Manhã de Formação ICJA

Manhã de Formação ICJA

segunda-feira, 17 de abril de 2017

“… Homem e mulher os criou…”



No nosso último texto, entendemos porque devemos retornar ao “princípio”. Os fariseus ao interrogarem Jesus a respeito da unidade e indissolubilidade do matrimônio (Mt 19) vão até Moisés para justificar suas atitudes. Cristo, porém, vai além e os reconduz ao princípio no plano da criação narrado no livro do Gênesis. Cristo mostra que o próprio profeta apenas permitiu a carta de divórcio por causa da dureza dos corações, mas, continua Ele, no “princípio” não era assim. Os fariseus parecem convictos ao afirmarem seus fundamentos, mas Cristo vai às origens, e não permite que a discussão fique apenas no âmbito legalista. Mais uma vez Ele apela para que o coração endurecido do homem seja transformado.
No diálogo com os fariseus, Jesus menciona duas passagens do livro do Gênesis. O primeiro questionamento é: “Não lestes que desde o princípio o Criador os fez homem e mulher? ”. Este tema é tratado em Gn 1,1 – 2,4, que relata a criação em sete dias. Esta narração, denominada de eloísta, porque provém da nominação de Deus como Eloim, apresenta estrutura teológica com fortes implicações metafísicas e éticas. O traço teológico é percebido ao não se comparar o homem com qualquer outra criatura, mas apenas com Deus: “Deus criou o homem a sua imagem, à imagem de Deus ele o criou”. O relacionamento da criatura com o criador é privilégio do homem, e só dele. Logo, o homem não pode ser reduzido ao “mundo”, às outras obras da criação, tanto que o próprio Deus ordena que subjugue e domine sobre a terra. E, ainda vai além, depois de os abençoar, dizendo que sejam fecundos e se multipliquem. Assim, este primeiro texto é direto e objetivo ao tratar da criação do homem e da mulher, e da unívoca relação entre eles.
No mesmo diálogo com os fariseus, Jesus faz menção à segunda passagem do Gênesis: “Então, o homem deixará pai e mãe, se unirá a sua mulher, e os dois serão uma só carne”. Ela corresponde a Gn 2, 4 – 25. Este texto é conhecido como javista, pois refere-se ao tratamento de Deus com Javé (Iahweh), cujas características antropomórficas são marcantes, como por exemplo “plasmou” o homem, “insuflou” em suas narinas. Essa narração apresenta característica subjetiva, psicológica, pois o homem chega à autoconsciência ao conhecer o mundo, e ao autoconhecimento quando se descobre como pessoa. O texto javista traz os ensinamentos da nudez original (“…estavam nus…), da inocência original (“… e não se envergonhavam…”) até chegar à arvore do conhecimento do bem e do mal, que leva o homem ao pecado original, ao seu estado de pecaminosidade.
Mergulhando na realidade da criação, Deus nos mostra a beleza da complementariedade do homem e da mulher. Ao afirmar que os dois serão uma só carne, Jesus mostra a grandeza e a profundidade desta união indicando como caminho único possível para que ela reflita a imagem e semelhança de Deus. O homem foi criado para a mulher, e a mulher foi criada para o homem. Tanto que, no texto javista, ao declarar que “não é bom que o homem esteja só”, Deus cria a mulher para ser a companheira do homem. Deus não cria um objeto, um animal ou mesmo outro homem, mas cria a mulher (“carne da minha carne, ossos dos meus ossos”) para ser a complementação ideal para o homem.
Homens e mulheres não são simplesmente diferentes, mas distintos. A diferença pode levar até mesmo à contradição, mas a distinção leva à complementariedade. E é exatamente desse caráter complementar – que envolve a pessoa por inteiro, corpo e alma – que vem a beleza do dom recíproco de si, capaz de procriar, de gerar nova vida.
Assim, Cristo reafirma seu convite para que o homem possa voltar e viver a sua inocência original, mesmo que a tenha perdido, assinalando que o caminho começa pelo coração puro do princípio.
(Texto: Tatiana e Ronaldo de Melo)
Fonte: https://teologiadocorpoarqrio.wordpress.com/2017/04/12/homem-e-mulher-os-criou/

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Formação de Líderes Jovens


“Que ninguém despreze tua jovem idade. Quanto a ti, sê para os fiéis modelo na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza” (I Timóteo, capítulo 4, 12)
Jovem, qual é o seu chamado? Qual o seu papel dentro da Igreja?  Como Deus chamou o jovem Timóteo, Ele também nos chama, não temos como aceitar o chamado sem mudar de vida. Lembre-se: Deus nos chama e quer nossa entrega por completo.
Inspirada pela carta escrita por São Paulo ao jovem Timóteo, a Formação de Líderes Jovens apresentará o exemplo de um jovem chamado a evangelizar pelo mundo comentando as orientações dadas por São Paulo a Timóteo. Convidamos você a participar desse encontro e aprofundar mais sobre a Igreja Católica, a entender o protagonismo da juventude a importância da entrega pessoal a Deus,  da Palavra e do estudo da fé cristã, além de conhecer o programa da Teologia do Corpo.
O encontro ocorrerá no dia 7 de maio de 2017 (domingo) na paróquia São João Batista em Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 287). O encontro terá inicio às 9h e encerrará com a missa às 18h.
Não fique de fora! Garanta a sua vaga, clique aqui e faça a sua inscrição.

Fonte: https://teologiadocorpoarqrio.wordpress.com/2017/04/09/vem-ai-formacao-de-lideres-jovens/

Oração Oficial da JMJ Panamá 2019


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Jornada Diocesana da Juventude: “O Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas”

