terça-feira, 18 de maio de 2021

JMJ diocesana. Experiência de peregrinação e fraternidade universal

 

Apresentadas hoje, no Vaticano, as Orientações pastorais para a celebração da Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares.

"Um subsídio que apresenta as motivações ideais e possíveis implementações práticas para que a JMJ diocesana/eparquial se torne uma ocasião para fazer emergir o potencial de bem, a generosidade, a sede de valores autênticos e de grandes ideais que cada jovem carrega dentro de si." Este é o objetivo das Orientações pastorais para a celebração da Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares, o documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida apresentado, nesta terça-feira (18/05), na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Solenidade de Cristo Rei
As dioceses são convidadas a celebrar a JMJ na Solenidade de Cristo Rei. "De fato, é desejo do Santo Padre que, neste dia, toda a Igreja coloque os jovens no centro de sua atenção pastoral, reze por eles, faça gestos que tornem os jovens protagonistas e promova campanhas de comunicação", lê-se no documento. Como se sabe, enquanto as celebrações internacionais do evento são geralmente realizadas a cada três anos com a participação do Papa, a celebração ordinária da Jornada ocorre a cada ano nas Igrejas particulares, que se encarregam de organizar tal evento.

Missão com os jovens, uma prioridade
É um compromisso que tem "grande significado e valor não só para os jovens que vivem naquela determinada região, mas para toda a comunidade eclesial local", continua o texto dirigido às Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Patriarcais e Arquiepiscopais Maiores, às dioceses/eparquias, aos movimentos e associações e, por último, mas não menos importante, aos jovens de todo o mundo. "Estas Orientações pastorais têm o objetivo de encorajar as Igrejas particulares a valorizar cada vez mais a celebração diocesana da JMJ e a considerá-la uma ocasião propícia para planejar e realizar criativamente iniciativas que mostrem que a Igreja considera sua missão com os jovens como uma prioridade pastoral epocal, na qual investir tempo, energia e recursos", destaca o documento.

Experiência eclesial e missionária
O documento indica os pontos-chave da JMJ para que o evento seja uma "festa da fé", uma "experiência eclesial e missionária, uma ocasião de discernimento vocacional e um chamado à santidade. Além disso, a Jornada da Juventude deverá ser uma experiência de peregrinação e fraternidade universal. A celebração da JMJ oferece aos jovens uma experiência viva e alegre de fé e de comunhão, um espaço para experimentar a beleza do rosto do Senhor", destacam as Orientações, sublinhando que "é importante que a celebração se torne uma ocasião para que os jovens possam fazer experiência de comunhão eclesial e crescerem na consciência de serem parte integrante da Igreja". Tudo isso tendo em mente que "a primeira forma de envolver os jovens deve ser a escuta".

"Convidados especiais"
"A JMJ diocesana/eparquial", observa o documento, "pode ser uma bela ocasião para destacar a riqueza da Igreja local, evitando que os jovens menos presentes e menos ativos nas estruturas pastorais já consolidadas se sintam excluídos". E acrescenta: "Todos devem se sentir convidados especiais, todos devem se sentir esperados e bem-vindos, em sua singularidade irrepetível e riqueza humana e espiritual. Portanto, o evento diocesano/eparquial pode ser uma ocasião propícia para estimular e acolher todos aqueles jovens que talvez procuram o seu lugar na Igreja e que ainda não o encontraram". O documento conclui salientando que "a celebração diocesana/eparquial da JMJ é sem dúvida uma etapa importante na vida de cada Igreja particular, um momento privilegiado de encontro com as novas gerações, um instrumento de evangelização do mundo dos jovens e de diálogo com eles".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2021-05/jmj-igrejas-particulares-jovens-cristo-rei.html

domingo, 7 de março de 2021

“Penso de modo particular nos jovens”, diz Papa Francisco no Iraque

 

O Santo Padre, o Papa Francisco, chegou por volta do meio-dia (horário local), desta terça-feira, 5, no Iraque, para a 33ª visita internacional de seu pontificado. Pela primeira vez na história, o país recebeu a visita de um pontífice. São João Paulo II expressou seu desejo de estar em solo iraquiano, mas tal feito foi realizado somente por Francisco.

Em Bagdá, o Papa Francisco dirigiu uma mensagem as autoridades locais, afirmando a necessidade de se viver em comunhão, em vista de uma solidariedade que gera a paz! “Agora, só se conseguirmos olhar uns aos outros, com as respectivas diferenças, como membros da mesma família humana, é que podemos iniciar um efetivo processo de reconstrução. Deixar às gerações futuras, um mundo melhor, mais justo e mais humano”, afirmou o Papa.

Ao reunir-se com bispos, sacerdotes religiosos e religiosas, o Papa expressou pensar particularmente nos jovens, que portam em si, esperanças e promessas.

“Penso de modo particular nos jovens, que são portadores de promessas e de esperança em toda parte e, sobretudo, neste país. Na realidade, aqui não existe apenas um patrimônio arqueológico inestimável, mas também uma riqueza incalculável para o futuro: são os jovens, são o vosso tesouro! E é preciso cuidar deles, alimentando os seus sonhos, acompanhando seu caminho, aumentando a sua esperança”, disse o Papa.

Francisco ainda afirmou que “apesar de jovens, a sua paciência já se viu colocada duramente a prova, pelos conflistos destes anos. Lembremo-nos de que eles, juntamente com os idosos, são a ponta de diamante do país, os frutos mais saborosos da árvore. Cabe-nos a nós, cultivá-los no bem e irrigá-los de esperança”.

