Manhã de Formação ICJA

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dez coisas que deram certo na JMJ Rio2013

O blogueiro e catequista Alexandre Varela deu dez dicas de como crescer na fé, seguindo as lições deixadas pela Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. As dicas foram apresentadas em palestra gravada para o 1º Congresso Nacional Católicos Online (Conacat). O título original é “Faça você mesmo: 10 coisas que deram certo na JMJ e que vão ajudar você e sua comunidade a crescer na fé”. Confira:

1 – Comunique-se com todos. O Papa sabia falar para todas as pessoas. Ele fala coisas que tem a ver com a humanidade de todos, com o nosso “eu”.
2 – Fale simples. Pra falar com todo mundo, não posso falar “catoliquês”. É óbvio que temos que falar a linguagem adequada, mas que seja acessível. Por exemplo, se eu falar “dogma”, talvez meu interlocutor não saiba o que é, e para muitos pode se sobressair o aspecto negativo, se estiver falando para público aleatório. Primeiro deve-se explicar, depois dizer o nome. Isso também diz respeito às atitudes simples, não somente o “falar”.
3 – Seja jovem. A JMJ mostrou o rosto jovem da Igreja. Foram 3,7 milhões de jovens nas areias de Copacabana. Todos eram jovens porque tinham uma atitude jovem, não eram carrancudos, eram abertos. Você não consegue ser missionário sendo carrancudo. Ser jovem é ser aberto, vivo. Ser católico é ser jovem. Porque ser católico é bom. Isso é ser jovem, é dar exemplo de ser católico. Ainda hoje se fala nas ruas sobre a JMJ, de sentir saudade.
4 – Pense grande. A nossa Igreja é grande, grandiosa, nós somos um povo, o povo de Deus, não uma ONG. Somos um povo que merece ser grande, quem habita em nós é o Espírito Santo. Então, nada de catequese “avacalhada”. Pode até ser algo para poucas pessoas, mas faça-o bem feito. Faça para inspirar as pessoas. O que é pensar grande pra você? É não aceitar menos que a santidade. Cristo te chama à santidade. “Ah, Ok. Você é imperfeito, é pecador”. Todos nós somos, inclusive os santos que você conhece. A exceção é Jesus e Maria. São Pedro, Santo Agostinho, e todos os outros são santos porque trilharam com bravura o caminho da perfeição. Se Deus quer, Ele te sustenta. Se você dá o seu “sim”, você consegue. Faça as coisas bonitas, bem feitas, inspiradoras.
5 – Seja voluntário. Qual é a consequência de ser inspirador? Ser voluntário. Na JMJ as pessoas estavam se doando. Era bonito ver como as pessoas se entregavam, esse espírito de “construir”. Na sua vida, na sua paróquia deve haver isso. Vá para onde Deus te chama. Claro que existem os limites de tempo. Quando você doa seu tempo a Cristo, Ele multiplica o seu tempo. É verdade. Fica tranquilo.
Deus dá a graça, capacita. Observe o exemplo de Maria. Em nenhum momento, ela disse “escolhe outra”, ela não falou “eu não quero”. Se Cristo te chama, vai.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Papa Francisco chega à Coreia do Sul

Padre Federico Lombardi é direto: o Papa está bem e satisfeito com a sua recepção no primeiro dia de sua viagem à Coréia do Sul.

Particularmente apreciado - diz ele - foi a presença da Presidente da República no aeroporto, pois nem sempre os chefes de estado chegam até a escada do avião. Esta presença indica o valor que o povo, não só católico, dá a esta visita.
O Papa ficou agradecido também pela presença de alguns leigos no aeroporto, incluindo os descendentes dos mártires que serão beatificados em breve. Este sinal foi visto como uma exaltação da família na Coréia, de acordo com a tradição cristã.
Após a chegada, o Papa foi para a Nunciatura, onde celebrou a Eucaristia na presença de um pequeno número de fiéis, incluindo religiosas.
O Papa também pregou, em italiano e espanhol, como em Santa Marta, não desistiu de sua breve homilia diária.
O discurso da presidente foi muito apreciado porque ela reconheceu o papel da Igreja no desenvolvimento do país. Infelizmente, emergiu também o sofrimento da separação, há quase 70 anos, das duas Coreias. Portanto, é importante o empenho pela reconciliação e pela paz.
O Santo Padre, referindo-se à tradição dos últimos Pontífices, especialmente João Paulo II,  associou a construção de uma paz verdadeira à restauração de uma justiça autentica.
No encontro com os bispos, Francisco alertou sobre os riscos da mundanidade do clero e como esse fenômeno pode reduzir o cuidado e a atenção efetiva e afetiva para com os pobres e necessitados, rebaixando a missão da Igreja no mundo.
Padre Lombardi justificou a ausência do cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Propaganda Fide, enviado pelo Papa ao Iraque. O cardeal enviou uma mensagem aos jornalistas, da cidade de Erbil, onde estava ontem.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé disse também que o Santo Padre está tomando medidas através de ações de caridade para aliviar o sofrimento dos refugiados cristãos na antiga Babilônia. Para os Bispos do Oriente Médio é como se tivesse nascido uma estrela de esperança. O Cardeal Filoni logo encontrará, no curso de sua missão, o chefe de Estado do Iraque.
Por fim, revelou a presença discreta de alguns jovens da República Popular da China que, apesar da relutância de seu governo, quiseram participar da Viagem Apostólica do Papa Francisco na Ásia.
Amanhã, 15 de agosto, solenidade da Assunção, feriado nacional pela Libertação da Coreia em 1945, Francisco viajará para Daejeon, onde celebrará a Santa Missa, no estádio de futebol, em seguida, almoçará no Seminário Maior com uma delegação de jovens que participam da Sexta Jornada da Juventude da Ásia antes de encontrar-se com todos no Santuário de Solmoe, lugar que recorda o martírio de Santo André Kim.
Fonte: Zenit (Agência Católica de Notícias)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Presença paterna

