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segunda-feira, 25 de abril de 2016

“Todo o batizado é um discípulo missionário”

O Ano da Esperança, vivenciado por toda a Arquidiocese do Rio de Janeiro em 2015, teve como gesto concreto a missão popular. Porém, a missionariedade, que jamais se encerra, terá continuidade durante o Ano da Misericórdia. Por isso, o Conselho Missionário Arquidiocesano (Comidi) realizará, no dia 7 de maio, na Catedral, uma formação para os Conselhos Missionários Paroquiais (Comipas), das 8h às 12h.
De acordo com o coordenador arquidiocesano da dimensão missionária, padre Licinho Cohen Couto, houve um crescimento na consciência missionária, mas também existe a necessidade de criar e dar estrutura às Comipas.
“Retornamos às atividades com muita alegria. O ano de 2015 foi muito efetivo, houve um envolvimento das paróquias de maneira que nos deixou muito contentes e sentimos, assim, o crescimento da consciência missionária. Agora, o grande passo que daremos será aproveitar toda essa motivação e o trabalho que foi feito para continuar através da criação e formação de Comipas. Desde a primeira reunião de 2016, estamos preparando esse encontro de formação porque é algo fundamental”, afirmou o padre.
O conselho missionário tem várias instâncias, a primeira delas é o Conselho Missionário Nacional (Comina), cuja função é animar as pessoas para o trabalho missionário, dar formação e estruturas. A nível regional, a Arquidiocese do Rio compõe o Conselho Missionário Regional Leste 1 (Comire Leste 1), tendo o bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa como animador. Em seguida, o Conselho Missionário Diocesano (Comidi) e depois os conselhos missionários Vicarial e Paroquial, no qual o pároco é o responsável pela comissão.
Padre Licinho destacou que se faz necessário o envolvimento de todos os movimentos e pastorais. Ele ainda ressaltou que é preciso ultrapassar as pastorais mais conservadoras para dar continuidade à missão e que é fundamental que os leigos assumam o compromisso missionário.
“Queremos mostrar que os conselhos não são pastorais, mas querem envolver todas as forças na esfera em que trabalham. Queremos ter um representante das pastorais, justamente porque a missão é para todos. Desejamos que os movimentos se envolvam com o nosso trabalho e que nós também estejamos comprometidos com os deles, no sentido de que tudo deve ser missionário. Quando o Papa Francisco declarou que desejava uma Igreja em saída, ele quer mostrar que a Igreja somos todos nós. Temos as dificuldades, também por conta das pastorais de conservação, mas percebemos que o mundo atual clama com sede de Deus, e não podemos ficar com os olhos e ouvidos fechados para essa realidade. Queremos que cada vez mais o leigo assuma esse protagonismo da missão”, sublinhou.
Padre Licinho ainda acrescentou que, geralmente, os padres e os bispos recebem as funções de animadores, como aqueles que vão incentivar e deixar com que os leigos possam assumir também os trabalhos. O pároco pode ser o presidente, como aquele que está à frente, mas também delegar funções.
“A Conferência de Aparecida foi muito clara, enfática e muito feliz quando alertou que todo o batizado é um discípulo missionário. Então, as funções, os encargos, os ministérios, eles variam, mas nenhum tem a mesma importância dentro do aspecto missionário. Então, quando o documento nos deu a clareza dessa responsabilidade, vimos frutos maravilhosos”, acrescentou o padre.
De acordo com o padre, muitos missionários também se preparam para viver uma nova missão durante a Jornada Mundial da Juventude, que vai acontecer na cidade polonesa de Cracóvia, em julho deste ano.
“Estamos nos preparando com todo entusiasmo para a missão em Cracóvia, durante a Jornada Mundial da Juventude. Vários missionários estão se organizando e a gente quer entrar nesse espírito eclesial, nessa festa com a juventude. Estamos bem empolgados e com o espírito de que nós já recebemos o missionário maior, o Papa Francisco, aqui no Rio. Agora a gente quer de novo fazer essa experiência, mas de uma maneira nova, vamos levar esse espírito que o brasileiro tem de confraternização e alegria”, concluiu.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4304/todo-o-batizado-e-um-discipulo-missionario 

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