Renovação
— Renovação. Acredito que essa palavra traduz com clareza a esperança que traz uma Jornada Mundial tanto pessoalmente como coletivamente, afirma Luis Adriano da Silva, 25 anos, que participa da Pastoral da Juventude do Meio Popular na Arquidiocese de Maceió (AL).
     Ele irá à JMJ com a Comissão de Juventude do Regional Nordeste 2 da CNBB (que engloba os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte).
 O grupo de peregrinos é formado por um jovem de cada expressão que atua na comissão, dois secretários jovens e três padres assessores.
— Espero que a jornada seja um verdadeiro reacender das chamas para a evangelização da juventude do nosso País, que a partir da pluralidade de experiências deste evento, as expressões juvenis comecem a pensar uma igreja una e diversa, disse o jovem secretário da comissão, que também espera ver mais união de diferentes realidades juvenis também de fora da Igreja com o evento, completou.
 Segundo Luís Adriano, a preparação da JMJ tem intensificado a formação cotidiana nos grupos de base. Além dos materiais oficiais da jornada, os jovens da PJMP têm usado o Documento 85 da CNBB, sobre evangelização da juventude, além do subsídio “Aos quatro ventos” com os pilares dessa pastoral e uma versão do Civilização do Amor, documento base da Pastoral Juvenil Latinoamericana. Isso sem esquecer a Leitura Orante da Bíblia nos encontros.
  — A JMJ para mim é um momento que culmina uma etapa de lutas e me fortalecerá na fé pra continuar lutando, disse, ao citar a juventude que sofre violência e é exterminada cotidianamente.
 Para Janaína Ferreira, estudante de medicina em Palmas (TO), a primeira jornada será a oportunidade para escutar de perto as homilias do papa Francisco, além de encontrar irmãos na fé.
 — Ver outras pessoas do mundo que possuem a minha fé me ajuda a acreditar que por ela vale a pena se viver, dar a vida se for preciso algum dia… E me motiva a conhecer mais a Deus também, disse.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Jovens pelo mundo se unem em orações a um mês da Jornada

Na data que marca um mês para o início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, no próximo domingo, 23, jovens do mundo inteiro se unem em uma grande corrente de oração pelo evento. As redes sociais, que conectam as pessoas para criar e fortalecer relacionamentos, vão ser o grande veículo da campanha internacional do Comitê Organizador Local (COL) em parceria com o May Fellings que vai se estender até 23 de julho.
Para participar basta entrar na página da JMJ Rio2013 no site mayfeelings.com e fazer o login através do Facebook ou Google+. Com a hashtag #Pray4WYD, os jovens podem contribuir com a divulgação da campanha.
No site será possível acompanhar as orações simultâneas de pessoas de diferentes países. Durante os 30 dias, o mapa do site vai destacar os lugares onde há alguém rezando pelo encontro da juventude com o Papa e os últimos preparativos.
A segunda etapa da campanha vai acontecer durante a semana da JMJ Rio2013 com o objetivo de unir o mundo inteiro em oração com o Papa. O slogan “E se a JMJ for 50 milhões de pessoas?” revela o desejo de unir todas as nações com o sucessor de Pedro.
Clique aqui e reze pela JMJ Rio2013. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um exemplo de evangelização

Peregrinar caminhando cerca de 3 mil km, incorporar o lema da JMJ Rio2013 e anunciar o evangelho por diferentes cidades e estados do Brasil. E ainda, motivar a juventude a seguir a mesma direção e se unir a multidão de peregrinos da JMJ. Essa foi a missão assumida pelo peregrino Fábio Mateus Feitosa, de 38 anos.
Ele saiu de Trairi, no interior do Ceará, em 14 de março, um dia depois do anúncio da eleição do Papa Francisco. Na peregrinação, ele carrega apenas uma mochila com poucas roupas, uma vontade enorme de encontrar o Sumo Pontífice e uma carta assinada pelo Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Livramento em Trairi (CE), Padre Cleonor Magalhães, pedindo pela acolhida do paroquiano.
Fábio Mateus é casado, tem dois filhos e pediu demissão na fábrica de cocos que trabalhava para começar a aventura rumo a JMJ Rio2013. Maria Moreira, secretária da paróquia de Nossa Senhora do Livramento, da qual o peregrino participa, conta feliz que ele está “representando o nosso Trairi, o nosso Ceará”. E completa preocupada, “Ele vai caminhando. Eu não gosto nem de pensar durante a noite”.
A equipe da JMJ está acompanhando a peregrinação de Fábio Mateus. No dia 27 de maio, ele escreveu. “Estou em Vitória da Conquista, Bahia, e com a graça de nosso eterno Pai estarei em Minas Gerais na próxima semana”.
Fábio Mateus já passou por dificuldades no percurso. Precisou até improvisar uma rede para pernoitar. Mas nada disso o desmotivaram. “Estou tendo a oportunidade de viver a experiência de uma evangelização concreta com as comunidades que encontro no caminho”, disse.  

