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domingo, 7 de março de 2021

“Penso de modo particular nos jovens”, diz Papa Francisco no Iraque

 

O Santo Padre, o Papa Francisco, chegou por volta do meio-dia (horário local), desta terça-feira, 5, no Iraque, para a 33ª visita internacional de seu pontificado. Pela primeira vez na história, o país recebeu a visita de um pontífice. São João Paulo II expressou seu desejo de estar em solo iraquiano, mas tal feito foi realizado somente por Francisco.

Em Bagdá, o Papa Francisco dirigiu uma mensagem as autoridades locais, afirmando a necessidade de se viver em comunhão, em vista de uma solidariedade que gera a paz! “Agora, só se conseguirmos olhar uns aos outros, com as respectivas diferenças, como membros da mesma família humana, é que podemos iniciar um efetivo processo de reconstrução. Deixar às gerações futuras, um mundo melhor, mais justo e mais humano”, afirmou o Papa.

Ao reunir-se com bispos, sacerdotes religiosos e religiosas, o Papa expressou pensar particularmente nos jovens, que portam em si, esperanças e promessas.

“Penso de modo particular nos jovens, que são portadores de promessas e de esperança em toda parte e, sobretudo, neste país. Na realidade, aqui não existe apenas um patrimônio arqueológico inestimável, mas também uma riqueza incalculável para o futuro: são os jovens, são o vosso tesouro! E é preciso cuidar deles, alimentando os seus sonhos, acompanhando seu caminho, aumentando a sua esperança”, disse o Papa.

Francisco ainda afirmou que “apesar de jovens, a sua paciência já se viu colocada duramente a prova, pelos conflistos destes anos. Lembremo-nos de que eles, juntamente com os idosos, são a ponta de diamante do país, os frutos mais saborosos da árvore. Cabe-nos a nós, cultivá-los no bem e irrigá-los de esperança”.

Fonte: https://jovensconectados.org.br/penso-de-modo-particular-nos-jovens-diz-papa-francisco-no-iraque.html

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Guido Schäffer: um jovem que viveu o amor a Deus

 

Guido Schäffer, jovem, surfista, médico e servo do Senhor. A história de fé de um jovem brasileiro que se tornou exemplo para a juventude mundial. A irmã de Guido, Ângela Schäffer Isnard traça o perfil do jovem alegre. Filho exemplar que soube aproveitar cada minuto de sua vida como filho, irmão que inspira a família a viver a busca da santidade e a missão de evangelizar. De origem alemã, surfista carioca, estudou medicina e a exerceu por oito anos. Mais tarde entrou no seminário para ser sacerdote. Guido nasceu em 22 de maio de 1974 e faleceu em 2009, num acidente no mar, ocorrido quando surfava com seus amigos. Guido Schäffer pode voltar a dar horizonte e sentido a muitas vidas.


"Enquanto eu caminhava para Jesus ele ia mais à frente e ele corria e tinha um desejo muito grande de mergulhas nas coisas de Deus, de conhecer mais a fundo a Bíblia, de praticar. Ele começou esse trabalho com as Missionárias da Caridade e nesse trabalho com os irmãos de rua e a gente via um gosto muito grande pela Palavra de Deus e um dom para transmitir. Era uma alegria de ter um irmão que a gente gostava muito. Passei a consultar meu irmão para uma oração e um conselho e interessante que era quatro anos mais novo e já percebia esse crescimento nele e quanto mergulha na fé. A gente passou a pedir conselhos a ele, pedir oração nos momentos difíceis. Antes fazia como medico. Ele tinha esse dom e as pessoas percebiam", - Ângela Schäffer Isnard.

Guido Schäffer, um jovem carioca que deixa a juventude o exemplo de uma vida em busca da santidade. Na medicina Guido testemunhava a sua fé. Vivia conforme os valores cristãos da cordialidade, temperança, caridade e justiça, optando pela medicina geral, que era a especialidade que lhe permitia avaliar o paciente de uma forma mais completa e total. Ângela destaca as lembranças do Guido em família.

"As lembranças dele em família desde criança que gostava de praia. Fomos criados em Copacabana e a minha mãe costumava levar a gente à praia na infância para tomar sol, se exercitar e ele gostava muito do mar desde pequeninho e tenho essa lembrança, das brincadeiras ao ar livre e quando costumava passar as férias na casa dos nossos avos em Volta Redonda, tinha um quintal grande e a gente brincava de pique, ele gostava de subir em arvores e coisas bem aventureiras, jogava bola e se a bola caísse no telhado ele subia lá todo prosa pegar a bola e se caísse na casa do vizinho pulava o muro. Era essa figura", conta Ângela.

Um filho muito obediente aos pais
"Meu pai era médico e trabalhava fora e minha mãe dona de casa e para ficar perto dos filhos gostava de nos colocar para dormir. Contava histórias e depois rezava, e Guido foi crescendo ouvindo essas histórias e gostava muito. E isso foi criando nele esse amor as coisas de Deus", Ângela Schäffer Isnard.


Recebeu dos pais a educação católica, desde criança era levado a participar das missas e a mãe contava historias e a pratica da oração. O pai era medico e a mãe dona de casa e foi ela que incutiu no filho a importância da oração.