Fonte: https://jovensconectados.org.br/penso-de-modo-particular-nos-jovens-diz-papa-francisco-no-iraque.html

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Guido Schäffer: um jovem que viveu o amor a Deus

 

Guido Schäffer, jovem, surfista, médico e servo do Senhor. A história de fé de um jovem brasileiro que se tornou exemplo para a juventude mundial. A irmã de Guido, Ângela Schäffer Isnard traça o perfil do jovem alegre. Filho exemplar que soube aproveitar cada minuto de sua vida como filho, irmão que inspira a família a viver a busca da santidade e a missão de evangelizar. De origem alemã, surfista carioca, estudou medicina e a exerceu por oito anos. Mais tarde entrou no seminário para ser sacerdote. Guido nasceu em 22 de maio de 1974 e faleceu em 2009, num acidente no mar, ocorrido quando surfava com seus amigos. Guido Schäffer pode voltar a dar horizonte e sentido a muitas vidas.


"Enquanto eu caminhava para Jesus ele ia mais à frente e ele corria e tinha um desejo muito grande de mergulhas nas coisas de Deus, de conhecer mais a fundo a Bíblia, de praticar. Ele começou esse trabalho com as Missionárias da Caridade e nesse trabalho com os irmãos de rua e a gente via um gosto muito grande pela Palavra de Deus e um dom para transmitir. Era uma alegria de ter um irmão que a gente gostava muito. Passei a consultar meu irmão para uma oração e um conselho e interessante que era quatro anos mais novo e já percebia esse crescimento nele e quanto mergulha na fé. A gente passou a pedir conselhos a ele, pedir oração nos momentos difíceis. Antes fazia como medico. Ele tinha esse dom e as pessoas percebiam", - Ângela Schäffer Isnard.

Guido Schäffer, um jovem carioca que deixa a juventude o exemplo de uma vida em busca da santidade. Na medicina Guido testemunhava a sua fé. Vivia conforme os valores cristãos da cordialidade, temperança, caridade e justiça, optando pela medicina geral, que era a especialidade que lhe permitia avaliar o paciente de uma forma mais completa e total. Ângela destaca as lembranças do Guido em família.

"As lembranças dele em família desde criança que gostava de praia. Fomos criados em Copacabana e a minha mãe costumava levar a gente à praia na infância para tomar sol, se exercitar e ele gostava muito do mar desde pequeninho e tenho essa lembrança, das brincadeiras ao ar livre e quando costumava passar as férias na casa dos nossos avos em Volta Redonda, tinha um quintal grande e a gente brincava de pique, ele gostava de subir em arvores e coisas bem aventureiras, jogava bola e se a bola caísse no telhado ele subia lá todo prosa pegar a bola e se caísse na casa do vizinho pulava o muro. Era essa figura", conta Ângela.

Um filho muito obediente aos pais
"Meu pai era médico e trabalhava fora e minha mãe dona de casa e para ficar perto dos filhos gostava de nos colocar para dormir. Contava histórias e depois rezava, e Guido foi crescendo ouvindo essas histórias e gostava muito. E isso foi criando nele esse amor as coisas de Deus", Ângela Schäffer Isnard.


Recebeu dos pais a educação católica, desde criança era levado a participar das missas e a mãe contava historias e a pratica da oração. O pai era medico e a mãe dona de casa e foi ela que incutiu no filho a importância da oração.

"Guido cresceu gostando de ouvir o que minha mãe tinha para falar de Deus e ela tinha muito para falar porque ela era dona de casa e se dedicava a igreja, aos trabalhos voluntários. Ela participava do Grupo de Oração Bom Pastor que é uma comunidade na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e esse grupo tinha varias obras de voluntariado e minha mãe era responsável por uma que evangelizava nas escolas públicas. E Guido já pequeno, adolescente e escutava essas historias e eu percebia nele uma acolhida as palavras de minha mãe e confiava no que ela falava sobre a fé e partilhava com os amigos que pegavam onda com ele. Era um ótimo irmão. A gente até tinha alguns desentendimentos normais. Naquele tempo a gente tinha uma televisão e a gente brigava para ver que canal assistiria. A gente conversava muito e partilhava com ele sobre a fé e fui acompanhando e vendo-oele progredindo na fé", conta.


Um jovem com uma espiritualidade muito rica
Ângela revela que Guido tinha uma espiritualidade e isso ajudava a família a amar a Deus e hoje uma alegria desse caminho rumo aos altares. E fala das atitudes e os testemunhos das pessoas que conviveram com ele.


"Percebemos que esse caminhar do Guido foi orientado para Deus e pode inspirar a outros jovens e pessoas de todas as idades a também caminharem na direção de Jesus. E Guido tinha esse grande desejo de amar e servir a Deus e ele concretizou tudo isso em vida. Vê-lo no processo de beatificação e canonização é uma alegria e uma responsabilidade de sermos mais santos. Se Guido conseguiu, podemos encontrar muitos obstáculos para a santidade e pensar que é algo muito longe de nos, mas quando vemos alguém tão próximo e que conseguiu se aproximar desse ideal eu penso que sou chamada a santidade e tenho de fazer alguma coisa. Como ele rezava mais eu sou chamada a rezar e evangelizar", revela a irmã.

"Vejo as pessoas conhecendo sobre a vida dele, invocarem pedindo a intercessão e relatando as graças e isso é muito bonito e toca o nosso coração quando a gente. Gratidão por ter convivido tão de perto com ele e aproveitado e pude assistir a varias pregações dele e saber que ele tinha o dom do Espírito Santo para falar, rezar pelas pessoas e tudo se resume na gratidão e partilhar essa experiência tão rica dele", - Ângela Schäffer Isnard.
Um jovem que viveu a caridade

Ângela recordou alguns fatos que a mãe contava. Muitas vezes chegava a casa sem a camisa ou sapato que teria dado a um pobre. Guido tinha um profundo amor a Eucaristia e a Nossa Senhora.