Juventude sem amor

            

       A banalização do mal é um fato para amplo setor da sociedade e é exposta como entretenimento nos jogos de polícia e bandido. Violentos filmes americanos divertem nossas crianças e jovens, ensinado lutas e perversões. As novelas da televisão exploram cada vez mais cenas de violência desmesurada. São conflitos, os mais hediondos, a realçarem a falta de ética e a ausência de pudor nas relações sociais, inclusive familiares. A propósito, mestres do pensamento fragmentado enaltecem a estética do mal: a vilania, a bandidagem e a infidelidade.
            Qual é o efeito dessa transmissão orquestrada, quase sistemática, de desconstrução moral e de desregramento dos costumes nas novas gerações? Reforça o mal existente e dificulta a ação saneadora? Ou promove a discussão salutar? Disse o Mestre: “Uma árvore é conhecida por seu próprio fruto” (Lc 6,43). De fato, vemos os efeitos adversos em tantas situações e instâncias. Cresceu a desestruturação familiar. Diminuiu a possibilidade de transmitir valores.
            Há quem clame pela intervenção de homens e mulheres com poder decisório, que amem a infância, a juventude, a família e a pátria. Terão coragem de remarem contra a corrente e serem rotulados e rechaçados como moralistas, reacionários e tradicionalistas? Poucos. O ser ético exige a resistência solitária no combate até o heroísmo da incompreensão. Requer Deus.
            O tema ocorre às portas da Jornada Mundial da Juventude e na continuidade da Campanha da Fraternidade voltada para os jovens. É movido pelo acontecimento mais desagradável dos últimos dias, ocorrido na nossa cidade, e o mais comentado. A filha de 17 anos planejou e assassinou sua mãe, no Cachambi, bairro afastado do noticiário policial. Chocou mais por ser matricídio e menos por ser realizado por uma jovem, menor de idade, pois a cidade digere (?!), há décadas, o alto índice de menores assassinados e infratores. Impressiona o número de rapazes e moças nas prisões e de adolescentes nas casas de custódia. Assustam aos passantes os jovens zumbis – mortos vivos – usuários de crack, que vagueiam pelas ruas como se fossem fantasmas. Mais do que nunca se entende por que a juventude é prioridade.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Jovens Adoradores: firmes na oração rumo à JMJ Rio2013

A exatos 38 dias para a Jornada Mundial da Juventude, enquanto a cidade cuida dos últimos preparativos para o grande encontro internacional com o Papa Francisco, os Jovens Adoradores recarregaram suas baterias na penúltima vigília, a última no Santuário Nacional de Adoração Perpétua - Igreja de Sant'Ana. A noite de sexta-feira, dia 14 de junho, foi um apelo aos jovens a se fortalecerem por meio da oração e rezarem em intercessão à JMJ Rio2013.
Na Santa Missa, presidida pelo pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Méier, padre Antônio José Afonso da Costa, os jovens foram convidados a renovarem-se na fé em Jesus. Antes da aclamação ao Evangelho, a bíblia foi levada de mão em mão pela assembleia até chegar ao altar.
"O tesouro que você carrega dentro, e que ninguém pode roubar de você, é a sua fé. Hoje você é um vaso de barro, que carrega algo de muito valioso, que é a presença de Jesus”, disse padre Antônio José.
Com o tema “Pois, onde estiver um tesouro, ali também estará o seu coração”. (Lc 12,34), a vigília pode ser um refúgio em Deus para muitos jovens. Camila de Oliveira Koppe, moradora do Complexo do Alemão, disse que a vigília a fez refletir sobre sua vida.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bote fé na JMJ

Para marcar que dentro de apenas um mês o Rio de Janeiro estará recebendo peregrinos do mundo inteiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), a Arquidiocese vai estar mobilizada por uma carreata, que terá como pontos de partida locais em todos os vicariatos, no dia 23 de junho, das 16h às 18h. O evento, chamado de “Bote Fé na JMJ Rio2013”, ocorre em unidade com todas as capitais do país, que, atendendo à iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com o Comitê Organizador Local JMJ Rio2013 (COL), chamam a atenção para a contagem regressiva para o encontro que vai reunir rapazes e moças de todas as nacionalidades com o Papa Francisco, de 23 a 28 de julho.
Com o objetivo de dar visibilidade à JMJ Rio2013 e animar os jovens de todo o país, as carreatas pretendem ser um marco de unidade, na expectativa do evento mundial. Em cada localidade, pretende-se reunir pelo menos 100 carros.
No Rio de Janeiro serão oito pontos de partida das carreatas, sendo um por Vicariato, que seguirão para a Catedral de São Sebastião, na Avenida Chile. Cada Vicariato terá também o seu padroeiro.
De acordo com o Bispo Auxiliar responsável pela carreata nesta Arquidiocese, Dom Pedro Cunha, será um momento importante especialmente para toda a Igreja Local, que vai acolher o evento mundial no próximo mês.
— Prevemos que cada vicariato tenha 100 carros participando desta carreata. Durante a nossa concentração, falaremos da vida dos diversos padroeiros da nossa Jornada Mundial, e faremos uma oração final. Depois, vamos convidar todos os participantes para o interior da Catedral Metropolitana, onde vamos fazer adoração e o Arcebispo Dom Orani João Tempesta vai dar uma benção com o Santíssimo Sacramento.