"Guido cresceu gostando de ouvir o que minha mãe tinha para falar de Deus e ela tinha muito para falar porque ela era dona de casa e se dedicava a igreja, aos trabalhos voluntários. Ela participava do Grupo de Oração Bom Pastor que é uma comunidade na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e esse grupo tinha varias obras de voluntariado e minha mãe era responsável por uma que evangelizava nas escolas públicas. E Guido já pequeno, adolescente e escutava essas historias e eu percebia nele uma acolhida as palavras de minha mãe e confiava no que ela falava sobre a fé e partilhava com os amigos que pegavam onda com ele. Era um ótimo irmão. A gente até tinha alguns desentendimentos normais. Naquele tempo a gente tinha uma televisão e a gente brigava para ver que canal assistiria. A gente conversava muito e partilhava com ele sobre a fé e fui acompanhando e vendo-oele progredindo na fé", conta.


Um jovem com uma espiritualidade muito rica
Ângela revela que Guido tinha uma espiritualidade e isso ajudava a família a amar a Deus e hoje uma alegria desse caminho rumo aos altares. E fala das atitudes e os testemunhos das pessoas que conviveram com ele.


"Percebemos que esse caminhar do Guido foi orientado para Deus e pode inspirar a outros jovens e pessoas de todas as idades a também caminharem na direção de Jesus. E Guido tinha esse grande desejo de amar e servir a Deus e ele concretizou tudo isso em vida. Vê-lo no processo de beatificação e canonização é uma alegria e uma responsabilidade de sermos mais santos. Se Guido conseguiu, podemos encontrar muitos obstáculos para a santidade e pensar que é algo muito longe de nos, mas quando vemos alguém tão próximo e que conseguiu se aproximar desse ideal eu penso que sou chamada a santidade e tenho de fazer alguma coisa. Como ele rezava mais eu sou chamada a rezar e evangelizar", revela a irmã.

"Vejo as pessoas conhecendo sobre a vida dele, invocarem pedindo a intercessão e relatando as graças e isso é muito bonito e toca o nosso coração quando a gente. Gratidão por ter convivido tão de perto com ele e aproveitado e pude assistir a varias pregações dele e saber que ele tinha o dom do Espírito Santo para falar, rezar pelas pessoas e tudo se resume na gratidão e partilhar essa experiência tão rica dele", - Ângela Schäffer Isnard.
Um jovem que viveu a caridade

Ângela recordou alguns fatos que a mãe contava. Muitas vezes chegava a casa sem a camisa ou sapato que teria dado a um pobre. Guido tinha um profundo amor a Eucaristia e a Nossa Senhora.

"Contava-me com brilho no olhar da alegria de ter uma vida transformada. Essa alegria era ouvir esses testemunhos de Jesus e a melhor recordação que tenho dele. Ele tinha muita fé e que Jesus está vivo e as mesmas coisas que fazia no Evangelho ele faz hoje e Guido nunca tinha medo de ir à rua, de rezar por um enfermo, de falar de Jesus e a graça acontecia e isso que me contava é o que me encanta na vida de meu irmão", conclui.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-12/guido-schaffer-um-jovem-que-viveu-o-amor-a-deus.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Caminho de Iniciação ao Matrimônio

 

Atenção, noivas e noivos!


Se você está de casamento marcado para os meses de fevereiro e março de 2021, a Pastoral Familiar do Vicariato Suburbano está oferecendo o EPVM pelo método CIM - Caminho de Iniciação ao Matrimônio


- Serão 10 encontros totalmente online.
- Turmas iniciando em novembro de 2020.
- Encontros com duração máxima de 1h20.
- Certificação ao final dos encontros.


Investimento: R$ 15,00 (aquisição do livro base para os encontros).


Inscrição pelo link: https://abre.ai/metodocim


terça-feira, 10 de setembro de 2019

10º Encontro Vocacional do Vicariato Jacarepaguá

No domingo, dia 01 de setembro, a Paróquia São Bartolomeu, no Itanhangá, sediou o aniversário de 10 anos do Encontro Vocacional do Vicariato Jacarepaguá.
Este Encontro é voltado para todas as turmas de Iniciação Cristã de Jovens e Adultos do vicariato e tem como principal objetivo apresentar vocações aos jovens que estão buscando o Sacramento do Crisma para que tenham conhecimento sobre vida religiosa, matrimonial e sacerdotal e assim possam iniciar sua caminhada vocacional.

Iniciamos com a Santa Missa celebrada pelo Pe. Marcos Talo que contou com a presença de representantes das Irmãs do Instituto Nossa Senhora da Piedade, Irmãs Vocacionitas, Irmãs Mínimas da Paixão, Irmãs de Belém, vocacionados da Congregação Sementes do Verbo e Servas de Maria do Brasil.

Com o tema “Vocação do Catequista”, Dom Paulo Romão esteve presente trazendo seu testemunho de vida e anunciando os caminhos para a Catequese no Brasil, realçando a importância de ser catequista.