"Contava-me com brilho no olhar da alegria de ter uma vida transformada. Essa alegria era ouvir esses testemunhos de Jesus e a melhor recordação que tenho dele. Ele tinha muita fé e que Jesus está vivo e as mesmas coisas que fazia no Evangelho ele faz hoje e Guido nunca tinha medo de ir à rua, de rezar por um enfermo, de falar de Jesus e a graça acontecia e isso que me contava é o que me encanta na vida de meu irmão", conclui.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-12/guido-schaffer-um-jovem-que-viveu-o-amor-a-deus.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Caminho de Iniciação ao Matrimônio

 

Atenção, noivas e noivos!


Se você está de casamento marcado para os meses de fevereiro e março de 2021, a Pastoral Familiar do Vicariato Suburbano está oferecendo o EPVM pelo método CIM - Caminho de Iniciação ao Matrimônio


- Serão 10 encontros totalmente online.
- Turmas iniciando em novembro de 2020.
- Encontros com duração máxima de 1h20.
- Certificação ao final dos encontros.


Investimento: R$ 15,00 (aquisição do livro base para os encontros).


Inscrição pelo link: https://abre.ai/metodocim


domingo, 25 de outubro de 2020

Ir. Maria Mainetti pediu a Cristo por nós, diz jovem que a assassinou em ritual satânico

 


Enquanto a matávamos, “ela nos perdoava”, é o testemunho de Milena, a então adolescente que, com outras duas jovens, assassinou a irmã Maria Laura Mainetti em um ritual satânico há 20 anos.

A religiosa foi assassinada com 19 facadas na noite de 6 para 7 de junho de 2000, em Chiavenna, por três moças, duas de 17 anos e uma de 16, durante um rito satânico.

Enquanto morria, encontrou forças para rezar pelas jovens e perdoá-las. Esta informação foi revelada nos interrogatórios às assassinas, que disseram que Ir. Maria Laura disse antes de morrer: “Senhor, perdoa-lhes”.

A primeira ideia do assassinato não era 19 facadas, mas 18, seis cada uma pelo "número da besta" (666) de que fala o livro do Apocalipse.

Originalmente, o alvo do ritual satânico era um sacerdote, Mons. Ambrogio Balatti, que era o arcipreste de Chiavenna San Lorenzo. As jovens desistiram de matá-lo porque viram que ele era grande e isso as complicaria. Por isso, finalmente, decidiram matara a religiosa a quem vigiaram por vários meses, de acordo com um meio de comunicação local.

Em 6 de junho de 2000, a religiosa recebeu um telefonema no convento por volta das 23h50, em que uma jovem lhe pedia ajuda. Irmã Maria Laura informou ao arcipreste, Mons. Ambrogio, que ia encontrar a menina.

Conforme descreveu outro jornal local, o ataque começou com um golpe de tijolo na cabeça de Ir. Maria Laura e, durante o homicídio, tocavam algumas canções de Marilyn Manson, um polêmico músico norte-americano que tem entre seus álbuns um intitulado "Anticristo Superstar".

As jovens esfaquearam a religiosa com uma faca de cozinha depois de passar várias horas bebendo cerveja em um bar de uma pequena cidade.

Ambra Gianasso, Milena De Giambattista e Verónica Pietrobelli foram declaradas culpadas da morte e condenadas à prisão.

Alguns anos depois, saíram da prisão e participaram de programas de serviço comunitário. Agora, com novas identidades, puderam reconstruir suas vidas.

Ambra estudou direito na universidade, Verónica coordena uma creche, é casada e tem dois filhos, e Milena esteve em uma comunidade para viciados coordenada por Pe. Antonio Mazzi.

De fato, Pe. Mazzi disse que Milena "tem plena consciência do que fez e que ao mesmo tempo está arrependida e convicta de que pode renascer e se recuperar".

De acordo com a mídia local, Milena foi a única das três jovens que voltou uma vez a Chiavenna para ser testemunha no casamento de sua irmã, fato que gerou muitas polêmicas.

Por sua vez, os sobrinhos de Irmã Maria Laura, Stefano e Marcellina Mainetti, destacaram que a futura Beata perdoou suas assassinas e disseram que se unem “à oração e à memória de quem a amou”.

“O vazio que deixou em nossa família continua intransponível hoje. A memória dela vive em nossos corações. Foi uma pessoa acolhedora e devota, dedicou-se sem reservas aos outros. Deixou uma marca indelével na vida de todos aqueles que a conheceram”, disseram os filhos de Giovanni, irmão da religiosa.

Além disso, o Bispo de Como, Dom Alessandro Maggiolini destacou que “as pessoas simples já perceberam uma aura de santidade” e acrescentou que “não é por acaso que se entregam a Deus por intercessão desta vítima e que enfeitam o local do crime com flores frescas”.

Foi o que indicou Dom Maggiolini no prefácio do volume “Maria Laura Mainetti. A Irmã de Chiavenna”, escrita em 2005 por Ir. Beniamina Mariani, e que inclui vários testemunhos, como o de Milena.

Milena escreveu também à comunidade das religiosas de Chiavenna e reconheceu que “nós a enganamos com uma armadilha e depois a matamos e, enquanto fazíamos isso, ela nos perdava”.

“Eu só posso manter uma memória de amor dela. Além disso, isso me permitiu acreditar em algo que não é Deus nem Satanás, mas uma simples mulher que venceu o mal”, assinalou Milena, acrescentando que “agora encontro nela consolo e graça para suportar tudo. Sempre rezo e tenho certeza de que ela vai me ajudar a ser uma pessoa melhor”.

Por sua vez, a superiora geral da congregação, Ir. Ketty Hiriart-Urruty, disse em uma carta enviada a todas as irmãs da congregação para anunciar a morte de Ir. Maria Laura que, “da vida desta irmã brota um manancial, um jorro de vida evangélica”, e acrescentou que “este manancial nos fala da nossa consagração, da nossa vida ofertada à Trindade, do nosso desejo de nos identificarmos com Jesus Cristo, da nossa opção pelos mais pobres, das feridas da vida”.