Confira o local de saída de cada Vicariato e participe:

1) Vicariato Urbano: Ponto de concentração: Igreja de Santana, no Centro. Padroeiro: São Sebastião.
2) Vicariato Suburbano: Ponto de concentração: Igreja de São Jorge, em Quintino. Padroeiro: São Jorge.
3) Vicariato Oeste: Ponto de Concentração: Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Realengo. Padroeira: Nossa Senhora Aparecida.
4) Vicariato Norte: Ponto de concentração: Praça Afonso Pena. Padroeira: Santa Teresinha.
5) Vicariato Jacarepaguá. Ponto de Concentração: Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Pechincha. Padroeiro: Beato João Paulo II.
6) Vicariato Sul: Ponto de Concentração: PUC-Rio. Padroeiro: Beato José de Anchieta.
7) Vicariato Leopoldina: Ponto de Concentração: Igreja Bom Jesus da Penha. Padroeira: Santa Rosa de Lima - Jardim América.
8) Motociclistas: Ponto de Concentração: Praia de Copacabana. Padroeiro: São Frei Galvão.
De acordo com o Bispo, mesmo os que não possam participar da carreata estão convidados a, a partir das 17h, estarem presentes na Catedral, para este momento que marca a proximidade da JMJ Rio2013, em união com todas as capitais do país.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O jovem e a Jornada

Por D. Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo do Rio de Janeiro

Estamos a 45 dias do início da Jornada Mundial da Juventude aqui no Rio de Janeiro. Os últimos e mais definitivos trabalhos prosseguem com rapidez para que estejamos prontos para acolher os jovens do mundo inteiro nesses abençoados dias.
Os símbolos da Jornada – a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora – já estão no Estado do Rio de Janeiro e no início de julho chegarão à nossa capital para a última etapa da peregrinação.
As últimas visitas dos responsáveis pela vinda do Santo Padre já aconteceram e as últimas definições, juntamente com as autoridades brasileiras, já foram tomadas.
As famílias, escolas, quadras, salões se preparam para acolher jovens de 170 nações e com 55 idiomas. Os locais de catequese, com seus respectivos idiomas, já foram definidos e começam a ser preparados com alegria pela comunidade paroquial local.
As viagens marcadas e os deslocamentos agendados, cidade organizada e preparada para receber um evento diferente: jovens que querem ser protagonistas de uma nova humanidade na história! Para isso querem simplesmente viver a vida cristã como ensinou Jesus Cristo e, em diálogo com todos, propor tempos novos.
Nesse sentido, a liturgia deste domingo é para nós um belo e importante sinal. Fala da ressurreição do filho da viúva de Naim. A consternação geral com o filho único de uma viúva sendo sepultado nos fala de limites humanos. Demonstra toda a questão da dor do momento e a incerteza do futuro. Nas tradições da época, uma viúva é alguém desamparada. E mais: a morte de um jovem que, segundo os cálculos humanos, ainda tem muito tempo de vida pela frente, sempre desperta uma situação incômoda nas pessoas ao redor.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

JMJ terá 273 locais de Catequese

Igrejas, salões, ginásios, quadras e auditórios já estão reservados para os momentos de Catequese, durante a JMJ Rio2013. São 273 locais espalhados em 10 regiões do Rio de Janeiro, e dioceses vizinhas, chamadas subsedes, como Niterói, Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
De acordo com o padre Leandro Lenin, diretor executivo do Setor Preparação Pastoral e Catequese, o número de locais pode crescer para 300, divulgados inicialmente pela organização, caso as inscrições de peregrinos aumentem nesta reta final da Jornada.
— Os nossos jovens, respondendo ao pedido de inscrição, vão mostrar pra gente que eles estão querendo participar e a nossa postura é a de oferecer também catequese para eles. A gente quer que eles tenham participação neste momento da Jornada, afirmou padre Leandro.
Os locais serão chamados “sedes de Catequese” e estão organizados nas seguintes regiões: Jacarepaguá, Norte, Suburbano, Urbano, Sul, Leopoldina, Oeste, Nova Iguaçu, Niterói e Caxias. Uma paróquia pode ter mais de uma sede. E a mescla diferentes línguas em uma mesma paróquia tem por objetivo promover a diversidade cultural dos peregrinos e ajudar na distribuição dos participantes entre as sedes e paróquias.
Em todas as regiões haverá oferta de catequese em português e espanhol, línguas utilizadas pela maioria dos peregrinos. Serão 133 sedes em língua portuguesa e 50, em espanhol. As outras línguas principais do evento estarão distribuídas da seguinte forma: 25 locais para a catequese em inglês, 15 em italiano, 15 em francês, oito em alemão e cinco em polonês. Ao todo, haverá catequese em cerca de 20 idiomas, entre eles árabe, croata, dinamarquês, esloveno, grego, tcheco, russo. As regiões Sul, Urbano, Norte e Niterói terão maior concentração de locais para os peregrinos dessas línguas.  Segundo padre Leandro, isso facilita a assistência dos jovens estrangeiros aos seus consulados, caso haja necessidade.  
Os peregrinos serão direcionados às catequeses próximas aos seus locais de hospedagem. Nos locais também haverá a distribuição dos kits de café da manhã para os peregrinos que optaram pela alimentação da JMJ na hora da inscrição.
As pessoas com deficiência terão uma Catequese especial, reunidos em um só local, o único com tradução simultânea para as sete línguas oficiais.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

