segunda-feira, 25 de abril de 2016

“Todo o batizado é um discípulo missionário”

O Ano da Esperança, vivenciado por toda a Arquidiocese do Rio de Janeiro em 2015, teve como gesto concreto a missão popular. Porém, a missionariedade, que jamais se encerra, terá continuidade durante o Ano da Misericórdia. Por isso, o Conselho Missionário Arquidiocesano (Comidi) realizará, no dia 7 de maio, na Catedral, uma formação para os Conselhos Missionários Paroquiais (Comipas), das 8h às 12h.
De acordo com o coordenador arquidiocesano da dimensão missionária, padre Licinho Cohen Couto, houve um crescimento na consciência missionária, mas também existe a necessidade de criar e dar estrutura às Comipas.
“Retornamos às atividades com muita alegria. O ano de 2015 foi muito efetivo, houve um envolvimento das paróquias de maneira que nos deixou muito contentes e sentimos, assim, o crescimento da consciência missionária. Agora, o grande passo que daremos será aproveitar toda essa motivação e o trabalho que foi feito para continuar através da criação e formação de Comipas. Desde a primeira reunião de 2016, estamos preparando esse encontro de formação porque é algo fundamental”, afirmou o padre.
O conselho missionário tem várias instâncias, a primeira delas é o Conselho Missionário Nacional (Comina), cuja função é animar as pessoas para o trabalho missionário, dar formação e estruturas. A nível regional, a Arquidiocese do Rio compõe o Conselho Missionário Regional Leste 1 (Comire Leste 1), tendo o bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa como animador. Em seguida, o Conselho Missionário Diocesano (Comidi) e depois os conselhos missionários Vicarial e Paroquial, no qual o pároco é o responsável pela comissão.
Padre Licinho destacou que se faz necessário o envolvimento de todos os movimentos e pastorais. Ele ainda ressaltou que é preciso ultrapassar as pastorais mais conservadoras para dar continuidade à missão e que é fundamental que os leigos assumam o compromisso missionário.
“Queremos mostrar que os conselhos não são pastorais, mas querem envolver todas as forças na esfera em que trabalham. Queremos ter um representante das pastorais, justamente porque a missão é para todos. Desejamos que os movimentos se envolvam com o nosso trabalho e que nós também estejamos comprometidos com os deles, no sentido de que tudo deve ser missionário. Quando o Papa Francisco declarou que desejava uma Igreja em saída, ele quer mostrar que a Igreja somos todos nós. Temos as dificuldades, também por conta das pastorais de conservação, mas percebemos que o mundo atual clama com sede de Deus, e não podemos ficar com os olhos e ouvidos fechados para essa realidade. Queremos que cada vez mais o leigo assuma esse protagonismo da missão”, sublinhou.
Padre Licinho ainda acrescentou que, geralmente, os padres e os bispos recebem as funções de animadores, como aqueles que vão incentivar e deixar com que os leigos possam assumir também os trabalhos. O pároco pode ser o presidente, como aquele que está à frente, mas também delegar funções.
“A Conferência de Aparecida foi muito clara, enfática e muito feliz quando alertou que todo o batizado é um discípulo missionário. Então, as funções, os encargos, os ministérios, eles variam, mas nenhum tem a mesma importância dentro do aspecto missionário. Então, quando o documento nos deu a clareza dessa responsabilidade, vimos frutos maravilhosos”, acrescentou o padre.
De acordo com o padre, muitos missionários também se preparam para viver uma nova missão durante a Jornada Mundial da Juventude, que vai acontecer na cidade polonesa de Cracóvia, em julho deste ano.
“Estamos nos preparando com todo entusiasmo para a missão em Cracóvia, durante a Jornada Mundial da Juventude. Vários missionários estão se organizando e a gente quer entrar nesse espírito eclesial, nessa festa com a juventude. Estamos bem empolgados e com o espírito de que nós já recebemos o missionário maior, o Papa Francisco, aqui no Rio. Agora a gente quer de novo fazer essa experiência, mas de uma maneira nova, vamos levar esse espírito que o brasileiro tem de confraternização e alegria”, concluiu.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4304/todo-o-batizado-e-um-discipulo-missionario 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Jovens de todo o Brasil participam de Romaria em Aparecida

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP) recebe, neste final de semana, dias 9 e 10, centenas de jovens para a primeira Romaria da Juventude. Com o tema “Juventude com Cristo na casa de Maria”, o evento organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude reúne as diversas expressões juvenis da Igreja no Brasil em sintonia com a 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 
O bispo de Caxias (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, manifestou sua gratidão pela participação expressiva da juventude de vários lugares do Brasil. 
            “Nós agradecemos a Deus e a Nossa Senhora Aparecida porque jovens de todos os recantos do Brasil vieram a Aparecida nesta primeira Romaria Nacional. Que Deus abençoe a Juventude e a Igreja possa continuar abraçando sempre essa causa, porque a Juventude é o presente, é o futuro de nossa Igreja”, desejou.