No Domingo de Ramos, além da abertura da Semana Santa e do encerramento da Campanha da Fraternidade com a Coleta Nacional da Solidariedade, nós comemoramos também a Jornada Mundial da Juventude anual em âmbito (arqui)diocesano, e que, por isso, leva o nome de Jornada Diocesana da Juventude. O Papa, a cada ano nos envia o tema para ser aprofundado nesse domingo. A cada três anos (aproximadamente) ocorrem as Jornadas Mundiais da Juventude (em âmbito internacional).
Eis alguns elementos presentes na mensagem do Papa Francisco aos jovens por ocasião desta XXXII Jornada Mundial (Diocesana) da Juventude. O Santo Padre começa sua mensagem fazendo uma lembrança do encerramento da XXXI Jornada Mundial da Juventude ocorrida em Cracóvia, na Polônia, e onde foi anunciado que o próximo país a acolher a JMJ será o Panamá, em 2019.
No Panamá, o tema central será a respeito da Virgem Maria. Nessa bela caminhada, vai nos acompanhar a Virgem Maria, Aquela que todas as gerações chamam Bem-Aventurada (cf. Lc 1,48). O Papa pediu aos jovens: “sempre vivas na jovem Mulher de Nazaré, aparecem claramente expressas nos temas escolhidos para as próximas três JMJ. Neste ano (2017), refletiremos sobre a fé de Maria, quando disse no Magnificat: “O Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas” (Lc 1, 49). O tema do próximo ano (2018) – “Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus” (Lc 1, 30) – far-nos-á meditar sobre a caridade, cheia de coragem, com que a Virgem acolheu o anúncio do anjo. A JMJ de 2019 inspirar-se-á nas palavras “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), a resposta de Maria ao anjo, cheia de esperança” (Retirado do site:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/youth/documents/papa-francesco_20170227_messaggio-giovani_2017.html. Último acesso em: 01/04/2017).
A presente mensagem do Papa, “O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas” (Lc 1, 49), traz presente alguns subtítulos: 1- O nosso tempo não precisa de “jovens-sofá”, 2- O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas, 3- Ser jovem não significa estar desconectado do passado, 4- Como permanecer conectado, seguindo o exemplo de Maria, 5- Fidelidade criativa para construir tempos novos.
1- O nosso tempo não precisa de “jovens-sofá”
O Papa aqui reflete o Evangelho de Lucas, quando Maria, depois de ter acolhido o anúncio do anjo respondendo “sim” à vocação de Se tornar mãe do Salvador, levanta-Se e vai, apressadamente, visitar a prima Isabel, que está no sexto mês de gravidez (cf. 1, 36.39). Maria é o exemplo para todos os jovens, pois ela, enquanto jovem, vai até a casa de sua prima e se coloca à disposição para ajudá-la, ou seja, Maria não é acomodada. “Maria não é daquelas pessoas que, para estar bem, precisam dum bom sofá onde ficar cômodas e seguras. Não é uma jovem-sofá! (Cf.Discurso na Vigília, Cracóvia, 30/VII/2016). Vendo que servia uma mão à sua prima idosa, Ela não perde tempo e põe-Se imediatamente a caminho”. (Retirado do site:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/youth/documents/papa-francesco_20170227_messaggio-giovani_2017.html. Último acesso em: 01/04/2017).
2- O Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas
Aqui vemos a atitude de Maria no Cântico do Magnificat (Lc 1,46-55). “O cântico duma jovem cheia de fé, consciente dos seus limites, mas confiante na misericórdia divina. Esta mulher corajosa dá graças a Deus, porque olhou para a sua pequenez e também pela obra de salvação que realizou no povo, nos pobres e nos humildes. A fé é o coração de toda a história de Maria. O seu cântico ajuda-nos a compreender a misericórdia do Senhor como motor da história, tanto a história pessoal de cada um de nós como a da humanidade inteira”. (Retirado do site:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/youth/documents/papa-francesco_20170227_messaggio-giovani_2017.html. Último acesso em: 01/04/2017).
3- Ser jovem não significa estar desconectado do passado
Fazer memória do passado é útil também para acolher as intervenções inéditas que Deus quer realizar em nós e através de nós. E ajuda a abrir-nos para sermos escolhidos como seus instrumentos, colaboradores dos seus projetos salvíficos. Também vós, jovens, podereis fazer maravilhas, assumir responsabilidades enormes, se reconhecerdes a ação misericordiosa e omnipotente de Deus na vossa vida”. (Retirado do site:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/youth/documents/papa-francesco_20170227_messaggio-giovani_2017.html. Último acesso em: 01/04/2017).
4-  Como permanecer conectado, seguindo o exemplo de Maria
O exemplo de Maria une bem ação e oração. Por isso, devemos olhar para ela e ver o exemplo de cristã. Mulher que rezou na vida, em vida e com a vida. Este deve ser o exemplo para todos os jovens.
5- Fidelidade criativa para construir tempos novos
O Papa pediu aos jovens para não se perderem na cultura imediatista que temos. “Não vos deixeis enganar! Deus veio ampliar os horizontes da nossa vida, em todas as direções. Ele ajuda-nos a dar o devido valor ao passado, para melhor projetar um futuro de felicidade: mas isto só é possível, se se viverem experiências autênticas de amor, que se concretizam na descoberta da vocação do Senhor e na adesão a ela. E isto é a única coisa que nos torna verdadeiramente felizes”. (Retirado do site:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/youth/documents/papa-francesco_20170227_messaggio-giovani_2017.html. Último acesso em: 01/04/2017).
Aqui na cidade do Rio de Janeiro, a Jornada Arquidiocesana da Juventude acontecerá no sábado, como de praxe, neste ano, dia 8 de abril, e terá como tema aquele que o Papa escolheu: “O Poderoso fez para mim coisas grandiosas” (Lc 1, 49). Este tema para recordar que neste ano no Brasil, de modo muito especial, estamos celebrando os 300 anos do encontro da imagem da “Mãe Aparecida” nas águas do Rio Paraíba. A concentração será às 13h30min na entrada da Catedral, na Av. Chile, no Centro da cidade, onde o cônego Cláudio dos Santos, que é pároco, acolherá os jovens. A bênção dos ramos será dada no início do evento. Em seguida, os jovens seguirão em procissão pelas ruas do Centro até a Igreja da Candelária, onde irei presidir a Santa Missa. Haverá, também, animação e pregações.
Dirijo um convite muito especial a todas as expressões jovens de nossa Arquidiocese e a todos os jovens que nesta cidade caminham, para participar desse momento, com um belo testemunho pelas ruas centrais da cidade, dirigindo-se à casa de Maria, Candelária, para celebrarmos a Missa por ocasião da XXXII Jornada da Juventude, agradecendo ao Senhor pelas maravilhas que faz na vida de nossa juventude e nos dispondo a continuar sendo sinais de Cristo no mundo de hoje.
Que abramos nossos corações e vida a Cristo, sem medo! Peçamos a Maria que nos leve ao Seu Filho, Nosso Salvador. Que este dia seja repleto de graça e paz. Deus abençoe a todos!

Aurtor: Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1715/jornada-diocesana-da-juventude-o-todo-poderoso-fez-em-mim-maravilhas

terça-feira, 4 de abril de 2017

Intenções do Papa Francisco de Mês de Abril fala sobre os Jovens

Oremos: Pelos Jovens, para que saibam responder com generosidade à própria vocação, considerando seriamente também a possibilidade de se consagrarem ao Senhor no sacerdócio ou na vida consagrada.