Em formato de feira, as Congregações expuseram seus carismas e informativos sobre as respectivas comunidades. Os 183 jovens participantes puderam tirar dúvidas sobre a vida religiosa, início da caminhada, vida em comunidade, etc.
O Encontro Vocacional iniciou na paróquia São Bartolomeu e ao longo dos anos caminhou por diversas paróquias do vicariato. Em seu aniversário de dez anos a equipe organizadora decidiu voltar à paróquia de origem.


A equipe deseja agradecer com todo carinho aos convidados que fizeram deste, um Encontro alegre e acolhedor. Em especial ao Padre Sérgio Ricardo, pároco da Bartolomeu que acolheu todos em sua casa. À presença do Vigário Episcopal Mons. Robert, presente em mais um ano do nosso Encontro e ao nosso querido Dom Paulo Romão, que em meio a tantos compromissos como Bispo dedicou-nos seu tempo precioso com um belo testemunho.



 



Obrigado a todos que apoiaram.

Dorgival Francisco – Coordenador de Jovens e Adultos do Vicariato Jacarepaguá

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Papa: jovens sejam educados à transcendência

“A educação com horizontes abertos à transcendência ajuda os jovens a sonhar e a construir um mundo mais bonito. #IYD2019”.
Com um tuíte, o Papa Francisco recorda neste dia 12 de agosto o Dia Internacional da Juventude.
A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1999, 20 anos atrás, com a finalidade de promover o papel dos jovens como parceiros essenciais nos processos de transformação e gerar um espaço para a conscientização sobre os desafios e problemas que a juventude enfrenta.
O tema deste ano é “transformando a educação”, inspirado no Objetivo número 4 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: “garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem no decorrer da vida para todos”.
Atualmente, existem no mundo um bilhão e 800 mil jovens entre 10 e 24 anos. Trata-se da maior população juvenil da história. Todavia, mais da metade das crianças entre 6 e 14 anos não sabe ler nem tem conhecimento básico de matemática, embora a maioria frequente a escola.

Crise de aprendizagem
Em mensagem para a ocasião, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que “estamos diante de uma crise de aprendizagem. Com demasiada frequência, as escolas não estão preparando os jovens para fazer frente à revolução tecnológica. Os estudantes não somente necessitam aprender, mas também aprender a aprender”.
Para o português, a educação deve conjugar o conhecimento, a preparação para a vida e o pensamento crítico.
Já o tuíte do Pontífice ressalta a abertura à transcendência como elemento fundamental na educação.
Em seus inúmeros pronunciamentos sobre o tema, o Papa Francisco destaca também a importância do “acolhimento da diversidade” e que as diferenças devem ser consideradas como “desafios, mas desafios positivos, não problemas”. O desafio educativo, segundo Bergoglio, está ligado “ao desafio antropológico”.
Outro tema presente nos pilares educativos do Papa é “a inquietação entendida como motor de educação”. Por isso “o apelo aos educadores para que sejam audaciosos e criativos” e para que nunca se tornem “funcionários fundamentalistas ligados à rigidez de planificações”. Enfim, para Francisco “a educação não é uma técnica, mas uma fecundidade generativa”, “a educação é um fato familiar que implica a relação entre as gerações e a narração de uma experiência”.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Dom Nelson Francelino envia mensagem aos jovens do Brasil

Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito presidente da Comissão da CNBB para a Juventude para os próximos quatro anos. Como Pastor Referencial para a Juventude, o bispo enviou uma mensagem aos jovens de todo o Brasil.

Leia a mensagem na íntegra:

"Que Igreja seria a nossa sem a juventude? Sem a jovialidade das pessoas e das coisas? Seria uma Igreja calada, surda e quieta! São os jovens que são protagonistas de mudança; são eles que dão o exemplo ao presente através dos seus ideais de ousadia e de futuro. É pelos jovens que qualquer nada vira razão, que todo pouco cresce até ao infinito da existência. A juventude não é a fase das grandes conquistas, é sim a fase das longas caminhadas, de se perder pelo caminho para se reencontrar numa curva qualquer com a certeza do lugar onde se quer chegar. A fé em Deus a faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível.
Caríssimos Jovens, quero expressar minha gratidão aos irmãos bispos que me confiaram essa nova função junto à Pastoral juvenil do Brasil, que é marcada pela rica e intensa pluralidade de expressões, que se arrisca por esses longos e vários caminhos de sombras e luzes, visando recriar a esperança, sobretudo, nos locais onde ela existe como uma chama fadada a se apagar. São muitos os desafios do nosso tempo, mas os enfrentaremos com a força rejuvenescedora Pascal da comunhão e do diálogo misericordioso, pensando menos em nós e mais nos jovens machucados.
Assumo a missão nessa Comissão Pastoral Episcopal para a Juventude com a fé em Deus e apostando no protagonismo juvenil para dar prosseguimento a esse caminho que teve a inspiração e origem no início do pontificado do Papa Francisco, sob a presidência de dom Eduardo Pinheiro da Silva; uma boa ampliação na presidência de dom Vilson Basso e, agora, apostando na força do diálogo e da comunhão, pretendo me inspirar no protagonismo das várias expressões juvenis para colocar em prática o Projeto IDE e as indicações pós-sinodais do Papa Francisco para construir pontes e chegar junto aos vários tipos de periferias que marcam esse cenário juvenil.
Eu creio que a juventude é o maior tesouro da Igreja. Ela é classicamente chamada de “a flor da idade” porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, atualmente, muitos jovens estão sofrendo porque perderam o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
Termino essas minhas primeiras palavras como presidente da comissão parafraseando um texto da música “Alma missionária”, de Ziza Fernandes, quando diz: “Leva-me aonde os jovens necessitem tua palavra; necessitem de força de viver. Onde falte a esperança, onde tudo seja triste simplesmente por não saber de ti”.

