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terça-feira, 9 de abril de 2013

Ressurreição, Pastoral do Menor e legado social da JMJ Rio2013


Por Côn. Manuel Manangão
Vigário Episcopal para a Caridade Social

            A Igreja presente no Rio de Janeiro prepara-se para acolher os milhares de jovens que virão do mundo todo para celebrar a Jornada Mundial da Juventude em 2013. Esta preparação inclui a elaboração de uma ação que venha a ser um sinal de esperança para tantas pessoas, entre elas muitos jovens, crianças e adolescentes vítimas das drogas. Toda a programação da JMJ Rio2013 mantém acesa a preocupação  com a juventude. Preocupação que vem de longe. Pois, já no encerramento do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI afirmava, com confiança, o amor com que a Igreja olha para a juventude. É neste sentido que olhando para tantas crianças, adolescentes, jovens e adultos marcados pela desesperança, o legado social da Jornada da Juventude aponta na construção de uma rede que permita apresentar esperança onde parece não haver mais saída.
            A fé que nos move se transforma em esperança na ação da caridade. Assim, em continuidade com o Magistério da Igreja, já nos indicava a reflexão do Papa Bento XVI, acentuando a profunda relação entre a realidade da fé e o agir humano. Ou como nos diz hoje o Papa Francisco: “a fé se professa com as palavras e com amor”. É preciso que “nos deixemos iluminar pela ressurreição de Cristo, nos deixemos transformar por sua força para que os sinais de morte no mundo dêem lugar aos sinais de vida”.
            O trabalho pastoral, a partir da dimensão da evangelização , assume, assim, o desafio de estar junto às pessoas em estado de precariedade plena, que tem como consequência a deteriorização de muitas famílias e o modo das relações sociais da parcela da população que vive em situação de risco social.
            A Pastoral do Menor em sua ação de prevenção e de acolhimento tem procurado ser a presença de Cristo para tantos que, nas ruas ou nas comunidades, enfrentam o estigma da desqualificação e da desfiliação, que gera um novo sentido de miséria, de pessoas que se distanciam da sua família e do seu grupo social. A Pastoral, tendo como ponto de partida a mensagem de Cristo Jesus, quer ajudar na recuperação e estruturação da autoestima de cada criança, adolescente ou jovem para que possa enfrentar a realidade que a rodeia, buscando formas de enfrentar suas dificuldades.
            O projeto Passaporte da Cidadania, desenvolvido pela Pastoral do Menor e inaugurado nesta semana, utilizando um ônibus que percorrerá a cidade do Rio de Janeiro, levando esperança a crianças, adolescentes e jovens, utilizando a tecnologia da informação, é um primeiro passo do legado social da JMJ Rio2013.
            É preciso entender que é necessário sempre a articulação entre a Pastoral e a sociedade civil para a eficácia dos trabalhos da promoção da inserção social. Quando se interligam as diversas áreas de pastoral cria-se uma ação mais eficaz e comprometida em encontrar soluções que possam trazer mais vida a tantos que vivem o flagelo da droga e outras situações de precariedade. Celebrar a ressurreição de Cristo é assumir o compromisso de encontrar vida nova para estes nossos irmãos.
            Quando a Pastoral da População de Rua na Igreja Catedral, assim como em muitas comunidades católicas, acolhe as pessoas da população de rua e outros para uma ceia com a presença do arcebispo, ou quando a Pastoral do Menor através de projetos como o da Unidade Móvel de Saúde ou como o Passaporte da Cidadania atua junto às áreas onde estão os mais pobres, seja numa rua da Zona Sul, está sendo dito que é possível reconhecer, em cada pessoas, a dignidade que foi perdida em tantos processos confusos de nossa sociedade.
            Uma santa Páscoa para todos. Que Cristo Ressuscitado ilumine e renove a todos nós.
            


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