“Isso nos leva às origens da Congregação. Demonstrou que o nosso carisma está vivo e é muito atual… Com este estilo de amor e de entrega, deu-se a si mesma, sem cálculos, exatamente como quem sabe que tudo o que possui é dom de amor, que deve ser compartilhado e fazer frutificar”, advertiu Ir. Ketty Hiriart-Urruty.

Entre os testemunhos das religiosas de sua Congregação, Ir. Beniamina Mariani destacou que “nutria uma predileção particular pelos jovens. Sentia-se à vontade com eles e gostava e sentia prazer nos encontros programados e nos casuais”. “Só Deus pode saber o quanto se sacrificou pelos jovens!”.

“Encontros, colóquios, acampamentos, jornadas mundiais da juventude, catequese, acompanhamento individual”.

Em um de seus escritos, Ir. Maria Laura Manietti rezou: “Dá-me os teus sentimentos, Jesus, os sentimentos das Bem-aventuranças: o pobre que se confia, se abandona, o filho que se sente amado, a aflição que é a participação na vida de Cristo e é salvação, a misericórdia, a benevolência, a pureza de corpo e coração, a humildade”.

Irmã Maria Laura, cujo primeiro nome era Teresina, nasceu em Colico, Lecco (Itália), em 20 de agosto de 1939.

No momento de sua morte era superiora da Comunidade das Filhas da Cruz, no Instituto Maria Imaculada de Chiavenna.

A Santa Sé promulgou o decreto de beatificação em 19 de junho.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/assassinou-religiosa-em-ritual-satanico-ir-maria-mainetti-pediu-a-cristo-por-nos-41733#.X5LP-e0eQ6Q.whatsapp

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

8 dados fascinantes da vida de Carlo Acutis

 


Carlo Acutis, adolescente italiano que faleceu aos 15 anos por causa de leucemia e que é conhecido como o “Ciberapóstolo da Eucaristia”, será beatificado no dia 10 de outubro, em Assis (Itália). Nesta nota, apresentamos 8 dados fascinantes sobre sua vida.


1.- Tinha uma predisposição natural ao sagrado

Antonia Salzano, mãe do futuro beato, afirmou ao jornal Corriere della Sera que em seu filho havia uma predisposição natural para o sagrado e que aos três anos o pequeno Carlo começou a pedir que ela o levasse à igreja para saudar Jesus e costumava pegar flores para levar à Virgem. Além disso, aos sete anos, pediu para receber a Eucaristia e fez a primeira comunhão. Carlo me salvou. Eu era analfabeta na fé”, afirmou a mãe.

2.- Sua babá polonesa encorajou sua vida de fé

Assim, a mãe relatou que nem ela nem o marido eram católicos praticantes, porém, o menino descobriu a fé graças a sua babá polonesa, uma católica muito devota de São João Paulo II. A jovem se chamava Beata.

3.- Foi voluntário em refeitórios sociais

Pelas tardes, costumava sair para levar comida e bebidas quentes às pessoas em situação de rua. Seu exemplo converteu um funcionário de sua família que era hindu ao catolicismo.


A mãe relatou que Carlo servia "nas mesas dos pobres, das Irmãs de Madre Teresa de Calcutá em Baggio e dos Capuchinhos onde servia como voluntário".

4.- Previu sua própria morte

A mãe relatou que “poucos dias depois do funeral, ao amanhecer fui acordada por uma voz: 'Testamento'. Fiz uma revisão em seu quarto, estava pensando em encontrar algum escrito. Nada. Liguei o computador, o instrumento que ele preferia. Na área de trabalho havia um pequeno vídeo gravado por ele mesmo em Assis três meses antes: 'Quando eu pesar 70 quilos, estou destinado a morrer'”.

5.- Previu que sua mãe teria gêmeos

Carlo, que era filho único, previu que sua mãe teria gêmeos, embora estivesse prestes a completar 40 anos. Em 2010, quando Antonia Acutis tinha 43 anos, deu à luz uma menina e um menino: Francesca e Michele.

6.- Seu corpo foi encontrado incorrupto

Sua mãe revelou que em 23 de janeiro de 2019, mais de dez anos após sua morte, seu corpo foi encontrado incorrupto.

“Eu estava lá e meu marido não queria ver. Ele ainda era nosso garoto alto de 1,82, só tinha a pele um pouco mais escuta, com todos os cabelos pretos e cacheados. O mesmo peso, esse que havia predito sozinho”, disse a mãe segundo informa o jornal italiano.

Em declarações a ACI Prensa/EWTN, o reitor do Santuário do Despojamento de Assis, Pe. Carlos Acácio Gonçalves Ferreira, destacou que atualmente o corpo “está muito completo, não intacto, mas completo. Preserva todos os órgãos”.

“Já fizeram trabalhos sobre o rosto, mas é bonito que pela primeira vez na história será possível ver um santo vestido de calça jeans, tênis e moletom. Isso é uma grande mensagem”, acrescentou.

7.- Pediu para ser enterrado em Assis

Carlo pediu para sua mãe que fosse enterrado em Assis. Agora o seu corpo repousa no Santuário do Despojamento, onde os fiéis poderão venerá-lo para sempre.

A mãe de Carlo contou ao Corriere della Sera que a família “tinha uma casa em Umbria. Uma placa indicava que novos espaços estavam à venda no cemitério comunitário. Perguntei a Carlo o que pensava. "Seria muito feliz em terminar aqui". Seu corpo intacto foi posteriormente levado para o Santuário do Despojamento, onde agora os fiéis poderão venerá-lo para sempre”.