Tendas
Os bispos referenciais para a Juventude nos regionais da CNBB se dividiram, neste sábado, 9, pelas cinco tendas das expressões juvenis para conduzir catequeses.
Na tenda Rota 300, houve catequeses sobre “Espiritualidade da jovem Maria”, “Maria: Mãe das Vocações”, “Ecologia e vida”, “Obras de misericórdia” e “Maria, mãe da esperança”. O bispo de Barretos (SP), dom Milton Kenan Júnior, falou sobre as obras de misericórdia.
A tenda Movimentos teve as catequeses sobre os temas “Maria, a Rainha de toda a Criação”, inspirada no parágrafo 241 da encíclica Laudato Si, do papa Francisco, e “Mãe da Misericórdia ensina-nos a contemplar esse mundo com sabedoria”, com base na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus. Esta pregação foi proferida pelo bispo de São Luiz de Cáceres (MT), dom Antonio Emídio Vilar. 
“Um tema, justamente, na casa da mãe, neste ano da Misericórdia, para que ela nos ensine a olhar esse mundo com o mesmo coração de mãe, com a sabedoria que ela recebeu, como dom do Espírito para também olhar essa humanidade tão necessitada da misericórdia”, explicou dom Vilar.
O bispo de Três Lagoas (MS), dom Luiz Gonçalves Knupp, conduziu a reflexão na tenda da Pastoral da Juventude, com o tema Missão. No espaço, também houve catequese sobre “Ecologia” e foi abordada a temática da Semana da Cidadania, que está em sintonia com a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 e com o eixo ecologia da Rota 300. As atividades da tenda foram encerradas com uma ciranda pela vida da Juventude.
A primeira catequese da tenda Congregações foi sobre “Espiritualidade da jovem Maria”. O módulo contou com uma feira do carisma e encerrou com a pregação sobre “Maria, mãe da esperança”, com o bispo de Jaboticabal (SP), dom Eduardo Pinheiro da Silva.
A tenda Novas comunidades teve catequese sobre o tema “Juventude em missão com a mãe Aparecida”. Os jovens puderam participar de uma roda de experiência missionária e de momentos de reflexão a respeito da missão, da assessoria e do projeto rota 300. “Maria e a nova evangelização” foi o tema da catequese com o bispo de Sobral (CE), dom José Luiz Gomes de Vasconcelos.
O bispo iniciou sua reflexão contextualizando os jovens na experiência da peregrinação, do tempo pascal, rumo a Pentecostes. “Então nós estamos no cenáculo com Maria, estamos para receber o Espírito Santo, para sermos essa Igreja missionária que nasceu a partir de Pentecostes, por isso é importante se situar dentro desse contexto. Maria foi a estrela da primeira evangelização. Foi Maria que congregou em torno dos apóstolos, que saíram cheios do Espírito Santo e anunciaram o evangelho a toda criatura”, explicou. 
“Hoje, Maria nos congrega novamente, congrega essa juventude maravilhosa, que sai em peregrinação”, disse dom Vasconcelos, que alertou aos participantes que a Romaria não é uma ocasião de turismo ou passeio. “Peregrinar significa sair, desinstalar-se, sair de si mesmo. É isso que nós queremos, sair para um encontro pessoal com o Divino Espírito Santo, com Jesus, o Divino Pai Eterno, com a Santíssima Trindade e com Maria e, a partir daí, sairmos em missão para uma nova evangelização”, disse.
Para o bispo de Sobral, uma nova evangelização precisa ser nova em seus métodos, na sua maneira de expressar-se, com o protagonismo jovem.
Na programação das tendas houve ainda oficinas, talk show, dinâmicas, momentos de partilha, animação, louvor e oração, rodas de conversa e intervenções artísticas.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Pessoas com deficiências múltiplas recebem visita de universitários em Curitiba

Na tarde da última sexta-feira, 1º, considerado como Dia da Mentira, os alunos que fazem parte da Pastoral Universitária do Centro Acadêmico da Faculdade Católica de Administração e Economia (FAE) realizaram uma atividade pra lá de verdadeira: com o coração cheio de alegria e disponível para fazer o bem, os jovens visitaram a Casa de Acolhimento Pequeno Cotolengo, em Curitiba (PR), local de referência no acolhimento, saúde, educação e qualidade de vida para pessoas com deficiências múltiplas, abandonadas pelas famílias ou em situação de risco. A missão já acontece há 50 anos e hoje atende 200 pessoas que moram no abrigo e mais de 40 mil que precisam de atendimentos anuais em 13 especialidades na saúde.
Durante a visita, os jovens puderam trabalhar com aqueles que são atendidos pela casa de acolhimento na confecção de peças artesanais para venda. De acordo com os participantes, foi uma rica partilha de vida, por meio da qual puderam desfrutar de entusiasmadas conversas sobre passeios que os atendidos fizeram e souberam um pouco mais de seus sonhos e alegrias.
Numa outra dinâmica, os jovens foram convidados a entrar nos espaços da casa e visitar aqueles que possuem mais dificuldades para se movimentar, muitas vezes fazendo uso das cadeiras de roda. Mas isso não foi impedimento para um bom passeio pelos jardins do local, regado de muita alegria e um clima fantástico para tal atividade, raro na capital paranaense. Jovens e atendidos também usufruíram de momentos de descontração com músicas e danças.

Por Frei Augusto Luiz Gabriel, ofm e Frei Gabriel Dellandrea, ofm

Fonte: http://jovensconectados.org.br/pessoas-com-deficiencias-multiplas-recebem-visita-de-universitarios-em-curitiba.html


segunda-feira, 21 de março de 2016

D. Orani e jovens cariocas celebram a Jornada Diocesana da Juventude

     Neste ano em que a Igreja Católica celebra o Jubileu da Misericórdia, o tema escolhido para a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), a dimensão diocesana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), foi “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7). O evento foi realizado em uma das Portas Santas do Ano Jubilar, o Santuário da Penha, na Penha, no último sábado, dia 19 de março. O objetivo do encontro foi também preparar os jovens para a 31ª JMJ, que acontecerá em julho deste ano na cidade de Cracóvia, na Polônia.
         O arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, participou do evento, que contou com a bênção dos ramos – uma vez que o evento foi realizado um dia antes do Domingo de Ramos, como tradicionalmente acontece –, com a procissão e missa presidida por Dom Orani. Além disso, a Jornada Diocesana da Juventude também proporcionou aos jovens cariocas um espetáculo teatral e animação ficou por conta da Comunidade Bom Pastor.
     O bispo animador da Pastoral da Juventude, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, o assessor eclesiástico do Setor Juventude, padre Jorge Carreira, e o assessor eclesiástico da Pastoral da Juventude, padre Antônio Augusto da Silva Bezerra, também participaram do momento.