Cruz peregrina da JMJ será entregue aos jovens do Panamá no Domingo de Ramos (09/04)

No Domingo de Ramos, no próximo 9 de abril, será celebrada a 32ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em nível diocesano. No Vaticano, 200 pessoas de várias dioceses do Panamá, de países da América Central e do México estarão reunidos para a entrega da Cruz Peregrina e do ícone de Nossa Senhora pelas mãos dos jovens poloneses de Cracóvia.
Como de tradição, a entrega acontece durante a Santa Missa presidida pelo Papa, às 10h, na Praça São Pedro. Em preparação ao domingo, os jovens poloneses e latino-americanos irão participar de um congresso durante a semana com o tema: “De Cracóvia ao Panamá. O Sínodo em Caminho com os jovens”. O evento, organizado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, começa nesta quarta-feira (5) para analisar os resultados da JMJ da Polônia e para refletir sobre o futuro dos jovens católicos na sociedade atual.
Para o sábado, 8 de abril, está previsto um encontro com o arcebispo do Panamá, José Domingo Ulloa Mendieta, que vai apresentar as principais características da JMJ de 2019, a organização do evento e os aspectos pastorais. A reunião da manhã será concluída com a celebração de uma missa, ao meio-dia. No final da tarde, os participantes se encontrarão na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, para a Vigília Mariana.
Durante a noite, tanto os jovens na Itália quanto os jovens no Panamá estarão reunidos em oração, em Vigília pela entrega da Cruz Peregrina e do ícone mariano da JMJ. Da América, às 3 horas da manhã de domingo, 9 de abril, eles estarão acompanhando ao vivo, direto do Vaticano, a entrega dos símbolos da Jornada que serão recebidos por 25 jovens do Panamá, um de cada país da América Central e um do México. (AC) 
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/04/03/cruz_peregrina_da_jmj_ser%C3%A1_entregue_aos_jovens_do_panam%C3%A1_/1303242

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Formação: Catequese Quaresmal 4

Nesta quarta catequese, tendo como pano de fundo a juventude, é importante aprofundar sobre a Eucaristia e a importância que os jovens devem dar a este Sacramento. O sinal básico deste Sacramento é a comunhão de mesa: pão e vinho são repartidos, a palavra da última ceia de Jesus convida: “Tomai e comei, (...) bebei” (Mt 26,26s). A Eucaristia cristã, a “Ceia do Senhor” (1 Cor 11, 20), tem sua origem no cear em Israel, que une os participantes entre si e com Deus; na ceia de Jesus com os apóstolos, que eram sinais realizadores de Seu convite para o reino de Deus e de Sua pró-existência (sua existência a favor de outros); e de Sua nova vinda, que os discípulos fizeram “ao partir do pão” (Lc 24,35). Porém se transforma também no sacrifício de louvor, incruento, que se atualiza a cada celebração. Na Eucaristia celebramos o tríduo pascal!
Na última Ceia de Jesus, em face da morte iminente, se concentrou na experiência de Sua ressurreição e de Sua nova vinda, que os discípulos fizeram “ao partir do pão” (Lc 24,35). Desde a aliança do Sinai até a congregação da comunidade na experiência pascal, a Ceia sempre é sinal de aliança: a aliança de Deus com os homens se realiza quando homens se aliam entre si. No comer e beber em comum se recebe a vida, celebra-se a aliança que possibilita a vida.
No Novo Testamento, a comunhão de mesa é o ato de Jesus por várias vezes referido nos Evangelhos. Ele é entendido por amigos e inimigos. Para uns é um ato convidativo, para outros é motivo de escândalo e inimizade por causa dos comensais com os quais Jesus se envolve. Com a parábola do pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32), Jesus justifica Sua comunhão de mesa com os pecadores, e com o convite para o banquete, com o qual termina a parábola, tenta convencer os justos a se alegrarem com o retorno do perdido. No relato da Última Ceia, por um lado é ceia de despedida: resumo da vida e, ao mesmo tempo, testamento comprometedor para os discípulos; por outro lado, ela aponta, como todas as comunhões de mesa de Jesus, para o futuro escatológico.
A iniciação cristã encontra seu ápice no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Com efeito, as ações litúrgicas da iniciação vão ordenadas a significar e produzir a união íntima do cristão com Cristo e com a Sua missão. A destinação para essa missão, que se recebe no Batismo, no qual o batizado fica marcado indelevelmente com o sinal de Cristo, reforça-se na plenitude do Espírito Santo, que nos é dada no Sacramento da Confirmação. Mas a Eucaristia, ao estabelecer a comunhão entre a pessoa do cristão e o seu Senhor, morto e ressuscitado, coloca-O diretamente no seio da vida divina. A Eucaristia não é só participação na graça, mas na própria fonte da graça.
A Eucaristia é sacrifical, sacramento da morte e da ressurreição, porque ela é o corpo de Cristo, “corpo entregue”, Ele se torna presente no instante da realização da salvação, corpo entregue e glorificado, a fim de que a Igreja se torne um só corpo com Ele na realização da salvação. A Eucaristia é o Sacramento da presença de Cristo, e é sacrifical em razão dessa presença. A Eucaristia é o sacramento do sacrifício de Cristo, por que, por ela, Cristo se doa à Igreja em Seu único sacrifício, em Sua morte e Sua ressurreição, nas quais foi eternizado. Ele se doa a ela, a fim de que ela celebre com Ele o único sacrifício. A Eucaristia é o corpo de Cristo no ato redentor, dado à Igreja para que se torne aquilo que ela recebe: o corpo de Cristo no ato redentor. Assim, salva em Cristo e com Ele, ela participa na salvação do mundo           .
Quanto aos jovens, vejo em nossas paróquias vários movimentos e pastorais juvenis que dedicam algum tempo para adoração ao Santíssimo Sacramento, ou ainda, quantos grupos de jovens que acontecem nos finais de semana têm o encontro e depois o ápice é a celebração da Santa Missa. Em minhas visitas, tenho notado uma maior participação dos jovens nas Santas Missas. A Igreja precisa sempre viver a máxima: “Jovem, evangeliza jovem”. Temos muitos grupos, movimentos, encontros em que a celebração Eucarística como centro de tudo, também se converge tanto para os trabalhos sociais como para tempos de conversão.
Por isso, o tempo de oração que fortalece o trabalho faz com que os jovens dediquem sempre um tempo para adorar o Senhor, pois precisamos de jovens adoradores. Nesse sentido, convido-os para fazerem parte dos adoradores do Santuário da Adoração Perpétua na nossa Igreja Matriz da Paróquia de Santana, no centro da cidade. Esses que adoram o Senhor são também os Jovens que vão levar ao mundo a Palavra do Senhor. E como temos precisado dessa Palavra num mundo em que a falta de Deus tem gerado o esfriamento na fé e obnubilado a razão de tantos! E, por isso, surgem várias coisas: a violência, o mundo das drogas, a prostituição, a criminalidade e tantos outros problemas.
Jovens, vocês podem ter um coração Eucarístico e levar ao mundo a semente da Palavra do Senhor, que é: a paz, o amor e a misericórdia através do testemunho de vida de cada um!