Dom Nelson Francelino
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a juventude


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Papa Francisco aos jovens: vivam a "Christus vivit" e rezem pela paz

"Nesse texto, cada um de vocês pode encontrar inspirações fecundas para a sua vida e seu caminho de crescimento na fé e no serviço aos irmãos", disse Francisco. O Papa ofereceu aos fiéis, na Praça São Pedro, um Terço de madeira de oliveira feito na Terra Santa para a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro passado, e para este Domingo de Ramos.

O Santo Padre rezou a oração mariana do Angelus deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (14/04), no final da missa celebrada na Praça São Pedro.
Francisco saudou todas as pessoas que participaram da celebração eucarística e também aquelas que acompanharam a missa através dos meios de comunicação.
“Esta saudação se estende a todos os jovens que hoje, em torno de seus bispos, celebram a Jornada da Juventude em todas as dioceses do mundo. Queridos jovens, convido todos vocês a tornarem suas e a viverem cotidianamente as indicações da recente Exortação Apostólica Christus vivit, fruto do Sínodo que também envolveu muitos de seus coetâneos. Nesse texto, cada um de vocês pode encontrar inspirações fecundas para a sua vida e seu caminho de crescimento na fé e no serviço aos  irmãos.”
A seguir, o Papa disse:
“No contexto deste domingo, quis oferecer a todos vocês reunidos na Praça de São Pedro, um Terço especial. As contas desse Terço de madeira de oliveira foram feitas na Terra Santa expressamente para o Encontro Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro passado, e para o Dia de Hoje. Por isso, renovo o meu apelo aos jovens e a todos para rezarem o Terço pela paz, especialmente pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio.”
Por fim, o Papa pediu à Virgem Maria para que nos ajude a viver bem a Semana Santa.


terça-feira, 2 de abril de 2019

Exortação "Christus vivit": síntese ampla e texto integral


Publicamos uma ampla síntese com o link ao texto integral da Exortação Apostólica do Papa Francisco, fruto do Sínodo dos jovens realizado em outubro de 2018.

«Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!».
Assim começa a Exortação Apostólica pós-sinodal "Christus vivit" (Texto integral) de Francisco, assinada segunda-feira, 25 de março, na Santa Casa de Loreto, e dirigida «aos jovens e a todo o povo de Deus». No documento, composto por nove capítulos divididos em 299 parágrafos, o Papa explica que se deixou  «inspirar pela riqueza das reflexões e diálogos do Sínodo dos jovens», celebrado no Vaticano em outubro de 2018.

Primeiro capítulo: «Que diz a Palavra de Deus sobre os jovens?»
Francisco recorda que « numa época em que os jovens contavam pouco, alguns textos mostram que Deus vê com olhos diferentes» (6) e apresenta brevemente figuras de jovens do Antigo Testamento: José, Gedeão (7), Samuel (8), o rei David (9), Salomão e Jeremias (10), a jovem serva hebreia de Naaman e a jovem Rute (11). Depois passa para o Novo Testamento. O Papa recorda que «Jesus, o eternamente jovem, quer dar-nos um coração sempre jovem» (13) e acrescenta: «Notemos que Jesus não gostava que os adultos olhassem com desprezo para os mais jovens ou os mantivessem, despoticamente, ao seu serviço. Pelo contrário, pedia: “O que for maior entre vós seja como o menor” (Lc 22, 26). Para Ele, a idade não estabelecia privilégios; e o facto de alguém ter menos anos não significava que valesse menos ou tivesse menor dignidade». Francisco afirma: «Nunca nos arrependeremos de gastar a própria juventude a fazer o bem, abrindo o coração ao Senhor e vivendo contracorrente» (17).

