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quarta-feira, 5 de junho de 2013

JMJ deixará legado ambiental

Nas últimas décadas, muitos têm sido os esforços da humanidade em prol do meio ambiente. Com as recentes notícias de cientistas sobre o rápido derretimento das geleiras e a intensificação do aquecimento global, em escala alarmante, já são numerosas as ações de instituições e pessoas pela reversão deste processo e de tantos outros que afligem a existência de vida no planeta. É aí que a Igreja também está engajada. Neste cenário, a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 promete deixar um legado ambiental para a cidade do Rio, para o país e para o mundo.
Por isso, dia 3 de junho, foi lançado, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Guia Ecológico da JMJ, que vai fazer parte do kit que os peregrinos receberão na Jornada. O lançamento do guia fará parte da Semana do Meio Ambiente da PUC, em comemoração ao Dia Mundial do meio Ambiente, hoje, 5 de junho.
Elaborado pelo reitor da PUC-Rio, padre Josafá Siqueira, e pelo diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC (NIMA), Luiz Felipe Guanaes, a pedido da Arquidiocese do Rio, o guia tem duas versões, uma em Língua Portuguesa e outra em Língua Inglesa. Ele foi inspirado em diversos documentos da Igreja sobre o meio ambiente, entre eles o documento “Curar o mundo ferido”, um relatório especial sobre ecologia produzido pelo Secretariado de Justiça Social e Ecologia da Companhia de Jesus.
Segundo padre Josafá, o guia vai despertar os jovens para que usem a fé na preservação da Criação de Deus. “O objetivo do Guia Ecológico para a JMJ consiste em enfatizar a importância de ações sustentáveis nos grandes eventos; mostrar que a questão ecológica está relacionada com a fé; lembrar a responsabilidade teológica com a criação e a nossa missão de cuidar daquilo que Deus colocou em nossas mãos; e mostrar a preocupação ética da Igreja com o meio ambiente", explicou.
De acordo com Guanaes, o guia começa destacando as belezas naturais da Cidade Maravilhosa, com seus parques e suas florestas, e os cuidados que os jovens devem ter com o meio ambiente quando estiverem no Rio, seja enquanto estiverem em casa ou nos eventos da JMJ. “A gente começa o texto falando da cidade do Rio, que é um tributo à natureza. O Cristo Redentor é o símbolo que te faz olhar para cima. E, na hora em que você olha para cima, tem uma coroa de verde em volta. Este lugar é especial e a relação homem-natureza se expressa de uma forma muito concreta”, afirmou.
Neste sentido, o guia sugere uma série de compromissos. A gente sugere uma série de compromissos, como a preocupação em descartar o lixo na lixeira e em tentar usar o mínimo possível de transportes com alta produção de CO2, optando por andar um pouco, alugar uma bicicleta ou pegar o metrô. Além disso, o documento também destaca o cuidado que o peregrino deve ter dentro do local onde ficar hospedado, como a atenção para o desperdício de água e luz. “A gente tenta estimular o jovem nesse processo de aumentar a sensibilização dele. Falamos também de barulho porque é o respeito ao outro. Ele está na casa do outro e tem que continuar a respeitar os mesmos princípios”, enfatizou o diretor do NIMA.

Um item à parte vai destacar os compromissos com o meio ambiente na Vigília e Missa de Envio, em Guaratiba, onde haverá milhares de pessoas. Por isso, de acordo com Guanaes será de suma importância a consciência e a pró-atividade dos jovens no cuidado com o ecossistema local. “Ali é uma situação radical em termos de quantidade de pessoas. Aí a questão do lixo é mais séria ainda. A área toda é dividida em uns 12 grandes retângulos. Em cada retângulo desses, haverá toda uma infraestrutura, e os jovens vão ficar distribuídos por eles. Vai haver grandes unidades de recebimento de lixo reciclado e molhado. E (o jovem) vai ter que levar o lixo até ali, senão vai virar um grande caos. Você tem que ter o espírito extremamente aberto em prol do outro, de uma forma bastante concreta”, explicou.
O guia ecológico ainda faz uma reflexão sobre o compromisso com o meio ambiente que o peregrino deve ter ao voltar para seu país. O peregrino que desejar poderá, através de uma página no site do NIMA, medir o seu consumo de gás carbônico (CO2) e saber quantas árvores deverá plantar para compensar o que consumiu. “A gente pensou que deveria ser criada uma ponte. E a gente sugeriu que preocupe-se numa nova postura com relação ao meio ambiente, a fazer a captura do CO2 que você jovem utilizou. A gente sugere que as pessoas façam isso com plantas locais”, ressaltou Guanaes.
No final do guia, o peregrino ainda poderá saber as posições dos últimos quatro papas  com relação ao meio ambiente, nos documentos que escreveram.

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