Fotos: Carlos Moioli

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4192/cardeal-tempesta-e-jovens-cariocas-celebram-a-jornada-diocesana-da-juventude

            




quinta-feira, 17 de março de 2016

Voluntária brasileira incentiva inscrição na JMJ de Cracóvia

            A nossa convidada hoje no espaço Juventude é Michele Magalhães. Baiana de Senhor do Bonfim, ela é voluntária e missionária em Cracóvia. Michele é referência para os peregrinos de língua inglesa que ligam para o setor de inscrições da JMJ 2016.

>> Ouça a entrevista

            Ela fala sobre as dúvidas mais comuns que os peregrinos têm e de como é possível pedir auxílio ao fundo de solidariedade. No final, Michele “lamenta” não ter conhecido antes a Jornada Mundial da Juventude: “se tivesse conhecido, teria participado desde pequena”, disse a voluntária que esteve nas edições de Madri e do Rio de Janeiro.
            “Eu gostaria de motivar ainda mais os peregrinos que sonham em vir para que façam sua inscrição. E que, com alegria, motivem cada vez mais outros jovens para não perder essa oportunidade. Por mais que a situação financeira não seja tão fácil, quando a gente pede a Deus a graça e se decide, com certeza, esses jovens também poderão vir. Então, que os jovens formem seus grupos e não deixem de experimentar essa graça no próximo ano”.

Foto: Rádio Vaticano

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4174/voluntaria-brasileira-incentiva-inscricao-na-jmj-de-cracovia
             

quarta-feira, 9 de março de 2016

Jornada Diocesana da Juventude 2016

Neste ano em que a Igreja Católica celebra o Jubileu da Misericórdia, o tema escolhido para a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), a dimensão diocesana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), foi “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7). O evento acontecerá em uma das Portas Santas do Ano Jubilar, o Santuário da Penha, na Penha, no dia 19 de março. O objetivo é preparar os jovens para a 31ª JMJ, a acontecer em julho deste ano na cidade de Cracóvia, na Polônia.
As atividades terão início com a bênção dos ramos – uma vez que o evento será um dia antes do Domingo de Ramos, como tradicionalmente acontece – e uma procissão, cuja concentração será na Igreja Bom Jesus da Penha, na Penha, às 15h. De lá, os jovens seguirão para o santuário. Além da missa presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, haverá teatro e a animação será da Comunidade Bom Pastor.
O bispo animador da Pastoral da Juventude, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, o assessor eclesiástico do Setor Juventude, padre Jorge Carreira, e o assessor eclesiástico da Pastoral da Juventude, padre Antônio Augusto da Silva Bezerra, também participarão do momento.

Bem-aventuranças e Ano Jubilar
As Bem-aventuranças vêm sendo trabalhadas como temas das jornadas desde 2014, quando se meditou sobre a quinta delas: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3). A sugestão foi do Papa Francisco, que este ano escolheu a bem-aventurança da misericórdia para que a JMJ também estivesse incluída nas ações para este Ano Jubilar.
“Levai a chama do amor misericordioso de Cristo – de que falava São João Paulo II – aos ambientes da vossa vida diária e até aos confins da terra. Nesta missão, acompanho-vos com os meus votos de todo o bem e as minhas orações, entrego-vos todos a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, nesta última etapa do caminho de preparação espiritual para a próxima JMJ de Cracóvia”, incentivou o Sumo Pontífice em sua mensagem para a 31ª JMJ, publicada em agosto de 2015.
O padre Jorge Carreira explicou que a Jornada é um momento de encontro do bispo diocesano e dos padres com os jovens, que acontece desde a década de 80, por instituição do Papa João Paulo II. “Neste ano de 2016, somos convocados a estarmos presentes, fazendo a diferença, acolhendo e refletindo sobre a mensagem do nosso Papa. Não podemos perder a oportunidade de viver esse novo tempo que o Senhor está preparando para a juventude: o tempo da misericórdia”, exortou ele.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4143/jornada-diocesana-da-juventude-2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Questões nevrálgicas

D. Antonio Augusto Dias Duarte
Presidente da Comissão de Promoção e Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro


Há questões que tocam as “terminações nervosas” da inteligência e da consciência das pessoas, que têm uma preocupação crescente com o que está acontecendo no Brasil e no mundo.
As notícias sobre a saúde pública e a segurança urbana, sobre a economia e os personagens da política, da Igreja Católica e de diversas instituições religiosas, etc. chegam diariamente a essas “terminações”, e confundem as mentes de pessoas que querem o bem do nosso país e esperam dos governos uma ordem mundial mais justa e pacífica.
Muitas pessoas, atualmente, sentem a dor aguda da perplexidade, ou a dor latejante da desesperança, ou a dor intermitente da incerteza, e, sobretudo, a forte e irradiante dor da dúvida: tudo que está acontecendo e que está sendo noticiado deve ser aceito ou não como verdadeiro e como um sinal do progresso da humanidade?
É preciso concordar que, a “doença do verão”, a Zika, que está assustando a população brasileira – especialmente as mães que estão gestando seus filhos ou que já deram a luz crianças com microcefalia –, segue as explicações dadas pelos governantes, pelo Ministério da Saúde do Brasil, pelas organizações internacionais (OMS, ONU), ou essas palavras explicativas serão mais uma das várias formas de manipulação da mente do nosso povo?
Deve-se assistir, como espectador atônito e indignado, as várias iniciativas de ONGs abortistas e as estratégias de fundações internacionais, que já estão se movimentando, a fim, de legitimar – juridicamente – mais uma permissão do aborto para essas crianças com microcefalia, cujo diagnóstico só é feito no último trimestre da gravidez?
Deve-se ficar passivo diante de reportagens geradas em agências internacionais de notícias e reproduzidas na mídia nacional, e que lançam no ar poeiras de dúvidas sobre a amizade sincera e pura de São João Paulo II com uma médica e filosofa polonesa desde que era arcebispo de Cracóvia?
É preciso ficar calados e omitir-se diante de tantas e tantas declarações feitas por pessoas do mundo político, artístico e até mesmo eclesiástico, que só confundem as consciências, sobretudo a dos jovens, desorientado-as sobre os valores fundamentais da ética, que constroem o caráter humano e, consequentemente, edificam uma sociedade mais humanizada e humanizadora?
Valores como a dignidade da pessoa humana, a inviolabilidade e a sacralidade da vida humana, o significado e a riqueza presente na sexualidade humana, a grandeza e a beleza da família construída sobre o amor total, fiel e fecundo entre um homem e uma mulher, a educação integral da mente, do coração e da liberdade das crianças, dos jovens, a indiscutível e inegável formação religiosa de cada cidadão, com toda a força das verdades e da ética que ensinam os diversos credos, etc., são as questões nevrálgicas, que tocando as “terminações nervosas”, fazem sofrer muitas pessoas, muitas vezes por causa da falta de palavras claras, orientadoras e firmes sobre cada um desses bens humanos e culturais.
Muitas das questões nevrálgicas que afligem grande parte do povo brasileiro da atualidade exigem atitudes corajosas, e entre elas vale a pena destacar a coragem de repelir as ideias falsas com ideais verdadeiros e atraentes.
Um desses ideais é para o de procurar, encontrar e formar homens e mulheres, adultos e jovens, que não queiram ser só pessoas corretas, mas que queiram ser líderes católicos, que aspirem ser pessoas de caráter, comprometidas, articuladas e bem unidas, a fim de criarem, todos juntos, uma força tarefa contra a cultura dominante de morte, contra o secularismo dominante, contra a ditadura do Relativismo, contra as ideologias destruidoras da família, contra a intolerância e perseguição religiosa, para que haja culturas e políticas favoráveis ao bem comum do Brasil e da sociedade mundial.
Trata-se de ter e de aumentar o número de homens e de mulheres, de famílias e de instituições de ensino, de paróquias e de movimentos e novas comunidades, preocupados e decisivamente ocupados em mudar a opinião pública, as políticas públicas, a educação publica, a moralidade pública, através de líderes bem formados na religião e nos valores morais.
Que pedagógica a inscrição gravada numa tábua de argila babilônica do século XI antes de Cristo: “A juventude de hoje está corrompida até o coração. É má, ateia e preguiçosa. Jamais será o que deveria ser, nem será capaz de preservar a nossa cultura”.
O império da Babilônia, bem como os grandes impérios da história, ruíram não por questões epidérmicas, mas por questões nevrálgicas, tais como a degradação moral da família, o desprezo moral pela vida, a corrupção das autoridades civis e religiosas, e, sobretudo, pela carência de líderes corajosos, religiosos comprometidos com a construção de um mundo melhor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Santuário de Aparecida receberá Romaria Nacional da Juventude

Evento ocorrerá durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, com a proposta de reunir os bispos e jovens.

            Diferentes expressões juvenis do Brasil irão peregrinar ao Santuário de Aparecida (SP), dias 9 e 10 de abril, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB. A Romaria Nacional da Juventude integra a programação do Projeto #Rota300, que antecede as celebrações do Jubileu do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017.
           O evento é uma parceria entre a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a reitoria do Santuário Nacional de Aparecida (SP). As dioceses e comunidades já começaram a organizar caravanas para participar da Romaria. 
            De acordo com o reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida, a proposta da Romaria é aproximar os jovens do episcopado. “Durante a vigília do ano passado, a juventude veio, passou uma noite em oração. Então, nasceu a ideia de, anualmente, promovermos, durante a Assembleia dos bispos, uma romaria oficial da juventude ao Santuário Nacional”, explica o reitor. 
            O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Vilson Basso, explica que o #Rota 300 tem um espírito missionário deixado pelas palavras do papa: “Ide sem medo para servir”.
            “Foi um espírito missionário que ficou no coração da juventude. A exemplo da cruz da Jornada Mundial da Juventude que caminhou pelo Brasil, pensamos que Nossa Senhora Aparecida também poderia ser levada pelos jovens pelo Brasil afora", recorda dom Vilson. 
            As inscrições para a Romaria da Juventude estarão disponíveis, em breve, no site dos Jovens Conectados

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18080:santuario-de-aparecida-recebera-romaria-nacional-da-juventude&catid=402&Itemid=126

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Jesus no Litoral

            A edição Rio de Janeiro do Projeto Jesus no Litoral (JNL) levou, de 7 a 10 de janeiro, 110 jovens entre 17 e 40 anos à Praia de Ipanema para evangelizar cariocas e turistas. Foram realizadas atividades como orações em grupos, evangelização para crianças e a pregação do querigma à beira-mar.
            O evento teve início no dia 7 com o envio do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que abriu, na ocasião, a Trezena de São Sebastião, que culmina no dia do padroeiro da cidade, 20 de janeiro.
            Em sua homilia, o cardeal lembrou uma das propostas que o Papa Francisco fez para este Ano Jubilar da Misericórdia: “É um ano de graça para toda a Igreja, para que sejamos o rosto da misericórdia de Cristo. Aquele que se deixa ser amado por Deus não vive da mesma forma. E cabe a nós sermos portadores dessa boa notícia no mundo: o amor de Deus”, disse.
            Esta foi a terceira vez que o projeto aconteceu na cidade. As outras duas aconteceram em 2010 e em 2013 durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013). Segundo o organizador do projeto no Rio, Ricardo Cardoso da Silva, coordenador do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC) do Estado do Rio, a missão passará a acontecer anualmente no mês de janeiro, cada ano em uma praia diferente do estado.