Segundo capítulo: «Jesus Cristo sempre jovem»
O Papa aborda o tema dos primeiros anos de Jesus e recorda a narração evangélica que descreve o Nazareno «em plena adolescência, quando regressou para Nazaré com seus pais, depois que estes O perderam e reencontraram no Templo» (26). Não devemos pensar, escreve Francisco, que «Jesus fosse um adolescente solitário ou um jovem fechado em si mesmo. A sua relação com as pessoas era a dum jovem que compartilhava a vida inteira duma família bem integrada na aldeia», «ninguém O considerava um jovem estranho ou separado dos outros» (28). O Papa faz notar que Jesus adolescente, «graças à confiança que n’Ele depositam seus pais…move-Se livremente e aprende a caminhar com todos os outros» (29). Estes aspectos da vida de Jesus não deveriam ser ignorados na pastoral juvenil, «para não criar projetos que isolem os jovens da família e do mundo, ou que os transformem numa minoria selecta e preservada de todo o contágio». Precisamos, sim, «de projetos que os fortaleçam, acompanhem e lancem para o encontro com os outros, o serviço generoso, a missão» (30).
Jesus «vos ilumina, a vós jovens, mas a partir da própria juventude que partilha convosco » e n’Ele se podem reconhecer muitos traços típicos dos corações jovens (31). Junto «d’Ele, podemos beber da verdadeira fonte que mantém vivos os nossos sonhos, projetos e grandes ideais, lançando-nos no anúncio da vida que vale a pena viver» (32); «O Senhor chama-nos a acender estrelas na noite doutros jovens» (33).
Francisco fala então da juventude da Igreja e escreve: « Peçamos ao Senhor que liberte a Igreja daqueles que querem envelhecê-la, ancorá-la ao passado, travá-la, torná-la imóvel. Peçamos também que a livre doutra tentação: acreditar que é jovem porque cede a tudo o que o mundo lhe oferece, acreditar que se renova porque esconde a sua mensagem e mimetiza-se com os outros. Não! É jovem quando é ela mesma, quando recebe a força sempre nova da Palavra de Deus, da Eucaristia, da presença de Cristo e da força do seu Espírito em cada dia» (35).
É verdade que «nós, membros da Igreja, não precisamos de aparecer como sujeitos estranhos. Todos nos devem sentir irmãos e vizinhos, como os Apóstolos que «tinham a simpatia de todo o povo» (At 2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13). Ao mesmo tempo, porém, devemos ter a coragem de ser diferentes, mostrar outros sonhos que este mundo não oferece, testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e o bem comum, do amor aos pobres, da amizade social» (36). A Igreja pode sempre cair na tentação de perder o entusiasmo e procurar «falsas seguranças mundanas. São precisamente os jovens que a podem ajudar a permanecer jovem» (37).
O Papa volta então a um dos ensinamentos que ele gosta muito e explica que é necessário apresentar a figura de Jesus «de modo atraente e eficaz» e diz: «Por isso é necessário que a Igreja não esteja demasiado debruçada sobre si mesma, mas procure sobretudo refletir Jesus Cristo. Isto implica reconhecer humildemente que algumas coisas concretas devem mudar» (39).
Na exortação se reconhece que há jovens que sentem a presença da Igreja «como importuna e até mesmo irritante». Um comportamento que mergulha as raízes «mesmo em razões sérias e respeitáveis: os escândalos sexuais e económicos; a falta de preparação dos ministros ordenados, que não sabem reconhecer de maneira adequada a sensibilidade dos jovens; pouco cuidado na preparação da homilia e na apresentação da Palavra de Deus; o papel passivo atribuído aos jovens no seio da comunidade cristã; a dificuldade da Igreja dar razão das suas posições doutrinais e éticas perante a sociedade atual» (40).
Há jovens que «reclamam uma Igreja que escute mais, que não passe o tempo a condenar o mundo. Não querem ver uma Igreja calada e tímida, mas tão-pouco desejam que esteja sempre em guerra por dois ou três assuntos que a obcecam. Para ser credível aos olhos dos jovens, precisa às vezes de recuperar a humildade e simplesmente ouvir, reconhecer, no que os outros dizem, alguma luz que a pode ajudar a descobrir melhor o Evangelho» (41). Por exemplo, uma Igreja demasiado temerosa e estruturada pode ser constantemente crítica «de todos os discursos sobre a defesa dos direitos das mulheres, e apontar constantemente os riscos e os possíveis erros dessas reclamações», enquanto uma Igreja «viva pode reagir prestando atenção às legítimas reivindicações das mulheres», embora «não concorde com tudo o que propõem alguns grupos feministas» (42).
Francisco apresenta então «Maria, a jovem de Nazaré», e o seu sim como aquele «de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: Sentes-te portador duma promessa?» (44). Para Maria «as dificuldades não eram motivo para dizer “não”» e assim colocando-se em jogo tornou-se a «influenciadora de Deus».  O coração da Igreja também está cheio de jovens santos. O Papa recorda São Sebastião, São Francisco de Assis, Santa Joana d’Arc, o Beato mártir Andrew Phû Yên, Santa Catarina Tekakwitha, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, Beato Zeferino Namuncurá, Beato Isidoro Bakanja, Beato Pier Jorge Frassati, Beato Marcelo Callo, a jovem Beata Clara Badano.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Documento final do Sínodo dos jovens já está disponível em português