JMJ deixará legado ambiental

Nas últimas décadas, muitos têm sido os esforços da humanidade em prol do meio ambiente. Com as recentes notícias de cientistas sobre o rápido derretimento das geleiras e a intensificação do aquecimento global, em escala alarmante, já são numerosas as ações de instituições e pessoas pela reversão deste processo e de tantos outros que afligem a existência de vida no planeta. É aí que a Igreja também está engajada. Neste cenário, a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 promete deixar um legado ambiental para a cidade do Rio, para o país e para o mundo.
Por isso, dia 3 de junho, foi lançado, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Guia Ecológico da JMJ, que vai fazer parte do kit que os peregrinos receberão na Jornada. O lançamento do guia fará parte da Semana do Meio Ambiente da PUC, em comemoração ao Dia Mundial do meio Ambiente, hoje, 5 de junho.
Elaborado pelo reitor da PUC-Rio, padre Josafá Siqueira, e pelo diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC (NIMA), Luiz Felipe Guanaes, a pedido da Arquidiocese do Rio, o guia tem duas versões, uma em Língua Portuguesa e outra em Língua Inglesa. Ele foi inspirado em diversos documentos da Igreja sobre o meio ambiente, entre eles o documento “Curar o mundo ferido”, um relatório especial sobre ecologia produzido pelo Secretariado de Justiça Social e Ecologia da Companhia de Jesus.
Segundo padre Josafá, o guia vai despertar os jovens para que usem a fé na preservação da Criação de Deus. “O objetivo do Guia Ecológico para a JMJ consiste em enfatizar a importância de ações sustentáveis nos grandes eventos; mostrar que a questão ecológica está relacionada com a fé; lembrar a responsabilidade teológica com a criação e a nossa missão de cuidar daquilo que Deus colocou em nossas mãos; e mostrar a preocupação ética da Igreja com o meio ambiente", explicou.
De acordo com Guanaes, o guia começa destacando as belezas naturais da Cidade Maravilhosa, com seus parques e suas florestas, e os cuidados que os jovens devem ter com o meio ambiente quando estiverem no Rio, seja enquanto estiverem em casa ou nos eventos da JMJ. “A gente começa o texto falando da cidade do Rio, que é um tributo à natureza. O Cristo Redentor é o símbolo que te faz olhar para cima. E, na hora em que você olha para cima, tem uma coroa de verde em volta. Este lugar é especial e a relação homem-natureza se expressa de uma forma muito concreta”, afirmou.
Neste sentido, o guia sugere uma série de compromissos. A gente sugere uma série de compromissos, como a preocupação em descartar o lixo na lixeira e em tentar usar o mínimo possível de transportes com alta produção de CO2, optando por andar um pouco, alugar uma bicicleta ou pegar o metrô. Além disso, o documento também destaca o cuidado que o peregrino deve ter dentro do local onde ficar hospedado, como a atenção para o desperdício de água e luz. “A gente tenta estimular o jovem nesse processo de aumentar a sensibilização dele. Falamos também de barulho porque é o respeito ao outro. Ele está na casa do outro e tem que continuar a respeitar os mesmos princípios”, enfatizou o diretor do NIMA.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Dom Eduardo propõe que cada comunidade realize seu Plano Paroquial de Evangelização da Juventude

Brasília, 01 de junho de 2013.

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

“Darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos” (11ª. Promessa do Sagrado Coração de Jesus).

Entramos no mês que antecede a tão esperada JMJ Rio 2013. Os corações estão acelerados e os trabalhos de preparação cuidadosamente encaminhados para garantir que este acontecimento, que já tem proporcionado muitos frutos pelo Brasil afora, principalmente devido à Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora, marque ainda mais a vida de nossos jovens e provoque significativas transformações na proposta pedagógico-pastoral da Igreja junto a eles.
Enquanto muitos jovens de sua paróquia estão se organizando, convido-os a pensar seriamente no processo de evangelização da juventude local impulsionada por este momento. Precisamos acolher com sabedoria e gratidão este presente que Deus está nos concedendo. Há um dinamismo próprio deste acontecimento que tem atraído muitos jovens e oferecido a nós uma singular oportunidade para organizar melhor nossa presença no meio deles. O reconhecimento das frentes já existentes, o fortalecimento das estruturas e projetos que já estão dando certo, a criação de outras iniciativas e a organização de tudo isto num plano de evangelização paroquial poderão garantir um novo tempo em nossos ambientes eclesiais.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Jovens, amigos e missionários