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Nesta entrevista, o professor e escritor Luciano Rocha partilha a sua vivência familiar e ensina: “Aprendemos a ser pai, experimentando a paternidade no dia a dia”.
Testemunho de Fé - O que é ser pai?
Luciano Rocha - Ser pai é dom de cuidado, é envolver-se, estar disposto a “perder” a própria identidade em função do outro. Normalmente, as amigas de minhas filhas não conhecem meu nome. Sou o pai da Giovana ou o pai da Ana Clara. Ser pai, segundo as amiguinhas de minhas filhas, é estar atrelado à outra existência, é ser visto sempre em função do outro. Isso é muito interessante, pois o olhar atento de pessoas tão pequenas aponta para nosso lugar na vida de nossos filhos. Ser pai é viver a vida do outro e torná-la a razão de sua vida. Assim, o que era um se torna mais, vira dois, três, é dom de multiplicar, e é no cuidado com o outro que nos descobrimos ‘pai’.
TF - O que tem sido mais gratificante?
Luciano - Primeiramente, o sorriso. Ninguém te recebe em casa com mais espontaneidade que seus filhos. Todo pai é importante para seus filhos. Na figura do pai esconde-se o sentido da proteção e do cuidado. Nossas crianças pequenas olham para nós como aqueles que podem absolutamente tudo, mas, principalmente, somos aqueles que eles confiam plenamente. Em um segundo momento, diria que é gratificante ver prosperar o sorriso na vida que se desenvolve. Ver os filhos crescerem, crescer junto, estar junto e dividir com eles seus problemas, alegrias, vitórias e frustrações também faz parte da arte de ser grato. Sou grato por poder ser pai, pelo simples fato de ver o grande milagre da vida acontecendo diante de meus olhos.
TF – O que tem sido mais desafiador?
Luciano – Educar é um desafio, certamente. Sempre foi, porém, atualmente, há múltiplas fontes de formação que não existiam no passado. Há pouco tempo nossas casas tinham um telefone, que ficava na sala. Hoje temos computadores, celulares, smarts de todos os tipos, centenas de canais de TV que informam o tempo todo nossos filhos. Nem sempre esses meios de comunicação passam os valores que desejamos transmitir. Precisamos educar para a cidadania, para o respeito ao próximo, para os valores humanos, a fim de gerarmos pessoas saudáveis para nossa sociedade, tão carente de valores e de exemplos.
TF – O que um homem deveria saber antes de ser pai e o que aprende depois?
Luciano – Antes de ser pai, nossa referência é sempre nosso pai. Então, dependendo da família que trazemos em nós, essa imagem e seu sentido muda bastante. De modo geral, para ser pai precisamos entender que isso não é pouca coisa. É dever de cuidado, de doação, de ternura e aconchego. Quem quer ter um filho deve abrir mão de si, de seus desejos e vontades, para viver no outro, para o outro, com o outro. Precisamos de pais que se sintam chamados, vocacionados à paternidade. Ser pai é sempre participar da paternidade de Deus, o Pai por excelência, que tudo gerou, formou sem exigir nada em troca, só por amor. Devemos saber que ser pai é comprometer-se para toda a vida com outra pessoa. Não se troca de pai como se troca de roupa. Seu filho será sempre seu filho. É preciso se comprometer. Estar junto e deixar a vida acontecer no cuidado cotidiano. Com o tempo aprendemos que nossos filhos querem apenas isso: a presença por presente. Estar junto é viver a arte de ser pai. Todos os brinquedos do mundo e bela casa, em si mesmas, são apenas coisas que se amontoam ao redor da criança. A figura do pai agrega valor na brincadeira, no jogo, na alegria e, principalmente, na vida vivida. Com o tempo se aprende que ter brinquedo não significa brincar e que a verdadeira brincadeira, que para a criança é coisa séria, se dá na presença do outro. Ser pai é, simplesmente, estar ali e ser junto. Aprendemos a ser pai experimentando a paternidade no dia a dia.
Fonte: www.ArqRio.org