8.- Seu coração conserva-se em uma custódia

Seu coração está preservado em uma custódia na Basílica Papal de São Francisco de Assis. A mãe de Carlo disse ao jornal italiano que após a morte de seu filho “queríamos doar seus órgãos, mas não foi possível, disseram-nos que estavam comprometidos pela doença. No entanto, e em um belo paradoxo, o coração estava perfeito e ficará em uma custódia na Basílica papal de São Francisco de Assis”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/8-dados-fascinantes-da-vida-de-carlo-acutis-70990#.X3svTISkiek.whatsapp

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Formar os jovens no cuidado da dignidade humana e da casa comum

 

«As novas gerações sejam formadas para o cuidado da dignidade humana e da casa comum». No final do Angelus de domingo, 20 de setembro, data em que na Itália se celebrava o Dia da universidade católica do Sagrado Coração, o Papa manifestou este desejo, encorajando o trabalho de formação levado a cabo por esta instituição académica. Precedentemente, o Santo Padre propôs aos fiéis reunidos na praça de São Pedro uma reflexão sobre o trecho evangélico da liturgia dominical (Mt 20, 1-16), dedicado à parábola dos trabalhadores da vinha.

 

Amados irmãos e irmãs, bom dia! 

A página do Evangelho de hoje (cf. Mt 20, 1-16) narra a parábola dos trabalhadores contratados ao dia pelo dono da vinha. Através desta narração, Jesus mostra-nos a surpreendente maneira de agir de Deus, representada por duas atitudes do proprietário: a chamada e a recompensa.

Primeiro a chamada. Cinco vezes o proprietário de uma vinha vai à praça e chama para trabalhar para ele: às seis, nove, doze, três e cinco da tarde. É comovedora a imagem deste proprietário que vai várias vezes à praça à procura de trabalhadores para a sua vinha. Esse proprietário representa Deus que chama todos e chama sempre, a toda a hora. Deus também age desta forma hoje: Ele continua a chamar todos, a qualquer hora, e convida a trabalhar no Seu Reino. Este é o estilo de Deus, que por nossa vez somos chamados a aceitar e imitar. Ele não está fechado no seu mundo, mas “sai”: Deus está sempre em saída, à nossa procura; Ele não está fechado: Deus sai. Ele sai continuamente à nossa procura, porque não quer que ninguém seja excluído do seu desígnio de amor.

Também as nossas comunidades são chamadas a sair dos vários tipos de “fronteiras” que possam existir, para oferecer a todos a palavra de salvação que Jesus veio trazer. É uma questão de abertura a horizontes de vida que ofereçam esperança àqueles que estão estacionados nas periferias existenciais e ainda não experimentaram, ou perderam, a força e a luz do encontro com Cristo. A Igreja deve ser como Deus: sempre em saída; e quando a Igreja não está em saída, adoece com os tantos males que temos na Igreja. E por que há estas doenças na Igreja? Porque não está em saída. É verdade que quando saímos há o perigo de um acidente. Mas é melhor uma Igreja acidentada, por sair, por anunciar o Evangelho, do que uma Igreja que está doente por fechamento. Deus sai sempre, porque é Pai, porque ama. 

A Igreja deve fazer o mesmo: sempre em saída. A segunda atitude do proprietário, que representa a de Deus, é a sua forma de recompensar os trabalhadores. Como paga Deus? O proprietário concorda «um denário» (v. 2) com os primeiros trabalhadores contratados pela manhã.

Àqueles que começaram mais tarde, ele diz: «tereis o salário que for justo» (v. 4). No final do dia, o dono da vinha manda dar a todos o mesmo pagamento, ou seja, um denário. Aqueles que trabalharam desde a manhã ficam indignados e lamentam-se contra o proprietário, mas ele insiste: quer dar a máxima recompensa a todos, mesmo aos que chegaram por último (vv. 8-15). Deus paga sempre o máximo: não paga só metade. Paga tudo. E aqui compreende-se que Jesus não fala do trabalho nem do salário justo, que é outro problema, mas do Reino de Deus e da bondade do Pai celeste que continuamente sai para convidar e paga o máximo a todos. De facto, Deus comporta-se desta forma: não olha para o tempo nem para os resultados, mas para a disponibilidade, olha para a generosidade com a qual nos colocamos ao Seu serviço. 

A sua ação é mais do que justa, no sentido de que vai além da justiça e manifesta-se na Graça . Tudo é Graça. A nossa salvação é Graça. A nossa santidade é Graça. Ao conceder-nos a Graça, Ele dá-nos mais do que merecemos.

E assim, quem raciocina com lógica humana, isto é, a de mérito adquirido com a própria habilidade, de primeiro torna-se último. “Mas, trabalhei tanto, fiz tanto na Igreja, ajudei tanto, e sou pago da mesma forma que este que veio por último”.

Recordemos quem foi o primeiro santo canonizado na Igreja: o Bom Ladrão. Ele “roubou” o Céu no último momento da sua vida: isto é Graça, assim é Deus. Também com todos nós. Por outro lado, aqueles que procuram pensar nos próprios méritos falham; aqueles que humildemente se confiam à misericórdia do Pai, de últimos, — como o Bom Ladrão — acabam por ser os primeiros (cf. v. 16).

Que Maria Santíssima nos ajude a sentir todos os dias a alegria e a admiração de sermos chamados por Deus a trabalhar para Ele, no Seu campo que é o mundo, na Sua vinha que é a Igreja. E ter como nossa única recompensa o seu amor, a amizade com Jesus.

No final da prece mariana, antes de falar sobre o Dia da universidade católica, o Papa Francisco exortou os pastores e fiéis húngaros a preparar-se espiritualmente para o Congresso eucarístico internacional, que deveria realizar-se em Budapeste nestes dias, mas devido à pandemia foi adiado para o próximo ano. 

Queridos irmãos e irmãs! De acordo com os programas feitos antes da pandemia, nos dias passados deveria ter sido realizado o Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste. Por esta razão, desejo dirigir as minhas saudações aos Pastores e fiéis da Hungria e a todos aqueles que esperavam com fé e alegria por este evento eclesial. O Congresso foi adiado para o próximo ano, de 5 a 12 de setembro, novamente em Budapeste. Continuemos, unidos espiritualmente, o caminho de preparação, encontrando na Eucaristia a fonte da vida e da missão da Igreja.