Já está disponível a versão em português do Documento final do Sínodo sobre a Juventude, realizado em outubro deste ano. Dividido em três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos e 60 páginas, o documento tem como fio condutor a passagem do Evangelho de Lucas sobre os discípulos de Emaús. “Pôs-se com eles a caminho”, “’Os seus olhos abriram-se’ – Um novo Pentecostes ” e “’Voltaram imediatamente’ – Uma Igreja jovem” são os títulos de cada uma das três partes do texto.
Para o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, que foi o relator geral do Sínodo, o texto é “o resultado de um verdadeiro trabalho de equipe” dos padres sinodais, juntamente com os outros participantes no Sínodo e “em modo particular os jovens”.
A primeira parte do documento recebeu a tradução “Pôs-se a com eles a caminho. Nela, é apresentado o contexto no qual os jovens estão inseridos. Ressalta-se a Igreja em escuta, apontam-se “três pontos cruciais” e são abordadas questões como identidade e relacionamento, além do ser jovem hoje.
A segunda parte, “os olhos abriram-se”, reforça o papel renovador da juventude na Igreja, portadora de uma “sã inquietação”. Acolhimento, respeito e acompanhamento ao dinamismo dos jovens são indicações deste trecho, que aborda o dom da juventude, o mistério da vocação, a missão do acompanhamento e a arte de discernir.
Por fim, em seu último título, que foi traduzido como “Voltaram imediatamente”, são pontuadas a sinodalidade missionária da Igreja, a caminhada conjunta com os jovens no cotidiano, o renovado ímpeto missionário e a formação integral. É desta parte do texto que sai o convite às Conferências Episcopais e às Igrejas particulares para prosseguir no processo de discernimento com o objetivo de elaborar soluções pastorais específicas à realidade juvenil.





Fonte: http://www.cnbb.org.br/esta-disponivel-em-portugues-o-documento-final-do-sinodo-dos-jovens-realizado-em-outubro-deste-ano/

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Jovens: uma opção preferencial

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

Iniciamos o mês de outubro, e como alguns meses são muito expressivos e temáticos na Igreja no Brasil, o de outubro não é diferente. Mês do Rosário, dedicado às missões, convocando todo o povo de Deus a se fazerem missionários do Evangelho, que se inicia com a Semana Nacional da Vida e a celebração da Rainha e padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida; mês que rezamos pelas nossas crianças, para que tenham um futuro resguardado pela fé e esperança. Enfim, muitos são os motivos para rendermos graças ao Pai neste mês que se inicia, mas uma intenção especial requer nossa atenção, pois entre os dias 3 e 28 estará acontecendo, em Roma, o Sínodo dos Bispos sobre a Juventude, com o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O tema foi estabelecido após uma consulta às Conferências Episcopais, às Igrejas Orientais Católicas, a União dos Superiores Gerais e a sugestão dos padres da última Assembleia Sinodal. Reúne, num único tema, as preocupações de bispos, padres, religiosos e religiosas, e até das Igrejas Orientais que representam um grande número de homens e mulheres preocupados com a evangelização dos jovens.
Pesquisas revelam que um bilhão e 800 mil pessoas entre 16 e 29 anos, isto é, ¼ da Humanidade, são os jovens do mundo. Só os números nos causam perplexidade, pois como anda a vida de fé e de compromisso comunitário desses jovens? No Instrumento de Trabalho do Sínodo, os padres sinodais puderam encontrar a descrição de sua variedade, suas esperanças e dificuldades, pois foi um momento de convergência da escuta de todos os componentes da Igreja e também de vozes que não pertencem a ela.
O Documento Preparatório, elaborado para consultar a Igreja no mundo inteiro, inicia dizendo que “através dos jovens, a Igreja poderá ouvir a voz do Senhor que ressoa, inclusive nos dias de hoje. (…) ouvindo as suas aspirações, podemos entrever o mundo de amanhã que vem ao nosso encontro e os caminhos que a Igreja é chamada a percorrer”. O Papa também ouviu os jovens reunidos na semana anterior ao Domingo de Ramos, tanto presencialmente como virtualmente. Tudo isso foi acrescentando dados ao documento preparatório para a elaboração do instrumento de trabalho.
Esse material, enviado a todas as dioceses do mundo, foi estruturado em três partes: reconhecer, interpretar e escolher, buscando oferecer as chaves de leitura da realidade juvenil, baseando-se em diferentes fontes, entre as quais um questionário on-line que reuniu as respostas de mais de cem mil jovens.
Depois de viver neste último final de semana um belo encontro com os jovens da região junto aos Arcos da Lapa, aqui no Rio de Janeiro, e em preparação ao Dia Nacional da Juventude, somos chamados a refletir e a rezar juntos para que este tempo dedicado aos jovens nos ajude a esclarecer os caminhos a serem percorridos para que, jovens evangelizados, sejam sinais e evangelizem outros jovens.
A primeira parte trata dos “Jovens no Mundo de Hoje”, mundo que se transforma rapidamente em todos os sentidos. Este mundo que é multicultural e multirreligioso. Por ser de diferentes tradições religiosas, representa um desafio e uma oportunidade: pode aumentar a desorientação e a tentação ao relativismo, mas, ao mesmo tempo, cresce a possibilidade de confronto fecundo e de enriquecimento recíproco. A questão da multiculturalidade aparece nas chamadas “segundas gerações”, ou seja, jovens que crescem numa cultura diferente daquela em que cresceram seus pais. É o forte movimento migratório pelo mundo afora. Aos olhos da fé parece que este é um sinal do nosso tempo, o qual exige um crescimento na cultura da escuta, do respeito e do diálogo, enfim, da cultura do encontro. Outros elementos de análise que o texto sugere: Como vivem os jovens nas diversas partes do mundo? Como é trabalhada a inclusão dos jovens? Grande desafio representa o grande número de jovens que “nem estudam, nem trabalham, nem se educam para uma profissão”. Quais são as referências para os jovens que sejam próximas, credíveis, honestas?
Portanto, ao querermos responder esses desafios lançados pelo Papa Francisco, outros, de nossa realidade, também vão nascendo: o que querem os jovens de hoje? Sobretudo, o que buscam na Igreja? Em primeiro lugar, desejam uma “Igreja autêntica”, que brilhe por “exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural”, uma Igreja que compartilhe “sua situação de vida à luz do Evangelho, ao invés de fazer pregações”, uma Igreja que seja “transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa”. Enfim, uma Igreja “menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga e próxima, acolhedora e misericordiosa”.
Há também quem não pede nada à Igreja ou pede que seja deixado em paz, considerando-a uma interlocutora não significativa ou uma presença que “incomoda e irrita”. Um motivo para essa atitude está nos casos de escândalos sexuais e econômicos, como bem nos recordou o Santo Padre dias atrás, sobre os quais os jovens pedem à Igreja que “reforce sua política de tolerância zero”. Outro motivo está no despreparo dos ministros ordenados e na dificuldade da Igreja em explicar o motivo das próprias posições doutrinais e éticas diante da sociedade contemporânea.
Diante desses e outros desafios emergentes na evangelização de nossos jovens, devemos ter nítidos alguns métodos que podem nos ajudar nesse campo tão fértil e laborioso. A escuta: os jovens querem ser ouvidos com empatia; Acompanhamento: espiritual, psicológico, formativo, familiar e vocacional; Conversão: seja de tipo religioso, sistêmico, ecológico e cultural; Discernimento: uma das palavras mais usadas no documento, seja no sentido de uma “Igreja em saída” para responder às exigências dos jovens, seja como dinâmica espiritual; Desafios: discriminações religiosas, racismo, precariedade no trabalho, pobreza, dependência de drogas e álcool, bullying, exploração sexual, corrupção, tráfico de pessoas, educação e solidão; Vocação: repensar a pastoral juvenil; Santidade: o documento se concluiu com uma reflexão sobre a santidade, “porque a juventude é um tempo para a santidade”. Que a vida dos santos inspire os jovens de hoje a “cultivar a esperança” para que – como escreve o Papa Francisco na oração final do documento – os jovens, “com coragem, tomem as rédeas de sua vida, almejem as coisas mais belas e mais profundas, e mantenham sempre um coração livre”.
Não podemos esquecer a Conferência de Puebla, no México, em (1979), que assinalou: “Lembremos que a opção preferencial, definida em Puebla, é dupla: pelos pobres e pelos jovens. É significativo que a opção pela juventude seja, de maneira geral, totalmente silenciada”. Essa constatação é sintomática e nos leva a repensar seriamente sobre as práticas pastorais que tivemos no passado e o porquê do “silêncio” na atenção que deveria ter sido dada à juventude.
A convocação do Sínodo é uma atitude querida pelo Papa Francisco, que nos trará questões fundamentais para toda a vida pastoral da Igreja, nesta opção que a mesma Igreja é agora universalmente chamada a assumir. Não será um evento sem perspectivas, mas, ao contrário, nos trará incentivos e possibilidades de amadurecimento na ação missionária junto à juventude. O empenho de todos os que compõem o povo de Deus é condição sem a qual essa atenção, maternal e acolhedora, não terá o êxito querido pelo Santo Padre. Desde já, unamos nossa torcida para que o Sínodo projete luzes para compreendermos mais profundamente os muitos aspectos relevantes do mundo dos jovens e, assim, podermos levar a eles o Evangelho.