“Parem o mundo que eu quero descer!”
            Esta frase que parece partir do fundo do coração de alguém desesperado foi escrita num muro de uma metrópole européia, no final dos anos 1960.
            Ela registrava a rebeldia de toda uma geração inconformada com os rumos da civilização autodenominada moderna. Os jovens daquelas décadas – 1950, 1960 e 1970 – sabiam muito bem o que não queriam mais viver. Eles foram filhos das décadas anteriores, nas quais as guerras tinham destruído cidades e famílias, tinham ceifado milhões de vidas humanas. Eles queriam parar esse mundo louco e que lhes oferecia, depois de tanta violência, somente uma civilização de avanços científicos e tecnológicos e não de progresso realmente humanitário.
            Faltava-lhes horizontes de vida, amplos e valiosos, que lhes daria segurança e esperança com relação ao futuro.
            A frase inicialmente citada neste artigo refletia perfeitamente o estado vital de ânimo e o sentimento de orfandade da juventude daquelas décadas, que se contentava com muito pouco, isto é, em ser apenas a juventude transviada, da paz e do amor, dos cabelos longos e roupas desalinhadas, numa palavra: ser “hippies”.
            Os dois verbos – parar e descer – serviam para justificar as revoluções, muitas delas vividas com a violência costumeira daqueles anos de inconformismos e insatisfações, mas não ajudavam a construir uma nova sociedade com outros verbos mais humanitários, tais como os verbos amar, compartilhar, perdoar e servir.
            Foram passando outras décadas – 1980 e 1990 – e o século 21 – o Terceiro Milênio da era cristã – chegou e vieram outras gerações de jovens, que foram entrando no cenário mundial como os novos protagonistas da história do mundo e da Igreja.
            As gerações X, Y e Z – assim batizadas por causa da familiaridade que têm com as tecnologias avançadas – hoje sabem muito bem o que querem. Não tem dúvidas sobre o que é essencial nas suas vidas e quais são os verbos que querem conjugar no tempo presente e no futuro.
            Sabem que o essencial na vida é Deus, seus projetos e os seus valores inegociáveis. Para os jovens do final do século 20 e início dos anos 2000, existem alguns pontos de encontro com o Criador do mundo e com seu Filho, o Cristo Redentor da humanidade, como são a família, a ética nos relacionamentos, os valores que solucionam os problemas do mundo – a vida, a fé, o casamento entre o homem e a mulher, a honestidade, a solidariedade e o voluntariado, a Verdade - , e eles não querem abrir mão dessa herança recebida de Deus.
            Esses jovens sabem, portanto, muito bem o que querem viver hoje e amanhã. Querem viver a religião, mas não uma religião superficial, de emoções e de “curas”, nem só de proibições e deveres periódicos, mas uma religião que é apresentada como “a maior rebelião do homem que não quer viver como um animal, que não se conforma – que não sossega – sem conhecer o Criador e privar com Ele” (cf. S. Josemaria, entrevista, 5.X.1967).

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Começa peregrinação dos símbolos pela Arquidiocese de Niterói

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude iniciaram nesta segunda-feira, 20 de maio a peregrinação pela Arquidiocese de Niterói. Pelos próximos 15 dias, a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora visitarão as paróquias, escolas e instituições da Arquidiocese, que é subdividida em cinco Vicariatos (Niterói, Alcântara, Rural, Lagos e São Gonçalo). Após o Bote Fé, evento que acolheu os símbolos na arquidiocese, os símbolos foram levados para o Santuário das Almas, onde permaneceu em vigília até a manhã da segunda-feira. Após celebração eucarística, a Cruz e o ícone começaram a peregrinação.
— A passagem dos símbolos, que vêm como preparação para a JMJ, também é conforto e consolo, especialmente para aqueles que sofrem, para que tenham sempre aquela certeza de que, diante das dificuldades, dos problemas, temos a certeza do carinho e da presença de Jesus e podemos contar com a proteção materna de Maria. Acredito que todos esses dias, em que a cruz e o ícone estarão conosco, serão dias de graças, de bênçãos para o nosso povo, declarou o arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende. 
O primeiro Vicariato a receber os símbolos foi o de Niterói. A Cruz e o ícone de Nossa Senhora foram levados ao Instituto Abel para um encontro com os jovens dos colégios católicos de Niterói. Cerca de 300 alunos de seis instituições de ensino participaram do momento, que teve apresentações artísticas e momento de oração. Em seguida, os símbolos foram levados para a Catedral São João Batista, onde Dom José Francisco celebrou a santa missa.
À tarde, os símbolos foram conduzidos para o presídio Alameda São Boa Ventura, onde aconteceu um encontro com os detentos. Cerca de 40 detentos puderam sair da cela e se aproximar dos símbolos. Um momento de oração, louvor e testemunho foi organizado no local pela Pastoral Carcerária da Arquidiocese.  
— Eles tinham o desejo, a vontade de carregar os símbolos da JMJ. Quando chegamos, eles tomaram os símbolos sobre os ombros e levaram para a capela que tem dentro do presídio, que eles mesmos construíram. Na ocasião, eles rezaram pelos familiares e filhos que estão aqui fora, pediram por força e para se manterem na fé, deram muitos testemunhos bonitos de fé. Um dos detentos, inclusive, tem um filho sacerdote e deu esse testemunho. Quando ele viu que a cruz tinha uma mensagem do papa João Paulo II, que ordenou o filho, foi uma emoção muito grande. Foi um dia diferente pra eles e para nós, relatou padre Rafael Costa, um dos responsáveis pela Jornada Mundial da Juventude na Arquidiocese de Niterói.
No fim da tarde, os símbolos foram conduzidos à Paróquia de Santo Cristo dos Milagres, onde os jovens aguardavam com ansiedade a visita. “É emocionante acolher os símbolos da JMJ, que são símbolos dados pelo papa João Paulo II para a Juventude para ser sinal definitivo do amor e da salvação que Jesus dá para todos nós. Fico feliz em poder ver e tocar esses símbolos, em ver a Cruz e o ícone de Nossa Senhora indo ao encontro da juventude.”, afirmou o estudante Rafael Barros, de 18 anos. Após um momento de louvor e veneração dos símbolos, eles foram conduzidos ao Morro do Bumba, onde o arcebispo de Niterói celebrou uma missa campal.
Padre Rafael disse que a passagem dos símbolos, que vão ao encontro dos jovens e dos mais necessitados, mostra a presença de Deus no meio do povo.
— Os símbolos estão carregados de significados, dessa presença de Deus. A pessoa que se encontra com eles se encontra com Deus. Isso dá uma esperança de que Deus está do nosso lado, Deus vem nos visitar, Ele olha por nós. Não há como não dizer que esses símbolos estão carregados do amor de Deus e da presença de Deus, disse.
O primeiro dia de peregrinação terminou no Seminário São José de Niterói, onde os seminaristas passaram a noite em vigília com os símbolos da JMJ. Nesta terça-feira, 21, os símbolos foram levados para o Vicariato Alcântara.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os jovens e o Dia Mundial das Comunicações