Hoje, em Itália, é o dia da Universidade Católica do Sagrado Coração. Encorajo o apoio a esta importante instituição cultural, chamada a dar continuidade e novo vigor a um projeto que tem sido capaz de abrir as portas do futuro a muitas gerações de jovens. É importante como nunca que as novas gerações sejam formadas para cuidar

da dignidade humana e da casa comum. Saúdo todos vós, romanos e peregrinos de vários países: famílias, grupos paroquiais, associações e fiéis.

Desejo a todos bom domingo.

Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista.

 

Fonte: https://media.vaticannews.va/media/osservatoreromano/pdf/por/2020/09/POR_2020_038_2209.pdf


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Juventude ArqRio em 2020: ‘Somos o sim que o jovem rico não deu'

A frase acima, que viralizou nas redes, é do assistente eclesiástico do Setor Juventude da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, padre Jorge dos Santos Carreira, durante uma das formações no retiro anual do setor, ocorrido entre os dias 7 e 9 de fevereiro, na Casa São Francisco de Sales, da Comunidade Sementes do Verbo, no bairro do Riachuelo, subúrbio carioca. O encontro foi acompanhado de perto pelo bispo auxiliar e referencial do Setor Juventude Arquidiocesano, Dom Paulo Alves Romão.
Foram três dias de recolhimento, oração, formação, celebrações, adoração, partilhas e discernimentos, orientação espiritual, pastoral e planejamentos para 2020, conclamado Ano Missionário Arquidiocesano pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta.
Estiveram presentes um total de 30 lideranças de 12 entre as diversas expressões de juventude das associações, movimentos e Novas Comunidades que atuam na Arquidiocese do Rio de Janeiro. Através desses jovens, estavam representados os vicariatos Leopoldina, Norte, Oeste e Jacarepaguá.

Pobres em espírito
Dom Paulo presidiu a Santa Missa, na noite do primeiro dia, e fez a palestra de abertura, com o tema: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus (Mt 5, 3)”.
Com sua linguagem sempre cativante e cheia de entusiasmo, desenvolveu o tema, traçando contrapontos que foram desde Santo Agostinho até o Papa Francisco, passando por grandes nomes da literatura italiana, como os escritores Alessandro Manzoni, Alberto Moravia e Cesare Pavese, a escritora inglesa Barbara Ward, o teólogo Romano Guardini e aportando em Dom Luigi Giussani, fundador do movimento Comunhão e Libertação, que é o ‘berço’ formativo de Dom Paulo, pois, segundo ele, para Dom Giussani, “todas as bem-aventuranças são sinônimas, maneiras diferentes de falar desta pobreza, da ‘pobreza em espírito’”.
Ainda segundo o bispo referencial da juventude carioca, “nas palavras do Papa Francisco, ‘os pobres remetem-nos para o essencial da vida cristã.’ E Santo Agostinho escreve: ‘Há pessoas que mais facilmente distribuem seus bens pelos pobres, em vez de tornarem-se, elas mesmas, pobres em Deus’. Nesse sentido, quem é então o pobre? Quem não tem nada que defender senão a própria sede, a própria espera, a própria natureza original e, por isso, fica todo inclinado a reconhecer e a acolher quem lhe possa responder. É a razão por que Jesus define os pobres ‘bem-aventurados’”, explicou Dom Paulo.
E encerrou, dizendo que “por isso somos totalmente pobres, porque, diante do mistério de Deus, o homem é nada, e a sua consistência é relacionar-se, obedecer-Lhe a cada instante”, concluiu.

Vocação e missionariedade
A comunicação de Dom Paulo “pavimentou o caminho” para as formações do assistente eclesiástico, no segundo dia. O também jovem padre Jorge Carreira abordou, à luz dos Dez Mandamentos, o relacionamento do jovem cristão com Deus, a vida de oração e intimidade com Ele, para que sejam fecundas a vocação e a missionariedade, buscando sempre agregar as coisas novas e antigas ao seu “bom tesouro” e abrir-se, com confiança, às constantes novidades de Deus.

Generosidade e radicalidade
Tomando como referência o Evangelho, que narra o encontro de Jesus com o jovem rico, problematizou:
“Jesus logo o exorta a cumprir os mandamentos. E o jovem responde que os têm observado desde a infância. É fato que a proposta de Jesus (‘Uma só coisa te falta: vai, vende tudo o que tem, dá-o aos pobres e, depois, vem e segue-Me’) confrontou-o com a sua verdade sobre: até onde, realmente, ‘cumpria os mandamentos’, até onde amava Deus sobre todas as coisas, até onde ele não cobiçava as coisas alheias, já que era tão rico e apegado, então, até onde ele amava o próximo (os pais, primeiramente) como a si mesmo? Sua atitude revelou que, de fato, ele não cumpria mandamento algum, porque não cumpria o primeiro deles: não amava a Deus sobre todas as coisas, já que não deixaria tudo para seguir Seu Filho”, pontuou padre Jorge.
E disse também: “Isto mostra que, embora praticante da religião, ele não tinha relacionamento com Deus. Ao se recusar deixar tudo por Jesus e o Evangelho, ficou claro que ele, na verdade, não cumpria nada e, por isso, faltavam-lhe a generosidade e a radicalidade”, declarou.

Jovens ricos em Deus
Ao final de sua reflexão, parabenizou a presença e atuação de cada jovem representante das diversas expressões de juventude que compõem o Setor na Arquidiocese do Rio, as quais, segundo ele, estão correspondendo ao chamado de Jesus: “Se estamos aqui, é porque, de alguma forma, ‘vendemos tudo o que tínhamos’, assumimos nossa pobreza e acolhemos a Cristo como nossa única riqueza. Portanto, somos a resposta que o jovem rico não deu”, concluiu padre Jorge Carreira.