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/2353/jovens-uma-opcao-preferencial

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Papa aos jovens: sejam como Dom Quixote, não como Sancho Pança!

Como acontece nessas ocasiões, o Pontífice respondeu a três perguntas que lhe foram feitas com o bom humor que o caracteriza, usando metáforas da tecnologia, mas também com tom contundente quando o tema o exigia.

O encontro com os jovens na Praça Politeama concluiu a visita do Papa Francisco à Sicília.
Como acontece nessas ocasiões, o Pontífice respondeu a três perguntas que lhe foram feitas com o bom humor que o caracteriza, usando metáforas da tecnologia, mas também com tom contundente quando o tema o exigia.

Dom Quixote e Sancho Pança
O primeiro questionamento foi sobre ouvir e responder ao chamado do Senhor. Deus odeia a preguiça e ama a ação, disse o Papa. Mas não se trata de se mover para manter-se em forma, mas mover o coração. “Melhor ser Dom Quixote do que Sancho Pança!”, afirmou, citando o clássico espanhol do "bom idealista" e do "preguiçoso realista". Deus não nos fala no celular, mas na relação com o outro. É preciso caminhar, buscar, sonhar e servir.

Eu e nós
Francisco mudou de tom para responder à segunda pergunta, sobre o significado do acolhimento e da dignidade humana para um cristão.
“Penso no amanhã e lhes digo: ou será juntos ou não será.” Para isso, não basta compartilhar posts nas redes sociais; são necessárias redes reais, não virtuais. É preciso construir o futuro com base no plural, não no singular, aprendendo também a dizer “não”. Não à mentalidade mafiosa e à ilegalidade, que corroem a dignidade humana. Não à violência: quem usa a violência, qualquer tipo de violência, não é humano.