Aurtor: Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1711/os-jovens-e-a-eucaristia-catequese-quaresmal-4

quinta-feira, 30 de março de 2017

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A XXXII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2017


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A XXXII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2017
(Domingo de Ramos, 9 de abril de 2017)

«O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas» (Lc 1, 49)

Queridos jovens!
Eis-nos de novo em caminho, depois do nosso encontro maravilhoso em Cracóvia, onde celebramos juntos a XXXI Jornada Mundial da Juventude e o Jubileu dos Jovens, no contexto do Ano Santo da Misericórdia. Deixamo-nos guiar por São João Paulo II e Santa Faustina Kowalska, apóstolos da misericórdia divina, para dar uma resposta concreta aos desafios do nosso tempo. Vivemos uma intensa experiência de fraternidade e alegria, e demos ao mundo um sinal de esperança; as bandeiras e as línguas diferentes não eram motivo de discórdia e divisão, mas ocasião para abrir as portas dos corações, para construir pontes.

No final da JMJ de Cracóvia, indiquei o próximo destino da nossa peregrinação que, com a ajuda de Deus, nos levará ao Panamá em 2019. Neste caminho, acompanhar-nos-á a Virgem Maria, Aquela que todas as gerações chamam bem-aventurada (cf. Lc 1, 48). O novo trecho do nosso itinerário liga-se ao anterior, que estava centrado nas Bem-aventuranças, mas impele-nos a avançar. Na realidade, tenho a peito que vós, jovens, possais caminhar, não só fazendo memória do passado, mas tendo também coragem no presente e esperança no futuro. Estas atitudes, sempre vivas na jovem Mulher de Nazaré, aparecem claramente expressas nos temas escolhidos para as próximas três JMJ. Neste ano (2017), refletiremos sobre a fé de Maria, quando disse no Magnificat: «O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas» (Lc 1, 49). O tema do próximo ano (2018) – «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus» (Lc 1, 30) – far-nos-á meditar sobre a caridade, cheia de coragem, com que a Virgem acolheu o anúncio do anjo. A JMJ de 2019 inspirar-se-á nas palavras «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38), a resposta de Maria ao anjo, cheia de esperança.

Em outubro de 2018, a Igreja celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional. Interrogar-nos-emos sobre o modo como vós, jovens, viveis a experiência da fé no meio dos desafios do nosso tempo. E abordaremos também a questão das possibilidades que tendes de maturar um projeto de vida, discernindo a vossa vocação – entendida em toda a sua amplitude de destinação – ao matrimónio, no âmbito laical e profissional, ou então à vida consagrada e ao sacerdócio. Desejo que haja uma grande sintonia entre o percurso para a JMJ do Panamá e o caminho sinodal.

O nosso tempo não precisa de «jovens-sofá»