Colaboração: Flávia Muniz – Setor Juventude ArqRio


quinta-feira, 14 de novembro de 2019

CNBB inicia projeto Catequese com Adultos como caminho de aprofundamento da fé

Teve início na quarta-feira, 13 de novembro, o projeto “Catequese com Adultos” na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília voltado para os colaboradores da entidade.
O padre Jânison de Sá Santos, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico Catequética, animará os encontros mensais. A proposta, segundo o padre, é fazer com que os colaboradores da CNBB conheçam mais a Jesus, seus ensinamentos e desejem viver a sua mensagem e ensinamentos.
O religioso aponta que a metodologia será assentada em momentos de partilha, de conhecimento da Bíblia e de ensinamentos da Doutrina da Igreja. “Que as pessoas que trabalham diretamente na Conferência possam beber da fonte que traz tantos ensinamentos e coisas boas para nosso Brasil e sociedade”, disse.

Aprofundar a fé – Trata-se de uma proposta para todos que desejam aprofundar a sua fé, incluindo os que ainda não receberam os sacramentos. É o caso da colaboradora Débora Sá, da Secretaria Técnica da CNBB. Ela já vem trilhando o caminho de iniciação à vida Cristã mas considera ser uma graça o espaço para aprender novas coisas, tirar dúvidas antigas e questões que não ficaram muito claras em sua catequese.
Os temas dos próximos aprofundamentos serão sugeridos pelo grupo de 10 colaboradores que se propuseram a percorrer o caminho do projeto “Catequese com Adultos” na CNBB. Aos que ainda não receberam os sacramentos será dado um acompanhamento e orientação personalizados buscando encaminhar a formação em suas paróquias de origem e participação nas celebrações comunitárias.
O colaborador Marcos Ferreira da Silva, do setor de Manutenção da CNBB, gostou da iniciativa. Segundo ele, será possível ter um aprendizado maior sobre a Igreja, a religião e a Bíblia. Ele disse que vem aprendendo desde pequeno, mas ressalta que agora o aprofundamento será mais avançado e que vai crescer mais na sua fé e como cristão. Ele também faz catequese para adultos em sua paróquia.


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Retiro Lectionautas

O grupo Arquidiocesano de Lectio Divina conduziu em 27 de outubro de 2019 um retiro na Paróquia de São Geraldo, com a finalidade de apresentar aos participantes a Lectio Divina utilizando a Metodologia contida no Manual editado pela CELAM e Sociedade Bíblica Unidas, a fim de fomentar que cada participante desenvolva o hábito de realizá-la de modo individual e em grupos em suas respectivas paróquias.




sexta-feira, 25 de outubro de 2019

"Filho, eis aí a tua mãe"

Aconteceu no último domingo, dia 20 de outubro, a 3ª Tarde Mariana da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do Vicariato Suburbano. Realizada desde a sua 1ª edição na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Campinho, o evento tem como objetivo fortalecer a inspiração e a espiritualidade mariana na vida daqueles que estão caminhando no processo catecumenal de Iniciação à Vida Cristã.


A edição deste ano reuniu cerca de 100 jovens que foram acolhidos pelo Ministério de Música Aliança Viva. Após a celebração eucarística, presidida pelo Padre Isau, os participantes acompanharam a palestra sobre devoções marianas. Irmã Lucia Imaculada, da Congregação de Nossa Senhora de Belém, apresentou, de forma leve e criativa, a origem e a riqueza de devoções marianas que atravessam os séculos, como as do Santo Rosário e do escapulário, destacando que muitas delas surgiram em momentos de grande dificuldade, momentos em que Nossa Senhora interveio pessoalmente com amor de mãe que é de toda a Igreja.



 

Para fechar a 3ª Tarde Mariana, um delicioso lanche partilhado  pelos participantes, acompanhado de muita animação, das famosas selfies e com a esperança fortalecida pela presença materna de Nossa Senhora. A equipe vicarial da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos, mais uma vez, agradece o apoio da comunidade de Nossa Senhora da Conceição e de seu pároco, Padre Natal.



Wallace Farias – Coordenador de Jovens e Adultos do Vicariato Suburbano

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Papa na Santa Marta: cuidar dos idosos e jovens é cultura da esperança

O amor de Deus pelo seu povo não conhece "descarte": é grande, é como um fogo que nos torna mais humanos. Relendo uma passagem do profeta Zacarias, o Papa na Missa de hoje na Santa Marta, volta a destacar como, quer nas famílias como na sociedade, negligenciar crianças e idosos porque não são produtivos não é sinal da presença de Deus

Quão forte é o amor de Deus por seu povo, mesmo que este o tenha abandonado, o tenha traído, tenha se esquecido dele. Em Deus, há sempre um ardente amor do qual brota a promessa de salvação para cada um de nós.
O Papa Francisco, na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, interpreta desta forma o oitavo capítulo do livro do profeta Zacarias, onde está escrito: "Eis o que diz o Senhor dos exércitos: consumo-me de ardente amor por Sião; estou animado em favor dela de uma violenta cólera. Assim fala o Senhor: eis que volto a Sião, venho residir em Jerusalém.” Graças ao amor de Deus, portanto, Jerusalém voltará a viver.

O cuidado de idosos e crianças é uma promessa do futuro
E na Primeira Leitura são claros - ressalta Francisco - também os "sinais da presença do Senhor" com seu povo, uma "presença que nos torna mais humanos", que nos torna mais "maduros”. São os sinais da abundância da vida, da abundância de crianças e idosos que animam nossas praças, as sociedades, as famílias:
O sinal da vida, o sinal do respeito pela vida, do amor pela vida, o sinal de fazer a vida crescer e este é o sinal da presença de Deus em nossas comunidades e também o sinal da presença de Deus que faz um povo amadurecer, quando há idosos. É bonito isto: "ver-se-ão ainda velhos e velhas sentados nas praças de Jerusalém, tendo cada um na mão o seu bastão”, é um sinal. E também tantas crianças. Usa uma expressão “regorgitarão”. Muitos! A abundância de velhice e da infância. É este o sinal, quando um povo cuida dos idosos e das crianças, os têm como um tesouro, este é o sinal da presença de Deus, é a promessa de um futuro.