Aurora de esperança
O Papa encorajou os jovens a denunciarem situações de exploração, afirmando é preciso de homens e mulheres verdadeiros.
Por fim, Francisco respondeu à última pergunta, sobre como ser jovem na Sicília. A resposta foi: sendo aurora de esperança.
“Não ao fatalismo e sim à esperança cristã. Não à resignação. Há uma missão a realizar: ser portadores saudáveis da esperança pascal, ser auroras de esperança.”

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-09/papa-francisco-palermo-encontro-jovens.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sínodo 2018: Comissão oferece orientações e roteiro de celebração para a juventude

Nas próximas semanas, tem início a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Roma. Aqui no Brasil, os jovens poderão acompanhar as atividades e rezar na intenção desta reunião que deverá dar indicações para a evangelização da juventude em toda a Igreja. A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ofereceu uma série de orientações para os jovens estarem em sintonia e uma proposta de momento oracional para que os grupos juvenis rezem pelo Sínodo.
O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, ofereceu 12 dicas em formato de orientações para que os jovens possam acompanhar o Sínodo deste ano.
Dom Vilsom recorda que a comissão ofereceu atividades e promoveu ações para estimular a participação dos jovens do Brasil na preparação para o sínodo dos Bispos, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Através do questionário, da visita da comissão aos regionais e em vários encontros nacionais das diferentes expressões foi possível partilhar deste caminho preparatório.
Para este momento, a Comissão irá oferecer, no próprio site Jovens Conectados, um espaço para que as juventudes “continuem a participar, se preparando para o Sínodo, rezando pelo Sínodo e com uma série de sugestões práticas de participação, além de uma celebração a ser feita nas comunidades, nos grupos, nas expressões juvenis”, explica dom Vilsom.
No endereço, serão publicados artigos, notícias, boletim diário com os brasileiros no Sínodo, resumos semanais e indicações de materiais para aprofundamento.
A partir de novembro, segundo o bispo, será a expectativa pela chegada do documento do papa com as orientações para toda a Igreja. “Queremos através de todas essas ações, ter uma ação pré-sínodo, durante o sínodo e no pós-sínodo, preparando as juventudes, criando a expectativa para tudo que vai ser anunciado pelo papa como fruto do sínodo ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.
Confira as dicas de dom Vilsom:

ORIENTAÇÕES PARA ACOMPANHAR O SÍNODO DOS JOVENS E O PÓS-SÍNODO

1.    Acompanhar a missa de abertura do Sínodo no dia 3 de outubro. Ver horários de transmissão nas TVs católicas do Brasil (que ainda serão divulgados). Vai ser bem cedo.
2.    Está preparada uma celebração a ser feita nos grupos e comunidades, orando pelo sínodo e levando as pessoas a se unir a nós em prece pelo sínodo no mês de outubro: baixe aqui.
3.    Estaremos postando vários artigos e materiais que ajudam a reflexão e debate e expectativas sobre o sínodo dos jovens: estarão sendo publicados no site Jovens Conectados
4.    No site Jovens Conectados tem um artigo de dom Vilsom publicado na Revista Vida Pastoral: É TEMPO DE VER, OUVIR E SAIR. Nos ajuda a refletir e ver as possibilidades do sínodo.
5.    Teremos boletim diário com os participantes brasileiros no Sínodo, através do site Jovens Conectados.
6.    Faremos o resumo de cada Semana no Sínodo: Dom Visom (presidente da CEPJ) dará uma entrevista no final de cada semana para o site Jovens Conectados;
7.    Indicações de materiais para aprofundamento: Padre Toninho e Lucas enviarão artigos para aprofundamento do Sínodo ao longo do mês de outubro para o site Jovens Conectados.
8.    Convidamos os bispos referenciais regionais, padres referenciais regionais, assessores e jovens a enviar textos, artigos que tenham sido escritos sobre o sínodo. Ou com as esperanças que este sínodo traz para as juventudes e toda a Igreja.
9.    Queremos estimular os jovens de todo Brasil a debater e refletir o pós-sínodo. Ver postagens de expectativas pelo documento que o Papa Francisco venha a publicar no ano de 2019. Vamos criar este espaço de acolhida e expectativa pelas orientações do Papa para toda a Igreja Católica.
10.  Estaremos estimulando os jovens de todo o Brasil a postar novas inciativas e frutos que surgiram nas paróquias, comunidades, grupos e dioceses com a preparação e com a realização do Sínodo.
11.  O que mais podemos fazer para viver e ajudar as juventudes a experimentar este kairós, este tempo de graça que vivemos em nossa Igreja com o Sínodo dos Jovens?
12.  Você agora pode ter em seu celular todas as informações sobre o sínodo e todo trabalho de evangelização das juventudes em nosso país. É SÓ BAIXAR O APLICATIVO: JOVENS CONECTADOS, no Google Play. Com a Equipe de Comunicação, lançamos este aplicativo no dia 8 de setembro.



Fonte: http://www.cnbb.org.br/sinodo-2018-comissao-oferece-orientacoes-e-roteiro-de-celebracao-para-a-juventude/