segunda-feira, 27 de março de 2017

Encontro com crismandos conclui visita do Papa a Milão

  
Uma multidão de 80 mil jovens acolheu o Papa no Estádio de São Siro, em Milão, aos gritos de “Francisco, Francisco”, naquele que foi seu último compromisso em terras ambrosianas antes de retornar a Roma. Uma verdadeira festa da fé, com muita música, cores e danças.
  No encontro com os crismandos, o Santo Padre respondeu a algumas perguntas feitas por um jovem crismando, por um casal e por uma catequista.
Um jovem
  O primeiro a interpelar Francisco foi um jovem: “Quando tinhas a nossa idade, o que te ajudou a fazer crescer a amizade com Jesus?”
  “São três coisas, com um fio unindo as três”. Os avós podem ajudar  a crescer na amizade com Jesus, esta é a minha experiência, disse Bergoglio.  “A nona me ensinou a rezar, também minha mãe”. “Os avós tem a sabedoria da vida”, reiterou o Papa, e com esta sabedoria “nos ensinam como caminhar próximos a Jesus. A mim o fizeram”. “Falem com vossos avós. Perguntem a eles, escutem-nos, falem com eles”.
  Depois, “brincar com os amigos também me ajudou muito” – acrescentou o Papa - pois é bom “sentir alegria nas brincadeiras com os amigos, sem insultos”, e pensar, “assim brincava Jesus”. “Nos faz bem brincar com os amigos, porque quando o jogo é limpo, se aprende a respeitar os outros, se aprende a fazer uma equipe, a trabalhar juntos. E isto nos une a Jesus”. E se houver brigas, “depois pedir perdão”.
  Por fim, uma terceira coisa que o ajudou muito a crescer na amizade com Jesus: ir à paróquia, reunir-se com os outros. É algo importante. Estas três coisas...um conselho que dou a vocês. Vos farão crescer na amizade com Jesus. “Com estas três coisas tu rezarás mais. E a oração é aquele fio que une as três coisas”.
Um pai
  Um pai, ao lado de sua esposa, foi o segundo a dirigir-se ao Pontífice: “Como transmitir aos nossos filhos a beleza da fé? Às vezes parece realmente difícil poder falar deste tema sem ser chatos e banais e partilhar com eles a fé? Que palavras usar?
  Em resposta, o Papa convidou os pais a recordarem-se das pessoas “que deixaram uma marca” na fé deles e “o que deles ficou marcado”, pedindo que por alguns minutos “voltassem a ser filhos para recordar as pessoas” que os ajudaram a acreditar. “Todos trazemos na memória, mas especialmente no coração, alguém que nos ajudou a crer”, observou.
  O Papa explica que as crianças, os filhos, observam o comportamento dos adultos, “captando tudo”, “tirando as suas conclusões e os seus ensinamentos”. Neste sentido, aconselha os pais “a terem cuidado deles, a ter cuidado de seus corações, de sua alegria e de sua esperança”.
  Quando se coloca um filho no mundo se deve ter a consciência de que temos a responsabilidade de fazê-lo crescer na fé. E acrescentou, que quando os pais brigam, as crianças sofrem e não crescem na fé.
  “Os “olhos” de vossos filhos pouco a pouco memorizam e leem com o coração como a fé é uma das melhores heranças que vocês receberam de vossos pais, de vossos antepassados. Mostrar a eles como a fé nos ajuda a seguir em frente, a enfrentar os tantos dramas que temos, não com uma atitude pessimista, mas confiante, este é o melhor testemunho que podemos dar a eles”.
  Existe um dito: “As palavras são levadas pelo vento”, mas aquilo que se semeia na memória, no coração, permanece para sempre.
  O Papa observa que em muitos lugares, muitas famílias têm a bonita tradição de irem juntas à Missa e depois a um parque. Assim, que a fé se torna uma exigência da família com outras famílias. Neste sentido. Francisco também exorta os pais a brincarem com seus filhos, a “perderem tempo” com eles.
  Também educar à solidariedade, às obras de misericórdia. Neste ponto o Papa coloca um acento na “festa, na gratuidade, no buscar outras famílias e viver a fé como um espaço de prazer familiar”. A isto deve ser acrescentado outro elemento:  “não existe festa sem solidariedade”. Não dar o supérfluo, “mas dividir com os outros aquilo que temos”.
Uma catequista
  Por fim, uma catequista pede ao Papa um conselho sobre como abrir à escuta e ao diálogo com todos os educadores que trabalham com os jovens:
  A educação deve ser harmônica, responde o Papa. Educar com o conteúdo, as atitudes na vida e os valores. Mas nunca educar somente, por exemplo, com noções, ideias. Também o coração se deve fazer crescer na educação, o fazer, o modo de caminhar na vida.
  Uma educação baseada no pensar-fazer-sentir (cabeça-mãos-coração). O conhecimento é multiforme, nunca é uniforme. Não separar. Não educar somente o intelecto – dar noção intelectual é importante, mas isto, sem o coração e as mãos, não serve.
  Os jovens/alunos tem interesses e facilidades diferentes.  Para isto – diz o Papa – o professor deve estimular as boas qualidades de seus alunos.
  O Papa, por fim, chama a atenção para o bullying. “Estejam atentos!”.
  Agora pergunto a vocês, crismandos...escutem em silêncio: na vossa escola, em vosso bairro, há alguém que você insulta, engana, porque ele/ela tem algum defeito, porque é gordo, magro, isto ou aquilo?...pensem! Vocês gostam de fazê-los passar vergonha e de bater neles por isto? Pensem! Isto se chama bullying. Por favor...ainda não acabei...Por favor! Para o Sacramento da santa Crisma, façam a promessa ao Senhor de nunca fazer isto e nunca permitir que se faça isto em vosso colégio, escola, bairro, entendido? E me prometam nunca enganar, insultar o companheiro de colégio, de bairro. Prometem isto hoje? (Siiim, respondem!). O Papa não está contente com a resposta. Prometem isto? (Siiim, respondem!). Este sim disseram ao Papa. Agora em silêncio, pensem que coisa ruim é isto e pensem se vocês são capazes de prometer isto a Jesus. Prometem a Jesus nunca fazer este bullying? ...siiim!.  Obrigado! E que o Senhor vos abençoe.
  Com a oração do Pai Nosso e a bênção final, o Santo Padre deixou o Estádio de São Siro pouco depois das 19 horas (hora local), para dirigir-se ao aeroporto e retornar a Roma. (JE)
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/25/encontro_com_crismandos_conclui_visita_do_papa_a_mil%C3%A3o/1301286




quarta-feira, 22 de março de 2017

Próximas JMJs terão temas com foco em Maria


O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 22, os temas das próximas Jornadas Mundias da Juventude que serão realizadas em 2017, 2018 e 2019. Esta última será a edição internacional do evento, no Panamá. Os temas escolhidos pelo Papa Francisco trazem como foco a figura de Maria.
“Grandes coisas fez por mim o Onipotente (Lc 1, 49) será o tema para 2017 (32ª JMJ, âmbito diocesano); “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus (Lc 1, 30) será o tema para 2018 (33ª JMJ, âmbito diocesano) e “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38) será o tema para a edição internacional em 2019, no Panamá (34ª JMJ).
Em comunicado emitido hoje, o órgão Vaticano para os Leigos, a Família e a Vida, responsável pela organização da Jornada, explica que o caminho espiritual indicado pelo Santo Padre prossegue com coerência a reflexão das últimas três JMJs (2014 a 2016), centradas nas Bem Aventuranças.
“Como sabemos, Maria é aquela que todas as gerações chamarão bem aventurada. No discurso preparado para o encontro com os voluntários da JMJ de Cracóvia, Papa Francisco ilustrava as atitudes da Mãe de Jesus, indicando-a como modelo a imitar”, explicou o Vaticano.
Os temas anunciados buscam dar ao itinerário espiritual das próximas jornadas uma forte conotação mariana, retomando, ao mesmo tempo, a imagem de uma juventude em caminho, animada pelas três virtudes teologais: fé, caridade e esperança.
O caminho proposto aos jovens também está em sintonia com o tema escolhido pelo Papa para o próximo Sínodo dos Bispos: “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Sobre a JMJ

A Jornada Mundial da Juventude, conhecida como JMJ, é um evento criado por São João Paulo II, em 1986, que reúne jovens católicos de todo o mundo. Tem o intuito de celebrar a fé em Jesus Cristo e mostrar o rosto jovem da Igreja. A maior reunião de jovens católicos do mundo tem atravessado gerações e fronteiras, e reunindo pessoas dos quatro cantos do planeta.
A última edição do evento foi realizada em julho de 2016 em Cracóvia, na Polônia, com o tema “Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), em harmonia com o Jubileu da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016.
O Brasil foi sede da edição internacional do evento em 2013, ocasião que trouxe o Papa Francisco ao país em sua primeira viagem apostólica depois que foi eleito Papa em março do mesmo.
Fonte: http://noticias.cancaonova.com/especiais/jmj/proximas-jmjs-terao-temas-com-foco-em-maria/

Papa envia videomensagem a jovens em preparação à JMJ

Papa Francisco gravou um vídeo em que convida jovens a já se prepararem para a edição internacional da JMJ, que será em 2019