Por Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Comemoramos 50 anos do Concílio Vaticano II. Um dos dois primeiros documentos publicados por ele foi justamente sobre as comunicações: “Inter Mirifica”. Um decreto curto, mas que abriu o caminho para muitos outros documentos importantes sobre o tema na Igreja e, principalmente, colocou a comunicação como um assunto importante para a evangelização. Foi esse documento que criou o Dia Mundial das Comunicações, que começou a ser celebrado há 47 anos com o Papa Paulo VI.
Neste domingo da Ascensão do Senhor no Brasil, quando escutamos o mandato missionário para sermos testemunhas do Ressuscitado até os confins do mundo, conduzidos pelo Espírito Santo, sentimos como é importante o tema da comunicação entre nós, especialmente quando estamos há pouco mais de dois meses da realização da Jornada Mundial da Juventude aqui no Rio de Janeiro, que tem justamente por tema o “fazer discípulos entre todos os povos”, com o mesmo mandamento do “Ide”.
O tema deste ano, o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, é “Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização”. Foi anunciado na festa dos arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel, em 29 de setembro passado. Sua mensagem foi publicada no Dia do Jornalista, em 24 de janeiro deste ano, memória de São Francisco de Sales, pelo Papa Bento XVI.
O texto recorda que as redes sociais são importantes portais de verdade e de fé. Isso nos faz lembrar que, em sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude, o Santo Padre também recordou a importância do jovem saber utilizar bem as redes sociais como espaços de evangelização.
Nestes dias, em que estamos na alegre expectativa da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, e alguns dias após a publicação da agenda oficial do Papa Francisco aqui no Brasil, poder meditar e aprofundar a importância da comunicação é fundamental.
Hoje é impossível não perceber o valor e a centralidade que os meios de comunicação social conquistaram em nossa sociedade, sobretudo quando associados à globalização. A Igreja tem acompanhado com uma boa proximidade o desenvolvimento da mídia em nosso tempo, especialmente com a publicação de belos e importantes documentos.
Para a Igreja, que neste Ano da Fé esforça-se no objetivo de enfatizar a importância da fé como dom sobrenatural, por meio do qual nos comunicamos de maneira interpessoal com Deus, é imprescindível uma justa reflexão acerca de dois pontos fundamentais, por meio dos quais a vivência da fé é destacada em nossa sociedade: a juventude e os meios de comunicação. Daí vem o tema escolhido pelo Papa, que vê nas redes sociais oportunidade de ser portal da fé, da verdade e espaço de evangelização.
A juventude possui uma devida centralidade pelo fato de nela concentrarem-se as esperanças da Igreja em um mundo melhor, onde os valores cristãos sejam fundamental e espontaneamente vivenciados e haja uma cultura sempre baseada na revelação do amor de Deus, que enviou o Seu Filho Jesus Cristo para salvar a humanidade. Os nossos jovens, por isso, são o retrato da nossa sociedade que se constrói para o amanhã novo, e essa certeza faz com que confiemos a eles a missão de serem discípulos e missionários da nova evangelização que queremos realizar.
Os meios de comunicação social, conectando milhões de pessoas nos quatros cantos da face da Terra, são capazes de promover e levar a cabo a mensagem cristã, de maneira a alcançar um sempre crescente número de pessoas a quem tal mensagem toque, sensibilize e permita a Cristo chegar ao interior dos seus corações. Por isso, o interesse da Igreja pelos meios de comunicação social sempre possuiu um particular relevo, seja quando ilumina com as orientações éticas, seja quando os utiliza para anunciar a vida em Cristo. Por meio dessas maravilhosas invenções técnicas pode-se contribuir para a comunicação global e para que diversas necessidades humanas sejam sanadas, e pode-se, sobretudo, contribuir para a necessidade do homem de ir ao encontro com Deus.
Desta forma, como pastores da Igreja, temos diante de nossos olhos a necessidade de aproximar a juventude cristã e os meios de comunicação social, fazendo deles os instrumentos mais eficazes possíveis na missão de alavancar a propagação da fé, na perspectiva de uma autêntica e nova evangelização, como bem recorda o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações.
Porém, o grande segredo para que os meios de comunicação sejam bem utilizados e sirvam para anunciar a vida, a verdade e a fé supõe que a pessoa que o utiliza seja alguém bem formado e orientado como cristão, com suas convicções claras.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Canal "Você na JMJ"