JNL e RCC
            O JNL é um projeto da Renovação Carismática Católica (RCC) surgido há 10 anos no Paraná. Desde então, já aconteceu em quase todos os estados com litoral no Brasil.
            “A ideia é evangelizar, levar o amor de Deus aos banhistas, aos turistas. Dentro dessa perspectiva, fazemos aquilo que nos pede o Papa Francisco: ir além, anunciar, ser uma Igreja em saída, em missão”, pontuou o organizador. Segundo ele, o projeto carrega a identidade da RCC porque visa levar o amor de Deus, através do batismo no Espírito Santo, a todos os corações.

Em missão
            Para começar a missão, os jovens se dividiram em três pontos da Praia de Ipanema: desde o Arpoador até a altura do Leblon. Eles evangelizaram centenas de banhistas através da pregação do querigma. Três tendas de evangelização deram suporte aos missionários.
            “Assim como a palavra de Jesus (Lc 19,9) nos diz: ‘a salvação entrou na sua casa’, do mesmo jeito posso falar que a salvação hoje entrou na sua praia”, disse o jovem Bruno Oliveira, do Ministério Jovem Sal e Luz, em sua pregação.
            De acordo com o organizador, os frutos da missão já puderam ser vistos enquanto ela acontecia. Na noite do dia 9, sábado, houve um luau em que compareceram muitas pessoas que haviam sido evangelizadas mais cedo durante o dia. “Os frutos foram lindos! Conseguimos fazer as pessoas virem novamente ao encontro de Cristo”, frisou Ricardo.


Menino Jesus no Litoral
            Enquanto acontecia a evangelização, os filhos das pessoas que estavam sendo evangelizadas participavam de atividades com os servos do ministério para as crianças em uma tenda específica. “Chamamos essa parte do projeto de ‘Menino Jesus no Litoral‘. Foram brincadeiras, música, entre outras atividades”, explicou o coordenador.

Suporte
            O monsenhor Manuel Moreira Vieira, pároco da Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, deu apoio ao projeto, oferecendo a paróquia para que os missionários pudessem usar como base para descanso, utilização de banheiros e alimentação.
            Também participaram da missão o assistente eclesiástico da RCC, padre Antônio José Afonso da Costa, o assistente eclesiástico do Setor Juventude, padre Jorge dos Santos Carreira e o padre Anderson Batista Monteiro, vigário paroquial da Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo.
            O então pároco da Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, padre Geovane Ferreira da Silva, foi quem direcionou as atividades de preparação, que ocorreram em sua paróquia no segundo dia.
            “Nós pudemos ver, com a missão Jesus no Litoral, que os banhistas ficaram impactados e que as pessoas fizeram esse questionamento: ‘a Igreja Católica está realmente na rua? É isso?’ O amor de Deus alcançou o coração das pessoas. A missão é conhecida pelos frutos, e podemos dizer que muitos frutos já estão sendo colhidos. Afirmo isso por causa dos testemunhos dos missionários e das pessoas que estiveram conosco. Podemos dizer que a missão teve muito êxito por causa dos frutos que já vimos”, assegurou Ricardo.

Colaboração: Jersey Simon

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, página 8 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Réveillon da Paz promete animação e oração

Com fortes momentos de oração e shows de banda e DJ, o Réveillon da Paz é a oportunidade ideal para quem quer aproveitar a companhia de familiares e amigos em um clima de tranquilidade e animação. A programação da festa começa às 22h no dia 31 de dezembro, com a Santa Missa, e segue até às 5h do primeiro dia do ano de 2016 na Praia de Botafogo. A entrada é gratuita.
O grande diferencial do Réveillon da Paz é a virada de ano em Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de bênção do sacerdote. A programação segue pela noite com muita música e descontração. Quem deseja todo o clima de "festa na praia" pode levar cangas, cadeiras para aproveitar a areia. Haverá venda de bebida e comidas, mas também pode ser levado de casa.
“O Réveillon da Paz é uma oportunidade de iniciar o ano novo aos pés do Senhor, cercado de amigos e família. Uma festa com muita música, animação e oração em um ambiente praiano, onde todos se unem para pedir paz ao mundo e as bênçãos de Deus para o ano que começa”, destacou o organizador do evento, Julio César.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3925/reveillon-da-paz-promete-animacao-e-oracao

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Papa confidencia aos jovens a sua maneira de ler a Bíblia