Da Redação, com Vaticano 
O Vaticano publicou nesta terça-feira, 21, a videomensagem que o Papa Francisco gravou a jovens do mundo inteiro em preparação à Jornada Mundial da Juventude 2017, que será realizada em âmbito diocesano no Domingo de Ramos, 9 de abril.
Já é tradicional uma mensagem do Papa para o evento, mas neste ano, a fim de favorecer sua difusão, Francisco gravou um vídeo, em espanhol, em que ele mesmo fala aos jovens, destacando alguns pontos-chave do texto da mensagem. Ele também convida a juventude a tomar o caminho de preparação espiritual para a edição internacional do evento, que será no Panamá de 22 a 27 de janeiro de 2019. Assista a seguir (em espanhol):
Francisco diz que é muito importante para ele esses encontros com a juventude e desta vez o caminho de preparação para a edição internacional do evento está em harmonia com o próximo Sínodo dos Bispos, que também será dedicado aos jovens. 
“Neste caminhar, acompanha-nos Nossa Mãe, a Virgem Maria, e nos anima com sua fé, a mesma fé que ela expressa em seu cântico de louvor”, diz o Papa, lembrando que Maria é o foco dos temas das próximas três edições do evento.
O Santo Padre convida os jovens a cultivar uma relação de familiaridade e amizade com a Virgem Maria. “Falem com ela. 9…) Como boa mãe, ela os escuta, os abraça, os quer, caminha com vocês. Eu asseguro a vocês que se fizerem isso não vão se arrepender”. 
Fonte: http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-envia-videomensagem-jovens-em-preparacao-jmj/

terça-feira, 21 de março de 2017

Capacitação dos Lectionautas na Paróquia Nossa Senhora da Glória, Largo do Machado


A paróquia Nossa Senhora da Glória abriu suas portas para a realização do retiro Lectionautas, o primeiro de 2017, no último sábado, 18/03/2017. A convite da catequista Arminda da Costa Martins.
            O encontro reuniu membros da ICJA da paróquia, equipe e catecúmenos, e correu bem num ambiente acolhedor e teve seu início com a Santa missa celebrada pelo padre Levi de Alves Senna seguida de palestras que tratam sobre o projeto dos Lectionautas, a experiência da Palavra e os 4 passos da Lectio Divina, adoração e louvor com músicos da paróquia, dinâmicas e até uma maratona.
            Disponibilizando os instrumentos para capacitação de discípulos missionários, o projeto visa formar jovens que ajudem outros jovens a lerem a Bíblia através do método da Lectio Divina, aproximando-os da Palavra de Deus e seus ensinamentos, e assim tornando-a presente em suas vidas.

DEPOIMENTOS
            "Desde a realização do nosso primeiro retiro de crisma, em meados do ano passado, a experiência da proximidade com Deus - longe das tribulações do dia a dia - me trouxe um enriquecimento espiritual muito grande. Não por outra razão insisti muito junto à equipe para que esse nosso segundo retiro, do último fim de semana, pudesse ocorrer. Não podia ter sido melhor. O retiro dos lectionautas, as palestras e atividades interativas feitas ao longo de dois dias, nos trouxe muita vivência e aprendizado. A ideia de leitura orante que desconhecia o passo a passo para se ter uma boa compreensão da Bíblia, dentre outras coisas, me propiciaram uma maior intimidade com a religião, cuja fé professo desde que me entendo por gente.
Sou extremamente grato à equipe de crisma, aos lectionautas e demais palestrantes que fizeram dessa vivência com Cristo algo extremamente positivo. Por fim, e como não podia deixar de ser, espero que possa com a crisma levar a mensagem de Deus para outros rebanhos, ser pescador de gente e difundir  cada vez mais a palavra de Deus aos que dela carecem."
Felipe de Souza Barroso Guimarães

            "Meu nome é Paulo José dos Santos Manso, sou Ministro da Eucaristia e sirvo na equipe da Iniciação Cristã de Jovens e Adultos na Matriz de São Geraldo em Olaria.
Alguns meses atrás participei de um dia de experiência com a Lectio Divina, aqui mesmo em minha paróquia.
Eu já havia lido sobre os lectionautas e já nutria simpatia, digamos assim, pela proposta desafiadora de leitura orante da Palavra de Deus.
Minhas expectativas foram ultrapassadas nesse primeiro encontro. Não obstante o projeto ter uma proposta bem identificada com a juventude, acabei me sentindo chamado quando foi criado um grupo de lectionautas aqui na Matriz. Acho que sou o mais "idoso".
Em nossas reuniões procuramos exercitar a leitura orante e tirar as dúvidas sobre os quatro passos da Lectio.
Recentemente o Júlio nos convidou para ajudar num encontro que aconteceria em 18 de março na Igreja de N. Sra. da Glória (Largo do Machado). Senti muita vontade de contribuir de alguma forma para que as pessoas pudessem ter uma experiência genuína com a Palavra de Deus. Mesmo inseguro e sem experiência me comprometi a ajudar.
Toda verdadeira experiência com a Palavra de Deus é profunda e de alguma forma transforma a nossa vida.
A organização da equipe, sua dedicação e carinho tornou tudo mais fácil para mim. Eu que pensei que ajudaria apenas no acolhimento acabei ajudando nos exercícios e nas dinâmicas.
Claro que o ponto alto do encontro foi quando a Irmã Lúcia conduziu o exercício da Lectio Divina passo-a-passo.
Agradeço a Deus pela experiência vivida e com a qual aprendi um pouquinho mais."

Paulo José dos Santos Manso

Veja algumas fotos:

segunda-feira, 20 de março de 2017

Formação: Catequese Quaresmal 3

Os jovens e a confissão


Um dos belos temas que o Papa Francisco tem insistido é sobre o Sacramento da Reconciliação. Após o Ano da Misericórdia, a insistência continua para que os cristãos façam experiência do amor misericordioso de Deus no Sacramento da Reconciliação. É muito belo ver o exemplo de uma juventude de fé que reza e se aproxima deste sacramento. Neste nosso terceiro encontro, em que quero manifestar todo meu afeto por todos os jovens que trabalham nas pastorais, movimentos e associação, e às vésperas do “24 horas para o Senhor” e durante este tempo de “mutirões de confissões”, queremos aprofundar um pouco mais a respeito do Sacramento da Penitência e louvar a Deus pela participação do jovem na busca deste Sacramento.
  O específico do Sacramento da Penitência, em sua forma atual, consiste formalmente no fato de ele fazer parte da confissão pessoal e concreta dos pecados e que, em vista dessa confissão, o clérigo autorizado concede a absolvição. A isso corresponde o próprio Sacramento da Penitência em seu conteúdo: nele se unem elementos do juízo e da reconciliação. O Sacramento da Penitência é sinal realizador do juízo divino da graça para a reconciliação do pecador na comunhão da Igreja.
  O objetivo do Sacramento da Penitência é reconciliação, e isso no mencionado triplo sentido: reconciliação com Deus, que significa, simultaneamente, a redenção do afastamento de Deus; reconciliação com os semelhantes, que supera o abismo causado pela negação do amor; reconciliação do ser humano consigo mesmo, como superação da autoalienação dada com cada pecado. O nível teológico e o nível social estão intimamente inter-relacionados: a reconciliação acorre na reconciliação com a Igreja. Essa fórmula clássica da teologia da penitência mostra a estrutura básica de todos os Sacramentos: nas relações humanas acontece a proximidade transformadora de Deus.
  A palavra que anuncia a reconciliação deve ser acolhida no coração humano para que possa dar fruto. A resposta do homem é chamada comumente de conversão, ou seja, de volta. Não há reconciliação sem a iniciativa de Deus, mas também não há sem a resposta do homem. O Sacramento da Penitência supõe essencialmente um diálogo.
  No Antigo Testamento, sofrimento e culpa, mas também perdão e salvação se encontram em relação íntima. Isto já o ilustram as narrativas da queda na proto-história bíblica (cf. Gn 3; 4,1-16; 6-8; 11,1-9). O nexo entre culpa e destino está bem claro para os profetas: porque os ricos em Israel exploraram os pobres, vivem despreocupadamente no luxo e não se importam com a ruína do povo, “por isso agora têm que ir para o exílio” (Am 6,7). Porque Israel abandonou o seu Deus, “fonte da água viva”, por isso tem que agora viver com as cisternas rachadas que cavam para si mesmos: “Teu mau procedimento te castiga” (cf. Jr 2, 13.19). Da mesma forma estão ligadas entre si a salvação do exílio, a transformação interior e uma nova relação com Deus. Em Ezequiel, a transformação é descrita com as metáforas da purificação com água limpa, da concessão de um coração novo, da abertura dos sepulcros, da reunião das ossadas, da revivificação pelo sopro de Deus.
  No Novo Testamento, o sinal sacramental clássico para a conversão e perdão dos pecados é o Batismo. Por ele também está caracterizada a “nova vida” dos batizados: eles “morreram com Cristo”, para com Ele ressuscitarem (cf. Rm 6, 4.8).  Jesus tornou-se, em pessoa, a expiação de todos os pecados, “instrumento de propiciação por seu próprio sangue”. (Hb 3,25)
  O Sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao Sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação. A Igreja tem em seu mandamento que devemos confessar pelo menos uma vez no ano, por ocasião da festa da Páscoa da Ressurreição.
  Este tempo de Quaresma é propício para isto. Quantos jovens buscam este Sacramento! Nos últimos anos, tenho visto um grande número de jovens em nossa Arquidiocese ir em busca deste Sacramento. Quantos vão aos mutirões de Confissão realizados em nossas paróquias durante este tempo de Quaresma! Quantos ainda ao longo do ano buscam este Sacramento para estar em comunhão com Deus, a Igreja e com ele mesmo! E para aqueles jovens que estão afastados deste Sacramento, eis o tempo, eis o momento de se aproximar do Senhor, que os acolhe de braços abertos.
  A você jovem, coragem, pois Deus o ama, Deus o chama a ser um discípulo e missionário. Que o exemplo da alegria de tantos jovens reconciliados pelo Sacramento da Penitência contagie tantos outros para entrarem nesse caminho de conversão e de vida. Somos embaixadores que convocam a todos: reconciliai-vos com Deus! Eis o tempo favorável!

Aurtor: Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1694/os-jovens-e-a-confissao-catequese-quaresmal-3

Jovens do Santuário da Divina Misericórdia Visitam a Exposição "O Homem do Sudário"

  A Iniciação Cristã de Jovens do Santuário da Divina Misericórdia visitou neste sábado (18/03), em seu último dia, a exposição “Quem é o Homem do Sudário?”. Uma experiência com certeza marcante não só para os crismandos, mas para os pais e catequistas que estavam presentes. Conhecer um pouco mais sobre os elementos reais e históricos que fazem parte do centro da nossa fé, o Mistério Pascal, é com certeza uma graça de Deus.
     Fomos muito bem acolhidos pelas freiras do Convento Nossa Senhora do Monte Carmelo onde se encontra a exposição. Nosso agradecimento também à equipe de guias, em especial Suzane Bielinski, Meres e Carlos que ajudaram a todos nós com as devidas explicações, sempre solícitos e a disposição.
   A visita terminou com a adoração ao Santíssimo Sacramento onde rezamos o terço da Misericórdia em ação graças pela visita e também pedindo o auxílio de Deus para que cada dia mais sejamos semelhantes a Cristo que se sacrificou pela nossa salvação.
   Neste tempo de Quaresma em que a Igreja nos convida a meditar sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo esta exposição se faz oportuna principalmente para que o nosso aprofundamento nesse Mistério seja mais intenso, unindo nossos corações ao coração de Cristo.

Depoimentos


  “O Santo Sudário foi umas das exposições mais lindas e interessantes que eu já estive presente! Foi uma das poucas que realmente me prenderam e me fizeram querer saber mais e mais. Para cada explicação de cada assunto la apresentado, uma onda diferente de arrepio me percorria! Com toda certeza, eu amei!” – Amanda Garanito, Crismanda.

  “A exposição sobre o Santo Sudário nos emocionou. Relembrar, em detalhes, todo o sofrimento que Cristo passou por amor, toca fundo o nosso coração. As imagens, com informações complementares, são impressionantes. Participar desta experiência, em família, foi incrível.” –Roselene Serafim , Mãe da crismanda Maryane Serafim.

  “Dentro de minha caminhada quaresmal, visitar a exposição do Santo Sudário,  me fez sentir uma caminhante da Via Crúcis e no exaltar da minha fé, diante dos  tantos sinais que o Senhor nos deixou como prova de seu poder e presença viva. Saí com a certeza que o doce mistério da nossa fé é o que temos de mais belo!!!” – Elen Lima, Catequista.