Chega mais uma novidade para o site oficial da Jornada Mundial da Juventude, o canal “Você na JMJ”, que entra no ar trazendo muitos depoimentos de peregrinos. Lá você encontrará testemunhos de pessoas que já experimentaram a alegria de uma Jornada Mundial, a expectativa de todos que estão se preparando para o evento, como estão se preparando para arrecadar dinheiro para virem ao Rio de Janeiro, entre muitas outras histórias, todas acompanhadas de fotos ou vídeos.
Nós fazemos um convite para que você também compartilhe no canal “Você na JMJ” como está sua preparação. O canal está traduzido em sete línguas: português, inglês, espanhol, francês, polonês, italiano e alemão. É importante colocar o nome, cidade, paróquia ou grupo que participa, para melhor identificação dos leitores.
Participe dessa integração e poste uma foto com seus amigos, sua paróquia, seu grupo jovem, sua família, ou até mesmo sozinho, mas mostrando o seu amor pela JMJ. No site há vários exemplos nas postagens que já estão disponíveis. Você vai se emocionar com testemunhos de fé e coragem, vai se divertir com a criatividade de muitos peregrinos, se surpreender como a fé é capaz de unir e dar força para que a Jornada aconteça.
A Jornada Mundial da Juventude acontece primeiro dentro do coração de cada um, na vontade de participar e estar presente nesse encontro tão esperado. Conte-nos sua história e mostre para o mundo o que está sentindo e fazendo pela JMJ. Os jovens são os protagonistas desse grande encontro de fé.
“Estamos focados em trabalhos em prol da Jornada Mundial, arrecadando fundos através de rifas, vendas, barraquinhas nas festas dos padroeiros. Tudo isso para patrocinar a viagem daqueles que não tem condição financeira de irem para o Rio de Janeiro. Estamos esperançosos com a JMJ, queremos ir e nos abastecer dessa espiritualidade e trazer para os demais”, escreveu Diego Silva Viana, de Pedro Leopoldo, em Belo Horizonte, Minas Gerais.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Trilha da JMJ na Floresta da Tijuca

A Floresta da Tijuca é um dos cenários para mais uma dentre as atividades oficias da JMJ Rio 2013: a trilha ecológica. Entre as nove trilhas que acontecerão no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de julho, os escoteiros do Brasil ajudarão os peregrinos a conhecerem as belezas naturais de uma das maiores florestas urbanos do mundo.
A floresta faz parte do Parque Nacional da Tijuca, que é composta por outros três setores como Unidade de Conservação Ambiental: Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca. Com seus 3.953 hectares de área, o parque é um fragmento do bioma da Mata Atlântica e parte integrante da Reserva da Biosfera no Rio de Janeiro. Criado em 6 de julho de 1961, é atualmente o parque nacional mais visitado do Brasil, recebendo mais de 2 milhões de visitantes por ano.
A Floresta da Tijuca possui recantos e atrativos históricos que merecem ser visitados, como: a Cascatinha, a Capela Mayrink, o Mirante Excelsior, o Barracão, a Gruta Paulo e Virgínia, o Lago das Fadas, a Vista Chinesa e o Açude da Solidão, pontos frequentados por famílias inteiras nos fins de semana.

Segurança
A segurança do Parque Nacional da Tijuca é feita por empresa particular, contratada mediante licitação, e efetivos da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que se dividem em rondas a pé e de carro, de maneira a cobrir toda a extensão da unidade. O trabalho em conjunto dessas equipes fazem do parque um dos locais de visitação mais seguros da cidade.

Treinamento para a JMJ Rio2013
No dia 5 de maio, domingo, a organização das trilhas ecológicas para a JMJ Rio2013 esteve em treinamento na Floresta da Tijuca. Voluntários e colaboradores do Comitê Organizador Local (COL) foram convidados para participar da trilha, guiados pelos Escoteiros do Brasil. Durante o caminho, os aventureiros puderam contemplar a Deus na natureza e aproveitar para vivenciar momentos de união e partilha com amigos e familiares.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Relíquia de João Paulo II presente na JMJ Rio2013

Uma relíquia do beato João Paulo II estará presente nos Atos Centrais da JMJ Rio2013. Parte do sangue do idealizador das Jornadas Mundiais da Juventude está guardada em uma ampola, num livro prata, em um relicário próprio, e estará disponível para a veneração dos fiéis como aconteceu na JMJ de 2011, em Madri, na Espanha.
O presidente da Fundação João Paulo II, Marcello Bedeschi, veio de Roma para se reunir com o Comitê Organizador Local (COL) e organizar a exposição oficial da relíquia de primeiro grau. Segundo um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral do COL, Padre Arnaldo Rodrigues, a relíquia estará no Rio de 7 de julho a 13 de outubro e, durante a JMJ Rio2013, vai participar dos atos centrais e de algumas atividades específicas, como catequeses. “Ela ficará exposta para veneração na Catedral do Rio de Janeiro. Estamos também preparando um trabalho pastoral pós-jornada para aproveitar a presença da relíquia aqui”, completou Pe. Arnaldo.