O prefácio de uma Bíblia voltada ao público jovem, escrito pelo Papa Francisco, foi publicado na revista dos jesuítas “La Civiltà Cattolica”. O Papa afirma no texto amar a sua velha Bíblia e que esta foi “testemunha” de sua alegria e foi “banhada” por suas lágrimas: “É o meu inestimável tesouro. Vivo dela e por nada no mundo me desfaria dela”. Francisco dá várias sugestões aos jovens em como usá-la, ao mesmo tempo em que confidencia a eles como lê a sua “velha Bíblia”.
Francisco iniciou o texto afirmando que os jovens se surpreenderiam com a aparência de sua Bíblia, velha e usada, mas que por nada faria menos dela pois ela o acompanhou em “metade” de sua vida. Em seguida, recordou as perseguições aos cristãos no mundo na atualidade, afirmando com certa ironia, que “evidentemente a Bíblia é um livro extremamente perigoso, causa tanto risco, que, no entanto, em certos países, quem possui uma é tratado como se escondesse no armário bombas ao alcance da mão”.
O Papa chama a atenção para o fato de que muitas vezes os cristãos consideram a Bíblia como uma simples obra-literária e chegou a fazer referências às palavras de Mahatma Gandhi que afirmava: “Aos cristãos foi confiado um texto com quantidade de dinamite suficiente para fazer explodir em mil pedaços a civilização inteira, para colocar de cabeça para baixo o mundo e levar a paz a um planeta devastado pela guerra, mas o tratam como se fosse uma simples obra literária, nada além disto”.
Contrastando esta abordagem do texto sagrado, Francisco recorda que a Bíblia não é uma seleção de histórias antigas e bonitas, mas “pela Palavra de Deus, a luz veio ao mundo e nunca mais se apagou. Acolhamos o tesouro sublime da Palavra revelada!”.
“Vocês têm entre as mãos, portanto, algo de divino, um livro como fogo, um livro no qual Deus fala. Por isto, recordem-se: a Bíblia não é feita para ser colocada em uma prateleira, mas é feita para ser levada na mão, para ser lida frequentemente, a cada dia, quer sozinho como acompanhados”, escreveu o Papa aos jovens.
Francisco sugere aos jovens a leitura conjunta da Bíblia, assim como se vai acompanhado ao shopping ou praticar esportes, propondo também que a leiam “ao ar livre, mergulhados na natureza, no bosque, na beira do mar, de noite à luz de velas. Vocês fariam uma experiência forte”. E questiona: “Ou quem sabe vocês têm medo de parecerem ridículos diante dos outros?”
O Papa explica que a Palavra de Deus, para mostrar a sua força e transformar a nossa vida, deve ser meditada e lida em profundidade, pois através dela “Deus está me falando”.  E confidencia como lê a sua velha Bíblia: “Frequentemente a pego, a leio um pouco, depois a deixo de lado e me deixo olhar pelo Senhor. Não sou eu que olho para ele, mas Ele que olha para mim, colocando assim na escuta do Senhor. Às vezes Ele não fala: e então não ouço nada, somente vazio, vazio, vazio…. Mas, paciente, permaneço lá e o espero assim, lendo e rezando. Rezo sentado, porque me faz mal ficar de joelhos. Às vezes, rezando, até mesmo adormeço, mas não tem problema: sou como um filho próximo ao seu pai, e isto é aquilo que conta”.
Ao concluir, enfatizou: “Vocês querem me fazer feliz? Leiam a Bíblia”.
O prefácio foi escrito para uma Bíblia dirigida aos jovens. A ideia da obra é de Thomas Söding, professor do Novo Testamento na Universidade de Bochu, e por longos anos membro da Comissão Teológica Internacional da Santa Sé. Pai de três filhos, sentia a necessidade de oferecer aos jovens uma possibilidade de acesso à Bíblia que fosse atraente. Assim, entrou em contato com Georg Fisher (Universidade de Innsbruck) e Dominik Markl (Pontifício Instituto Bíblico, em Roma), jesuítas austríacos e professores de Antigo Testamento, convidando-os a colaborar com o projeto. Após a ampla divulgação do catecismo para jovens Youcat, os autores convidaram a Youcat Foundation (Augsburg), junto com a Katholische Bibelanstalt (Stuttgart), para colaborar com o projeto.
Confira o texto na íntegra:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Papa em sua Catequese: Jovens o que querem fazer das suas vidas?

O Papa Francisco falou sobre sua recente viagem à África na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro. Por sua vez, convidou os jovens a pensar em sua vocação e sobre a possibilidade de o Senhor os chamar para ser missionários e evangelizar em qualquer lugar do mundo.
Os missionários são “homens e mulheres que deixaram tudo, a pátria, desde jovens e se foram, em uma vida de muito trabalho, às vezes dormindo sobre a terra, toda a vida”, disse Francisco.
Em seguida, contou uma anedota que lhe ocorreu na República Centro-Africana: “Em um momento encontrei em Bangui uma religiosa italiana, via-se que era anciã: ‘Quantos anos tem?’, perguntei-lhe. ‘81’. ‘Ah, não muito… dois a mais do que eu, não muito’. Estava com uma menina e a menina, em italiano, chamava a freira de ‘vovó’. 81 anos e estava ali desde que tinha 23 ou 24 anos. Toda a vida. E, como ela, muitos. ‘Mas eu não sou daqui, sou do país vizinho, do Congo, mas vim em canoa com esta menina’”.
“Assim são os missionários, valentes. ‘E o que você faz, irmã?’. ‘Eu sou enfermeira e depois estudei um pouco e me tornei parteira, ajudei a nascer 3.280 crianças”.
“Uma vida inteira pela vida dos outros. Como ela, existem tantos outros, religiosos, padres, missionários que ‘queimam’ suas vidas para anunciar Jesus Cristo. Isto é muito bonito”.
O Papa continuou improvisando: “Eu gostaria de dizer uma coisa aos jovens… há poucos porque a natalidade na Europa parece que é um luxo. Natalidade 0%, natalidade 1%. Mas, me dirijo aos jovens: pensem no que farão de suas vidas, pensem nesta religiosa e em tantas como ela, que deram a vida e muitos morreram ali. A missionariedade não é fazer proselitismo, porque esta irmã me disse que até os muçulmanos vão até elas porque sabem que as freiras são boas enfermeiras que curam bem e não fazem catequese para convertê-los, a não ser testemunho, e a quem quiser, dão catequese. Testemunho: esta é a grande missionariedade heroica da Igreja, anunciar Jesus Cristo com a própria vida”.
“Dirijo-me aos jovens: o que pensam, o que querem fazer com sua vida? É o momento de pensar e pedir ao Senhor que te faça sentir a vontade dele, mas não excluam por favor esta possibilidade de ser missionários para levar o amor, a humanidade, a fé a outros países. Não para fazer proselitismo, isso o fazem outros que procuram outra coisa. A fé se prega primeiro com o testemunho e depois com a palavra, lentamente”.
Na catequese, o Pontífice relembrou os três países do continente africano que visitou durante seis dias, Quênia, Uganda e República Centro-Africana, de onde retornou a Roma na segunda-feira, 30 de novembro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Visita dos jovens do Santuário da Divina Misericórdia ao Lar das Senhoras Cegas