Veja as fotos:







TDC-ArqRio agora com BLOG

Amados, é com muita alegria que iniciamos hoje mais esse espaço de partilha, formação e noticias.
Hoje, dia de São José, esposo de Maria, pai adotivo de Jesus e Santo de Devoção do Papa Francisco. Assim como o Papa, nós também gostamos muito de São José. Modelo de homem e pai, ele era obediente a vontade de Deus. Ao receber uma revelação agia prontamente.
“José era um homem que escutava a voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que vinham do profundo do coração e do alto. Não se recusou a seguir o seu projeto de vida, não permitiu que o ressentimento o envenenasse, mas estava pronto para se colocar à disposição da novidade que, de maneira desconcertante, lhe foi apresentada. Assim, ele se tornou ainda mais livre e grande”
(Papa Francisco, 22 de dezembro de 2013)
Queremos ser sempre sensíveis ao projeto de Deus e que possamos nesse espaço fazer sempre a vontade do Senhor. Que possamos crescer juntos na fé,no amor e na esperança!

Fonte: https://teologiadocorpoarqrio.wordpress.com/2017/03/19/tdc-arqrio-agora-com-blog/ 

terça-feira, 14 de março de 2017

Formação: Catequese Quaresmal 1

Jovens e transmissão da fé


Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas o Tempo Quaresmal de 2017. Estamos a caminho da Páscoa, refazendo a trajetória do Êxodo. Este é o tempo da conversão e da grande reflexão para melhor colocar o nosso coração e as nossas intenções em Deus. Ao longo deste período, como fizemos no ano passado, dedico as catequeses quaresmais aos jovens, dentro do contexto do tema proposto pelo Papa Francisco para o próximo Sínodo, que vai tratar da nossa amada juventude.
Nesta primeira catequese, fazendo a memória de nossos pais e avós, tão lembrados pelo Papa Francisco, quero falar da importância do papel dos pais e dos avós na transmissão da fé a seus filhos e netos. Essa transmissão da fé podemos caracterizar como missão.
A missão é parte constitutiva da identidade da Igreja, chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Por isso, a missão deve, antes de tudo, animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão. É a vida do discípulo missionário, que nos orientou o documento de Aparecida da V Conferência.
A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair os que abandonaram a Igreja, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé.
A juventude tem sido caracterizada por diferentes visões. Para muitos estudiosos da sociologia, da psicologia e da antropologia, esse é o momento primordial para as relações da vida em grupo, para a relação entre os grupos de iguais e para as profundas buscas e experiências que interferem nos resultados de encontros, desencontros, inseguranças, curiosidades, medos, confusões, indefinições, mudanças, crises e crescimentos. Devemos olhar para a juventude como um momento da vida em que se intensificam os questionamentos, discernimentos, entendimentos, sonhos. Tomemos cuidado para não cobrar da juventude algo que ainda não é possível de ser oferecido, bem como desacreditar em suas potencialidades.
A realidade nos mostra que um grande número de jovens é interessado pela comunidade cristã e se prepara com esmero para os sacramentos, em especial para o Sacramento da Crisma, mas nem todos perseveram. É urgente pensarmos em algo que seja mais contínuo para a participação dos jovens na vida eclesial e, nesse sentido, o grande trabalho da “iniciação cristã” se insere de modo claro e necessário. Nas realidades a que temos assistido, nas comunidades por onde temos passado em missão, seja para cursos, seja para uma animação da pastoral Bíblico-Catequética, vemos a preocupação dos catequistas com muitos jovens que não estão iniciados à vida cristã. Alguns, quando procuram, não encontram respaldo, não se tem o que oferecer a eles, e há centenas de jovens que nem atentos para isso estão. Temos muitas ovelhas que não estão no aprisco e que é necessário atingir.
A evangelização com jovens deve ser feita de momentos de interação que possibilitem o encontro com os outros, a partir da vivência da fé na vida em comunidade, e que os ajudem a fazer a experiência do Deus de Jesus Cristo. Não passar por cima das questões relativas à sexualidade, mas abordar com aquilo que a fé cristã pode oferecer para ajudar os jovens a aprimorarem e a amadurecerem sua sexualidade; não simplesmente com moralismos e interditos, mas como um caminho para a maior felicidade, ao esclarecer o uso mercadológico que é feito da exacerbação do sexo e as consequências disso na vida.
Os jovens de hoje vivem com urgência a busca de sentido que dê respostas às questões fundamentais do ser humano. Essa busca, e sua abertura experiencial ao religioso, são duas perspectivas que deverão ser tidas em conta na catequese, já que potenciam o caráter pessoal e personalizador que deve ter o ato de fé, sem menosprezo dos componentes racionais e institucionais da mesma fé.
Os jovens são de suma importância para Igreja, pois a Igreja busca a cada dia evangelizá-los com muito amor e carinho. Quantos jovens em nossas paróquias assumem lideranças, quantos jovens estão à frente dos ministérios de música, ou ainda quantos jovens estão empenhados no setor da juventude! São vários jovens, e a eles damos graças por estarem na caminhada, e que estes busquem se espelhar em Cristo Jesus. Assim, como Cristo foi fiel ao Pai, que também vocês possam fazer o mesmo.
Portanto, a catequese bem feita ajuda os jovens a sentirem-se incomodados, inquietos com a realidade social que os cerca, cheia de injustiças, discriminações e atentados à vida, e, a partir disso, leva-os a uma atitude de solidariedade, de compaixão ativa e de compromisso com o bem, com a verdade, a justiça e a vida, como fez Jesus. A educação da fé que aponta para o compromisso com a transformação da sociedade conduzirá o jovem para a realização do seu “ser jovem”, como agente transformador e protagonista dentro de uma sociedade que nem sempre o acolhe. Com isso, a catequese tem este papel de unir fé e vida, formando cidadãos do Reino, discípulos jovens que sejam apaixonados e seguidores de Jesus. É claro que terminado o período catequético dos jovens, cada paróquia deve oferecer momentos de oração, retiros, encontros e louvores para estes. Podemos citar como o grande exemplo desta expressão jovem na e da Igreja a Jornada Mundial da Juventude. Aqui no Rio de Janeiro, na JMJ 2013, foi marcante a presença e a Evangelização dos Jovens. Eles deram vivo testemunho da fé católica e demonstraram como é possível viver publicamente o que o Evangelho pede, sem renunciar ao que proclama a Mãe Igreja.
Esta é a grande missão dos pais e avós: transmitirem a fé que receberam de seus antepassados na integralidade proclamada pela Igreja. Assim cremos e assim deveremos testemunhar o seguimento cristão!

Aurtor: Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1684/jovens-e-transmissao-da-fe-catequese-quaresmal-1