Mas o que são relíquias e qual o seu valor na Igreja?
Padre Arnaldo explicou que toda relíquia proporciona ao devoto um contato maior com o santo ou beato de devoção pessoal e auxilia no caminho de fé. “Uma relíquia nos ajuda porque mostra a nossa ligação com a Igreja aqui na terra que caminha com a Igreja celeste, formada por aqueles que já foram para junto do Pai”, destacou o sacerdote.
As relíquias são divididas em três graus de classificação. As relíquias de primeiro grau, como as de João Paulo II que visitarão o Rio, são formadas a partir de partes do corpo da pessoa de devoção, como cabelo, sangue, osso, etc. As de segundo grau vêm dos objetos pessoais do santo ou beato, como sua roupa, seu cajado, seu rosário, etc. Uma relíquia de terceiro grau pode ser qualquer objeto que tenha sido tocado por uma relíquia de primeiro grau ou pelo próprio santo. “Quanto mais próximo do santo, maior o grau da relíquia”, afirmou Padre Arnaldo.

Presença de outras relíquias na JMJ Rio2013
O Setor de Preparação Pastoral do COL está trabalhando para trazer outras relíquias de patronos e intercessores da JMJ Rio2013. Já foi concedida a autorização necessária para trazer o corpo do beato Pier Giorgio Frassati. Já estão a caminho os processos para pedir relíquias de Santa Teresa de Lisieux, beata Ciara Luce Badano, beato Frederico Ozanam e do brasileiro Santo Antônio de Santana Galvão.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Carta aos párocos do mês de Maio

Brasília, 01 de maio de 2013.
CJ – Nº 0211/13

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

“De agora em diante, juntamente com a Cruz, este Ícone de Maria acompanhará
as Jornadas Mundiais da Juventude. Será sinal da presença materna de Maria junto aos jovens, chamados, como o Apóstolo São João, a acolhê-la em sua vida” (João Paulo II, 13/04/2003) 

Com estas palavras acima recordamos o significativo gesto de nosso Papa que, há exatamente dez anos, presenteou-nos com o Ícone de Nossa Senhora para percorrer, aos pés da Cruz, os inúmeros corações jovens espalhados pelo mundo. Não há o Filho sem a Mãe, nem a Mãe sem o Filho! Por onde o Filho passa a Mãe se faz presente; por onde a Mãe é invocada o Filho é anunciado!
No final do mês passado, a Cruz e o Ícone foram entregues ao último Estado pelo qual irão passar nesta reta final em vista da tão esperada JMJ Rio 2013. E isto aconteceu aos pés de Nossa Senhora, sob suas bênçãos, em seu Santuário de Aparecida. Com grandes expectativas, ansiedades, alegrias e preocupações, nada melhor do que o coração da Mãe para nos orientar e acalmar.
Neste “Ano da Juventude” contemplamos o Mês de Maio em sua riqueza de comemorações, todas elas instrumentos privilegiados para a evangelização da juventude. Como temos apresentado Maria aos jovens e os jovens a Maria? Esta aproximação e intimidade encontram seu espaço privilegiado na vida da Comunidade, com suas inúmeras atividades e celebrações.
            Falou de “mãe”, falou de família! Maio se inicia com a festa de São José (1), o pai adotivo de Jesus, e se encerra com a festa da Visitação de Nossa Senhora (31). O “Dia das Mães” (12) e as festas de N. Sra. de Fátima (13) e de N. Sra. Auxiliadora (24) nos remetem ao amor incondicional a que somos chamados a experimentar, testemunhar e anunciar. Estas duas memórias marianas nos falam do cuidado com os pequeninos e indefesos: Maria apareceu aos pastorzinhos em Fátima; a devoção à Auxiliadora foi propagada por Dom Bosco para que as crianças e os jovens, principalmente os abandonados, fizessem a experiência primordial de serem amados por uma Mãe que jamais os deixaria.
Quantos adolescentes e jovens de nossa sociedade e Igreja sofrem uma carência afetiva, aguardando o nosso aconchego! A dimensão materna em nossas relações e ações é primordial para a formação integral destes pequeninos. Não basta amar os jovens; é preciso que eles percebam que são amados! Um amor feito de presença, palavras, orações, serviço, testemunho! Um amor educativo e evangelizador nos meios das novas gerações. Um amor materno que se incomoda com a fome e as dores físicas e espirituais de seus filhos! Um amor que não mede esforços para resgatar vidas, defender o valor da família, combater as drogas e a morte, gritar contra o aborto e toda forma de extermínio! Um amor que não se conforma com a violência aos jovens em nosso país… inclusive ao redor de nossas paróquias! Um amor que não aceita a ideologia da redução da maioridade penal como pretexto para se diminuir a violência numa sociedade ainda injusta que, ao condenar os menores infratores e não oferecer propostas educativas realmente restauradoras, não se lembra que eles são, antes de tudo, seus filhos… seus frutos!