Neste domingo, solenidade de Cristo Rei, os pré-catecúmenos do Santuário da Divina Misericórdia (Vila Valqueire) visitaram o Sodalício da Sacra Família em Jacarepaguá, um lar para idosas que estão perdendo ou já perderam a visão. A experiência foi incrível e emocionante. Cristo verdadeiramente reinou nos corações dos jovens e das senhoras.
Chegamos por volta das 9:00 e fomos muito bem recebidos pelas irmãs que cuidam desta obra tão linda. As senhoras tomavam “banho de sol” e se encheram de alegria quando perceberam a visita dos jovens. Aos poucos íamos chegando, conversando e rindo, claro, com as histórias que elas contavam.
Foi uma manhã inesquecível para todos. Cada gesto, cada palavra, cada sorriso, tudo era sinal de Cristo que estava ali presente. No domingo passado tínhamos trabalhado no nosso encontro o trecho da carta de São Tiago que falava sobre “a fé e as obras”. Ontem, vivemos literalmente isso: as obras, a caridade, o amor que reflete a nossa fé no Cristo ressuscitado.
Seria muito bom que mais jovens, neste Ano da Misericórdia que chega, realizassem esse ato de amor e misericórdia. Saímos de lá preenchidos com uma alegria que não encontramos em qualquer lugar, só onde Ele realmente está presente e derramando suas graças sobre nós. Viva Cristo Rei!

(Lucas Henrique)






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Os Jovens também acreditam na Família

Tatiana e Ronaldo de Melo
Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese do Rio

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS realizou uma pesquisa com mil e quinhentos jovens, entre 18 e 34 anos, em todas as regiões do país. O principal objetivo desta pesquisa foi saber o que os jovens pensam atualmente sobre diversos assuntos, como por exemplo a família. Muito se fala a respeito do modo de vida das pessoas nesta faixa etária no que diz respeito ao presente e principalmente em relação ao futuro. O resultado da pesquisa se mostrou surpreendente para os seus realizadores, mas para quem acredita na juventude, como nós acreditamos, pode ver a comprovação do seu desejo profundo de compromisso e responsabilidade.
Dentre as várias perguntas feitas aos jovens estavam: “Como você vê a família? O que você quer para o futuro?”. É possível perceber que são assuntos simples e diretos. Temas muitas vezes tidos como de pouco interesse, mas que através das respostas mostraram que são, de fato, questões que não passam desapercebidas dadas as suas importância e atualidade.
Do total dos entrevistados, 67,1% se declararam solteiros e 32,9% estarem namorando. Logo, a pesquisa não foi feita com pessoas que já tenham constituído suas próprias famílias, mas ao contrário, todos os participantes apenas trazem as experiências e motivações vividas nas suas famílias de origem. E, mesmo assim, foi possível constatar como a comunidade familiar é, efetivamente, importante e desejada pela grande maioria, pois 88,1% dos entrevistados disseram que ela é fundamental ou muito importante, contra apenas 11,9% que afirmaram ser irrelevante ou pouco importante. Não se pode negar a expressividade do resultado desta pesquisa.
A proteção especial para a unidade familiar é lei e não pode ser ignorada. Na Constituição Federal de 1988, apenas à criança, ao adolescente e ao jovem (CRFB/88, art. 227), e à própria família (CRFB/88, art. 226) é garantida e determinada proteção especial. Para nenhum outro tipo de categoria de pessoas há previsão dessa especial proteção, ou seja, há uma determinação da lei suprema do Brasil, envidar todos os esforços para garantir a constituição, a manutenção e o bem-estar dos mais vulneráveis e da família.
Ainda sobre a pesquisa, como consequência natural da influência e da importância da família na formação do ser-humano, os atributos como o amor (74,7%), o respeito (72,7%) e o diálogo (52,4%) aparecem como fundamentais e essenciais. Mais uma vez, é possível constatar aquilo que é dito e repetido pela Igreja. Demonstra como a Igreja, como boa mãe, cuida de salvaguardar as necessidades mais fundamentais dos seus filhos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Universidades Renovadas

No dia 7 de novembro, o ministério Universidades Renovadas, da Renovação Carismática Católica, realizou na PUC-Rio seu primeiro encontro arquidiocesano.
O tema do encontro foi: "Estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir" (1Pd 3,15b), e contou com a presença de 140 pessoas.
Na programação, teve adoração ao Santíssimo conduzida pelo padre Antônio José, pregações e apresentação do espetáculo “O Canto das Irias”, da Comunidade Shalom, além de diversos estandes vocacionais. A missa foi celebrada pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta e concelebrada pelo bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa, animador do Setor Universidades, e pelo padre Waldecir Gonzaga, reitor da Igreja da PUC.
“É fundamental o testemunho de vocês junto aos que estudam junto, que partilham situações angustiantes e têm ao lado alguém que reza, alguém que encontrou Jesus Cristo e pode dizer uma palavra que dê esperança”, disse Dom Orani durante a homilia. O ministério realizará um pós-encontro no dia 28 de novembro, às 13h, na Quinta da Boa Vista, aberto também a quem não foi ao encontro.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, pág. 4