A cultura do descarte é uma ruína
E a amada profecia de Joel retorna às palavras do Papa: "Vossos anciãos terão sonhos, vossos  jovens terão visões". E assim, repete, entre eles há uma troca recíproca, o que não acontece quando, pelo contrário, prevalece em nossa civilização a cultura do descarte, uma "ruína" que nos faz "enviar de volta ao remetente" as crianças que chegam ou nos faz adotar como "critério" fechar os idosos em asilos porque "não produzem"," porque impedem a vida normal".
Volta então à memória do Papa a história da avó, citada em outras ocasiões, para fazer as pessoas entenderem o que significa negligenciar idosos e crianças. É a história de uma família na qual o pai decide mudar o avô para comer sozinho na cozinha porque, à medida que envelhecia, começou a deixar cair a sopa e se sujar. Mas um dia esse pai voltou para casa e encontrou o filho construindo uma mesa de madeira porque, naquele mesmo isolamento, cairia também ele mais cedo ou mais tarde.
"Quando crianças e idosos são negligenciados", se acaba nos efeitos das sociedades modernas, que Francisco recorda falando das tradições não compreendidas e de inverno demográfico:
Quando um país envelhece e não há filhos, você não vê carrinhos de nenê nas ruas, não vê mulheres grávidas: "Um filho, melhor não ...". Quando você lê que naquele país há mais aposentados do que trabalhadores. É trágico! E quantos países hoje começam a viver esse inverno demográfico. E depois, quando os idosos são negligenciados perdemos – digamos isso sem vergonha - a tradição, a tradição que não é um museu de coisas velhas, é a garantia do futuro, é o suco das raízes que faz a árvore crescer e dar flores e frutos. É uma sociedade estéril para as duas partes, e assim acaba mal.
"Sim, é verdade", acrescenta o Papa, "a juventude se pode comprar": hoje existem tantas empresas que a oferecem na forma de truques, cirurgia plástica e lifting, mas - é a reflexão de Francisco - tudo sempre acaba no "ridículo"."

Velhos e jovens: esperança de nação e Igreja
Qual é então o coração da mensagem de Deus? É o que o Papa chama de "cultura da esperança" e que é representada exatamente por "velhos e jovens". São eles a certeza da sobrevivência de "um país, de uma pátria, da Igreja".
E a conclusão da homilia refere-se às tantas viagens do Papa no mundo, quando os pais levantam seus filhos para a bênção e fazem isso como se fossem mostrar os próprios "tesouros", uma imagem que deveria fazer refletir:
E nunca esqueço aquela velhinha na praça central de Iași, na Romênia, quando olhou para mim - ela era como as avós romenas, com um véu -, ela me olhou, tinha o neto nos braços e o mostrou para mim, como que dizendo: "Esta é a minha vitória, este é o meu triunfo”. Essa imagem, que depois girou pelo mundo, nos diz mais do que essa pregação. Portanto, o amor de Deus é sempre semear amor e fazer o povo crescer. Não cultura do descarte. Não sei, me vem de dizer, me perdoem, a vocês, párocos, quando à noite fazem o exame de consciência, perguntem isso: como me comportei hoje com as crianças e com idosos? Nos ajudará.


terça-feira, 10 de setembro de 2019

10º Encontro Vocacional do Vicariato Jacarepaguá

No domingo, dia 01 de setembro, a Paróquia São Bartolomeu, no Itanhangá, sediou o aniversário de 10 anos do Encontro Vocacional do Vicariato Jacarepaguá.
Este Encontro é voltado para todas as turmas de Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do vicariato e tem como principal objetivo apresentar vocações aos jovens que estão buscando o Sacramento do Crisma para que tenham conhecimento sobre vida religiosa, matrimonial e sacerdotal e assim possam iniciar sua caminhada vocacional.

Iniciamos com a Santa Missa celebrada pelo Pe. Marcos Talo que contou com a presença de representantes das Irmãs do Instituto Nossa Senhora da Piedade, Irmãs Vocacionitas, Irmãs Mínimas da Paixão, Irmãs de Belém, vocacionados da Congregação Sementes do Verbo e Servas de Maria do Brasil.

Com o tema “Vocação do Catequista”, Dom Paulo Romão esteve presente trazendo seu testemunho de vida e anunciando os caminhos para a Catequese no Brasil, realçando a importância de ser catequista.

Em formato de feira, as Congregações expuseram seus carismas e informativos sobre as respectivas comunidades. Os 183 jovens participantes puderam tirar dúvidas sobre a vida religiosa, início da caminhada, vida em comunidade, etc.
O Encontro Vocacional iniciou na paróquia São Bartolomeu e ao longo dos anos caminhou por diversas paróquias do vicariato. Em seu aniversário de dez anos a equipe organizadora decidiu voltar à paróquia de origem.


A equipe deseja agradecer com todo carinho aos convidados que fizeram deste, um Encontro alegre e acolhedor. Em especial ao Padre Sérgio Ricardo, pároco da Bartolomeu que acolheu todos em sua casa. À presença do Vigário Episcopal Mons. Robert, presente em mais um ano do nosso Encontro e ao nosso querido Dom Paulo Romão, que em meio a tantos compromissos como Bispo dedicou-nos seu tempo precioso com um belo testemunho.



 



Obrigado a todos que apoiaram.

Dorgival Francisco – Coordenador de Jovens e Adultos do Vicariato Jacarepaguá