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Comissão para a Juventude da CNBB promove capacitação para assessores

Com a proposta de oferecer capacitação para agentes que atuam em atividades com a juventude nas dioceses, o curso em modalidade à distância é organizado pela Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB e terá duração de três meses, com início em setembro. As inscrições estão disponíveis no site dos Jovens Conectados.
            Em janeiro de 2015, a etapa presencial será de sete dias, no formato seminário, em Brasília (DF). Serão abordadas diferentes temáticas, entre elas vocação, espiritualidade, afetividade e sexualidade, projeto pessoal de vida, Palavra de Deus, mídia, cidadania. Além disso, o evento será uma oportunidade para troca de experiência entre os participantes. O curso é reconhecido como Extensão pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná.
Público-alvo
            Nesta primeira etapa, podem participar pessoas acima de 24 anos, que sejam lideranças diocesanas engajadas na evangelização da juventude, consagrados e leigos que exercem serviço entre os jovens nas dioceses, novas comunidades, movimentos, pastorais e congregações religiosas, como também catequistas de crisma. No próximo ano, serão abertas novas vagas para outros assessores e interessados no trabalho com juventude.
Formato do curso
            A primeira etapa online do curso (EAD) será constituída de leituras e reflexões de textos disponibilizados no site. Posteriormente, os cursistas participarão de seminário presencial, no período das férias de janeiro de 2015. Esta fase consistirá no aprofundamento dos temas, trabalhos em grupos, oficinas e trocas de experiências. O curso é motivado a partir das orientações do Documento 85 da CNBB “Evangelização da Juventude – desafios e perspectivas pastorais”. De acordo com Comissão, há necessidade de capacitar adultos para acompanhar adolescentes e jovens, após os frutos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil.

Fonte: CNBB/Comissão para a Juventude

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ampliar a Evangelização nas Universidades e Escolas

Brasília, 1º de Agosto de 2014. 
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados
com sua inteligência e suas respostas.” (Lc 2,47)

Em diversas partes, as Sagradas Escrituras nos mostram a força da presença de Jesus que“ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os escribas e fariseus” (Mt 7,28)! Ensinar “com autoridade” é falar com convicção e coerência. Estes dois elementos são essenciais e complementares. As verdades ensinadas e defendidas só são escutadas com respeito, quando aquele que fala empenha-se em viver aquilo que prega. Por outro lado, este testemunho de vida necessita de fundamentação sólida para ser mais incisivo e duradouro na vida das pessoas.
Entramos no mês de agosto, mês vocacional. É um momento bem propício para revisarmos a vivência de nossa vocação. Ao escutar a voz de Deus que nos chama para um determinado estado de vida e para um serviço qualificado à humanidade, nos sentimos convocados a fortalecer nossas convicções e a ser mais coerentes.
Somos tentados e pressionados por todos os lados e o desafio de viver com coerência a vocação cristã nos impõe aprofundamento da nossa fé. Dentro e fora de nós existem forças que nos obrigam às decisões. Ao lado de nossa tendência de comodismo e fuga, encontra-se uma cultura que avança em diversos aspectos questionando-nos constantemente sobre os fundamentos de nossa fé.
Articular fé e razão se torna, portanto, um imperativo em nossa vocação de discípulos missionários de Cristo. Estamos convencidos de que o processo de amadurecimento da fé exige raízes que lhe garantam consistência, caso contrário estará fadada a se esvaziar diante das crises e dos questionamentos que os dias atuais se nos impõem. Assim, também, a Igreja não admite uma intelectualidade desconectada das outras dimensões da vida humana, inclusive da dimensão religiosa. O ser humano é belo quando considerado em sua totalidade!
Mais do que nunca, a Igreja está sendo chamada a entrar no mundo acadêmico e universitário e exercer sua vocação na história de iluminar a vida, defender os princípios que a dignificam e defendê-la de ideologias relativistas, discriminatórias, manipuladoras, tendenciosas, reducionistas. “À medida que avança o processo de escolaridade, em especial na fase universitária, os jovens se fascinam pela racionalidade das ciências e tecnologias, pela eficiência e organização da sociedade produtiva e do mercado, pelo compromisso com a transformação social, de tal forma que sua fé pode entrar, em alguns casos, em conflito com a razão; mas pode, também, amadurecer com a contribuição dessa razão. A ação pastoral deve favorecer a base intelectual da sua fé para que saibam se mover de maneira crítica dentro do mundo intelectual, acompanhados de vida cristã autêntica para que possam atuar responsavelmente no mundo do qual fazem parte.” (Doc. 85 CNBB, 219)