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Jovens em missão pela saúde

Um trabalho de assistência social e espiritual dos jovens da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, às crianças e jovens do Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea, na Zona Sul da cidade – essa é a motivação da Pastoral da Saúde dos Jovens de Cristo (PSJC), que completou dois anos em outubro. Uma missa de ação de graças pelo aniversário foi celebrada no dia 18 de outubro, presidida pelo pároco, monsenhor Manuel Moreira Vieira.
Idealizado por Mara Vasconcellos, que atua como coordenadora, o grupo conta com 40 jovens voluntários entre 18 e 34 anos, sendo 10 em treinamento, e que participam com muito amor, alegria, espiritualidade e compromisso. O projeto tem como dirigente espiritual o pároco, monsenhor Manuel, e como orientadora espiritual a religiosa Anastácia Serva de Maria, ministra dos enfermos.

Semear a fé
O grupo surgiu com o objetivo de que voluntários jovens pudessem ajudar, com a mesma linguagem, outros jovens e crianças internados na unidade. Segundo a coordenadora Mara Vasconcellos, o grupo tem o intuito de semear a fé em Cristo aos pacientes, familiares e acompanhantes, em diversos casos sob a tutela do Estado; evangelizar os que ainda não conhecem Cristo; e propagar a alegria que vai muito além de um sorriso, a alegria da alma.
“Queremos ser presença, dando a mão ao paciente e à família, no momento de maior fragilidade humana. A fé precisa ser propagada e sedimentada. Fazemos a oração de mãos dadas para sentir que Cristo está com eles firme e forte. Rezamos a oração do Pai Nosso, mostrando a presença de Jesus nos unindo como irmãos. Toda a enfermaria, incluindo médicos, enfermeiros, pacientes e familiares rezam juntos”, disse.

Bons frutos
Além do dirigente, da orientadora espiritual e da coordenadora, cada jovem tem uma função na estrutura da pastoral.
Desde outubro de 2013, a Pastoral da Saúde dos Jovens de Cristo cresceu em mais de 400 visitas realizadas. Para a coordenadora Mara, o que de melhor aconteceu foi o envolvimento e a entrega de jovens pela pastoral, realmente tocados com o dom do Espírito Santo.
“Para trabalhar é preciso ter esse dom, porque lidamos com crianças e familiares no momento da mais profunda fragilidade humana, que é a doença atingindo o seio familiar, algumas vezes desestruturando-o. A família não consegue, materialmente, sair desse momento, mas, espiritualmente, a pastoral fortalece e reconstrói. A fé move montanhas e salva. E o jovem deve saber que tem um caminho, que não é deixar de ser alegre, mas saber que existe uma oportunidade de servir a Cristo. A gente espera que ainda tenhamos mais jovens assim. Pretendemos que o grupo de hoje estimule a formação de outros jovens em hospitais, para que possam entender que realmente têm o apoio do nosso melhor amigo, que é Jesus”, disse.
A coordenadora Mara Vasconcellos pode ser encontrada no telefone 98358-0109 e e-mail marasmithvasconcellos@hotmail.com.

Foto: Leonardo Santos

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3803/jovens-em-missao-pela-saude

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fórum sobre jovens privados de liberdade

A sexta edição do Fórum para tratar da questão dos adolescentes e jovens privados de liberdade, realizado pela Arquidiocese do Rio, será no dia 11 de novembro, no Edifício João Paulo II, na Glória. Uma das pautas será o início da assistência religiosa no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), que em 2015 completa 18 anos de atividade.
O fórum tem como objetivo reunir autoridades da área da aplicação das medidas socioeducativas para os jovens que cometem atos infracionais, a fim de proporcionar um debate sobre a situação desses jovens.
“Nossa intenção é encontrar ideias e propostas para humanizar o sistema socioeducativo. Hoje vivemos uma situação complicada, porque as unidades do Degase estão superlotadas e isso cria situações muito difíceis para a reeducação do jovem. Por exemplo, em um alojamento onde cabem seis meninos, de 15 a 20 jovens vivem em situação bastante desumana”, explicou o coordenador da Comissão de Assistência Religiosa ao Menor Privado de Liberdade, diácono Roberto José dos Santos.
Os participantes do fórum, convocados pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, são a juíza responsável pela 2ª Vara da Infância e da Juventude, que aplica as medidas de privação de liberdade e outras medidas constantes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), representantes da Defensoria Pública que atuam nas Varas da Infância, a juíza coordenadora das Varas da Infância do Estado do Rio de Janeiro, a OAB, o Ministério Público e a comissão arquidiocesana responsável pela assistência religiosa.
“A realização desse fórum é a colaboração que a Igreja pode dar ao reunir pessoas que têm a responsabilidade da garantia dos direitos humanos e fundamentais desses jovens que cometeram atos infracionais, mas que merecem e têm o direito de ter a oportunidade de recomeçar a própria vida”, afirmou o diácono.
Devido à proximidade do Ano Santo da Misericórdia em 2016, Dom Orani propôs o início de um trabalho de acompanhamento de jovens que deixaram o sistema socioeducativo para que, em liberdade, possam ter oportunidades e ser ajudados em todas as etapas da reintegração social.
“Estamos buscando contato com paróquias para que leigos que atuam na área da Caridade Social possam acompanhar o serviço de reintegração desses jovens à família e à sociedade”, concluiu o coordenador.