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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Os Jovens também acreditam na Família

Tatiana e Ronaldo de Melo
Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese do Rio

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS realizou uma pesquisa com mil e quinhentos jovens, entre 18 e 34 anos, em todas as regiões do país. O principal objetivo desta pesquisa foi saber o que os jovens pensam atualmente sobre diversos assuntos, como por exemplo a família. Muito se fala a respeito do modo de vida das pessoas nesta faixa etária no que diz respeito ao presente e principalmente em relação ao futuro. O resultado da pesquisa se mostrou surpreendente para os seus realizadores, mas para quem acredita na juventude, como nós acreditamos, pode ver a comprovação do seu desejo profundo de compromisso e responsabilidade.
Dentre as várias perguntas feitas aos jovens estavam: “Como você vê a família? O que você quer para o futuro?”. É possível perceber que são assuntos simples e diretos. Temas muitas vezes tidos como de pouco interesse, mas que através das respostas mostraram que são, de fato, questões que não passam desapercebidas dadas as suas importância e atualidade.
Do total dos entrevistados, 67,1% se declararam solteiros e 32,9% estarem namorando. Logo, a pesquisa não foi feita com pessoas que já tenham constituído suas próprias famílias, mas ao contrário, todos os participantes apenas trazem as experiências e motivações vividas nas suas famílias de origem. E, mesmo assim, foi possível constatar como a comunidade familiar é, efetivamente, importante e desejada pela grande maioria, pois 88,1% dos entrevistados disseram que ela é fundamental ou muito importante, contra apenas 11,9% que afirmaram ser irrelevante ou pouco importante. Não se pode negar a expressividade do resultado desta pesquisa.
A proteção especial para a unidade familiar é lei e não pode ser ignorada. Na Constituição Federal de 1988, apenas à criança, ao adolescente e ao jovem (CRFB/88, art. 227), e à própria família (CRFB/88, art. 226) é garantida e determinada proteção especial. Para nenhum outro tipo de categoria de pessoas há previsão dessa especial proteção, ou seja, há uma determinação da lei suprema do Brasil, envidar todos os esforços para garantir a constituição, a manutenção e o bem-estar dos mais vulneráveis e da família.
Ainda sobre a pesquisa, como consequência natural da influência e da importância da família na formação do ser-humano, os atributos como o amor (74,7%), o respeito (72,7%) e o diálogo (52,4%) aparecem como fundamentais e essenciais. Mais uma vez, é possível constatar aquilo que é dito e repetido pela Igreja. Demonstra como a Igreja, como boa mãe, cuida de salvaguardar as necessidades mais fundamentais dos seus filhos.

Não há outra realidade melhor do que a familiar para aprendermos a amar e sermos amados. Não apenas como forma de um simples sentimentalismo, mas como uma decisão de amar que se traduz em gestos concretos no cotidiano. Da mesma forma, que aprendemos a respeitar e sermos respeitados, a dialogar, a sermos ouvidos. Nossa sociedade clama por pessoas que sejam honestas, compromissadas, justas, trabalhadoras, mas não estamos cuidando da verdadeira fonte geradora destes valores na humanidade: a família. E, o próprio Estado brasileiro, nos níveis federal, estadual e municipal, também destrói e desconstrói aquela que é a “comunidade natural na qual se experimenta a sociabilidade humana, que contribui de modo único e insubstituível para o bem da sociedade” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, nº 213). Ainda na linha dos atributos essenciais da família, os jovens entrevistados no estudo da PUC-RS relataram que eles são adquiridos igualmente em casa e na vivência com as pessoas, para 47,5%, e principalmente em casa, para 37,2%.
Outro ponto indicado na pesquisa foi em relação à “família homoafetiva” que teve o maior índice de rejeição de todos os formatos pesquisados. As respostas dos jovens indicaram as seguintes razões para essa rejeição: 56,2% a rejeitam por acreditarem não ser o ideal para a sociedade; 53,9% a rejeitam por questões religiosas; 42% a rejeitam por tradição familiar; 38,9% a rejeitam por causa das leis reprodutivas naturais. Essa constatação nos traz a reflexão de que “nenhum poder pode abolir o direito natural ao matrimônio nem lhe modificar as características e a finalidade. O matrimônio, com efeito, é dotado de características próprias, originárias e permanentes” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, nº 216). E, os jovens demonstram que aspiram ter uma plena experiência de família.

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/983/os-jovens-tambem-acreditam-na-familia

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