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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Papa Francisco envia mensagem ao Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades

O II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades foi aberto oficialmente na manhã desta quinta-feira, 13 de julho, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, juntamente com o arcebispo emérito de Barcelona e presidente da Fundação Antoni Gaudi para as grandes cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach, e o representante do Ministério do Meio Ambiente e diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Grillo, participaram da mesa de abertura.
O Papa Francisco enviou uma mensagem a todos os participantes do Congresso recordando que na carta encíclica Laudato Si faz referência a várias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. De acordo com o Santo Padre, são três "R" que ajudam atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.
Refletindo sobre a água, as conferências da manhã foram presididas pelo arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Cláudio Hummes, e focaram a Laudato Si e Grandes Cidades; a qualidade e tratamento da água; e como obter água de alta qualidade em cidades em desenvolvimento.
Durante a tarde desta quinta, o Congresso apresentou a mesa redonda com líderes religiosos, que contou com a participação do Cardeal Orani João Tempesta, e do Rabino Abraham Skorka, sob a condução do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Miguel Serpa Pereira.
O II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades acontece no auditório do edifício João Paulo II, Rua Benjamin Constante, 23, na Glória. A entrada é franca.

Mensagem do Papa Francisco aos conferencistas e participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades

A sua Eminência o Cardeal Lluis Martínez Sistach
Arcebispo emérito de Barcelona

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mais de 60% da população da América Latina continua a se declarar fiel à Igreja

Paraguai e Equador são os países com maior número de católicos no continente

Mesmo que o número de católicos tenha caído nos últimos anos, a América Latina continua sendo profundamente crente, com mais de 60% da população que se declara fiel da Igreja católica, embora nem todos na mesma medida.
Embora o número de católicos tenha caído no continente de 80% para 67% – de acordo com um informe do Latinobarómetro que foi divulgado no ano passado –, a realidade é que hoje mais da metade da população do continente continua sendo seguidora da Igreja de Roma liderada pelo Papa Francisco.
Isso é especialmente visível no Paraguai, que conta com 88% de fiéis, ou no Equador, com 81%. Ambos são os países com maior número de fiéis católicos, seguidos de perto por México e Venezuela, com 79%, embora outros estudos (como o do Centro de Pesquisa Pew, dos Estados Unidos) coloquem também nessa categoria a Colômbia. O caso do México merece uma menção à parte, pois ali o número de católicos não só não caiu nos últimos anos, mas teve um ligeiro aumento.
Embora 13% seja um número a ser reconhecido, a opinião majoritária dos especialistas é de interesse menor na América, que segue sendo hoje um dos feudos mais notáveis da religião católica.
O caso mais curioso talvez seja que a grande maioria daqueles que abandonam a Igreja católica não o fazem para virarem ateus ou agnósticos (algo que parece acontecer exclusivamente em dois países: Uruguai e Chile), mas que se convertem a outras religiões, na maioria dos casos à Igreja evangélica.
De fato, os protestantes cresceram na mesma proporção que o número de católicos diminuiu, sendo estes, além disso, mais praticantes e mais confiantes em sua instituição. No Brasil, por exemplo, já são a religião majoritária.
Curiosamente, a religião que não consegue ter entrada entre os latino-americanos é a que cresce com maior rapidez no mundo: o Islã. Calcula-se que em 2050 o número de muçulmanos tenha aumentado 73% no mundo, transformando-se na religião mais numerosa; enquanto isso, na América Latina tenha conquistado apenas 13% da população.
É muito notável nestes números a figura do Papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, pois muitos são os especialistas que consideram que o trabalho do Santo Padre argentino freou muito a perda de fiéis (tema que o preocupa, como ele mesmo reconhecia para nós) em todo o mundo. Suas ideias a favor de uma postura mais flexível da Igreja em questões como o matrimônio, a homossexualidade, o sacerdócio das mulheres, o divórcio ou a anticoncepção, estão em sintonia com esse público alvo contrário, em boa medida, à rigidez dogmática estabelecida tradicionalmente a partir do Vaticano.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/569484-mais-de-60-da-populacao-da-america-latina-continua-a-se-declarar-fiel-a-igreja